Como tratar as intolerâncias alimentares em crianças?

09 Fevereiro, 2020
A seguir, vamos mostrar o que são as intolerâncias alimentares, porque elas ocorrem, como podem ser detectadas e como esse desconforto pode ser evitado.

O metabolismo pode ser alterado subitamente por causa da incapacidade do organismo para processar alguns alimentos. Em vista disso, não devemos ignorar as reações adversas que ocorrem em crianças ao ingerir determinados alimentos. As intolerâncias alimentares não são um problema sem importância que possa ser negligenciado.

A saúde das crianças sempre é um assunto que requer atenção, por isso é necessário entender até que ponto as reações adversas são prejudiciais. Portanto, precisamos aprender sobre a nutrição e as necessidades das crianças assim que soubermos que há um inconveniente.

As intolerâncias alimentares em crianças

As intolerâncias alimentares ocorrem quando o corpo, diante de uma deficiência no sistema digestivo ou metabólico, é incapaz de processar certos alimentos. Isso causa desconfortos, tais como: náusea, diarreia, inchaço da barriga, dor de cabeça e assim por diante.

Vale a pena destacar que as intolerâncias alimentares não são iguais às alergias alimentares. É importante diferenciá-las porque, nas intolerâncias, o sistema metabólico que é afetado. Enquanto isso, nas alergias, o problema ocorre no sistema imunológico.

Alimentos mais comumente associados a intolerâncias alimentares

Dentre os oito tipos de alimentos, os alimentos que geralmente provocam as intolerâncias alimentares na grande maioria dos casos são os seguintes:

Também é possível encontrar outros produtos alimentícios classificados como ‘derivados’ que estão relacionados a intolerâncias alimentares por causa de deficiências enzimáticas nas crianças.

Dentre os produtos mais comuns estão o grão-de-bico e as lentilhas, no grupo das leguminosas; o leite de vaca e certos tipos de queijo; os ovos, o peixe e alguns mariscos, no grupo das proteínas.

Certos tipos de frutas, como as frutas cítricas, por exemplo, também produzem intolerâncias alimentares. O mesmo vale para amêndoas, amendoins e avelãs, no grupo das oleaginosas e até mesmo cereais, tais como trigo, cevada e aveia. 

Sintomatologia ligada aos grupos alimentares

Quando uma criança tem uma intolerância alimentar, o seu corpo responde de diferentes maneiras, de acordo com a deficiência de certas enzimas.

Os especialistas detectaram certas reações no organismo que podem aparecer até três dias após a ingestão dos alimentos que causaram o problema. É por isso que devemos estar atentos e avaliar os sintomas apresentados pela criança. A seguir, vamos descrever alguns deles.

Sintomas de intolerância ao glúten

As crianças intolerantes ao glúten podem apresentar tanto diarreia quanto constipação, gases, vômitos, dor de cabeça e desconforto abdominal, que podem variar de intensidade moderada a grave.   

Sintomas de intolerância à lactose

A lactose é conhecida como o açúcar do leite. O que acontece com as crianças com intolerância é que há uma falha da enzima responsável por quebrar essa substância e, como consequência, ela passa diretamente para o intestino grosso. Uma vez chegando lá, ao se misturar com as bactérias da flora intestinal, ela causa cólicas e também gases.

Sintomas de intolerância à frutose

As crianças com intolerância à frutose tendem a apresentar os sintomas mais extremos dentro do grupo. Devido à ausência da enzima responsável pela hidrólise dessas duas substâncias, quando consomem certas frutas e cereais, as crianças podem vomitar. Além disso, também podem ter icterícia.

Como tratar as intolerâncias alimentares em crianças?

Depois de entendermos o que são, porque ocorrem e quais são os seus sintomas, é necessário colocar em prática algumas das seguintes dicas:

  • Suspender a ingestão do alimento que causou a intolerância imediatamente. Caso isso não seja feito, o seu consumo deve ser reduzido até que seja possível detectar como o sistema digestivo da criança responde.
  • Aproveitar as infusões de ervas, como a camomila, por exemplo, pois têm uma ação anti-inflamatória que proporciona alívio.
  • Consumir alcachofras pode ajudar a reduzir a inflamação do fígado causada pela intolerância à frutose.
  • Oferecer alimentos que contenham prebióticos regularmente, tais como aspargos ou kefir, pois ajudam a fortalecer a flora intestinal.
  • Manter um registro dos alimentos consumidos pelo seu filho e das reações que ele apresentou para poder descartar aqueles que ele não processa corretamente ao consultar o pediatra.
  • Evitar dar produtos que contenham glúten para bebês com menos de 6 meses.

Com essas dicas práticas, as intolerâncias alimentares não causarão grandes inconvenientes. Sem dúvida, em caso de qualquer eventualidade, é necessário consultar o médico imediatamente e procurar seguir as suas instruções.