Como controlar a rivalidade entre os irmãos?

26 de julho de 2019
Em algumas famílias e em algumas ocasiões ou circunstâncias, há tensão entre os irmãos. Neste artigo, vamos compartilhar algumas estratégias para controlar a rivalidade entre os irmãos.

Pais e mães, em algum estágio do crescimento dos filhos, precisam mediar os conflitos que existem entre eles, e muitas vezes se perguntam como controlar a rivalidade entre os irmãos para que não se transforme em algum tipo de violência, tanto física quanto verbal.

Embora nem sempre seja assim, na maioria das vezes, e como regra geral, os irmãos brigam e discutem entre si. Isso acontece em certos períodos das suas vidas, quando são pequenos ou adolescentes e, até mesmo, quando já são mais adultos.

Por que os irmãos brigam?

Os irmãos brigam e têm conflitos desde o nascimento do mais novo, já que aquele que nasceu primeiro sempre pode sentir um sentimento de rejeição em relação ao seu irmão ou à sua irmã, e um sentimento de abandono por parte dos seus pais.

Conforme as crianças forem crescendo, os conflitos estarão relacionados a uma multiplicidade de razões que dependerão tanto das personalidades de cada uma quanto dos seus interesses.

Mas também vão depender das características da criação e da educação recebida em relação ao tipo de relacionamento entre irmãos que eles devem desenvolver e cultivar.

Por que os irmãos brigam

Portanto, brigas, discussões, birras, ciúme e inveja podem ter múltiplas causas, que podem ir desde a necessidade de protagonismo e de querer ser o centro das atenções, até objetos materiais ou, ainda, por sempre querer ter razão em qualquer circunstância.

Independentemente do motivo, apesar de os irmãos passarem tempo juntos, brincarem, compartilharem e se defenderem diante dos outros, competem e marcam o território ao mesmo tempo.

E para os pais, não é apenas complicado, mas também desgastante mediar as guerras e inimizades, sem deixar de planejar como controlar a rivalidade entre os irmãos.

Como controlar a rivalidade entre os irmãos?

Não há receitas mágicas, mas sim alguns conselhos que podem orientar os pais nessa árdua busca pela paz e tranquilidade no relacionamento entre os irmãos.

  • Fazer com que eles sempre se sintam igualmente especiais. Por mais absurdo que possa parecer, há muitas situações cotidianas nas quais eles sentem uma diferença no tratamento recebido.
  • Ensinar desde quando são muito pequenos a compartilhar absolutamente tudo. Mas, ao mesmo tempo, também ensinar a pedir emprestado tudo o que não for deles.
  • Ensinar a negociar e a chegar a acordos. Os irmãos devem aprender a tomar decisões. Por exemplo, se em uma situação um dos dois for o primeiro, o outro pode esperar e, se esperar, da próxima vez será o primeiro. Assim, eles aprenderão os termos dos acordos aos quais chegarem. O mais importante é que dialoguem.
  • Fazer com que internalizem desde pequenos que não devemos gritar, bater ou empurrar um irmão, assim como qualquer outra pessoa. Muito pelo contrário: devemos pedir permissão, agradecer e pedir perdão.
É necessário ensinar desde quando são muito pequenos a compartilhar absolutamente tudo

  • Destacar os comportamentos e motivá-los em relação àqueles que são apropriados com os seus irmãos. Além disso, benéfico enfatizar a importância de um bom relacionamento entre si em termos de apoio emocional, confiança, lealdade e segurança, o que significa um relacionamento forte e unido entre os irmãos.
  • Assegurar-se de que as suas atividades de entretenimento e brincadeiras não tenham nenhuma carga de violência, nem física nem verbal. O que quer que eles vejam e consumam deve passar pelo nosso filtro, avaliando a adequação, tanto em relação à idade quanto em relação ao conteúdo.
  • Devemos evitar as comparações entre eles. Pelo contrário, os irmãos devem sentir que, com seus erros e equívocos, eles são pessoas únicas, particulares e especiais.
  • Sempre escutá-los, mesmo que saibamos o que eles vão dizer ou quais justificativas vão usar para uma briga. Portanto, devemos escutar as suas razões e conseguir, através do diálogo, fazer com que entendam outros pontos de vista, caso estejam errados.

Em resumo…

Devemos educar pelo exemplo. Os irmãos não vão sucumbir facilmente a um confronto se crescerem em um clima de convivência pacífica e de diálogo constante. E também, claro, se eles não encontrarem contradições entre o discurso e as ações no seu entorno.