Como a violência doméstica afeta as crianças?

· 30 de março de 2018
Descubra a seguir como a violência doméstica afeta as crianças e o que pode ser feito a respeito.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um estudo que revela a magnitude da violência doméstica e outros tipos de maus-tratos para as crianças.

Nesse estudo, é explicado que, infelizmente, grande parte dos maus-tratos sofridos por crianças com menos de 15 anos de idade é realizada por familiares, tutores ou cuidadores. 

A maioria das consequências é evidente em curto prazo. No entanto, é em longo prazo que se comprova a magnitude do impacto da violência. Afinal de contas, cada um dos âmbitos da saúde (física, psicológica e emocional) das crianças são violados.

O que é a violência doméstica?

Desde cedo, todos nós somos ensinados a valorizar o nosso círculo familiar. No entanto, a violência doméstica foi capaz de prejudicar tanto a concepção quanto a afeição pela família. Todos os dias aumenta o número de pessoas com feridas emocionais e um significativo nível de rejeição por parte dos familiares.

A violência doméstica é definida como todas as manifestações de maus-tratos e abuso no núcleo familiar. Quando existe, costuma ser frequente e variar na intensidade.

As causas da violência doméstica são bastante variadas. Apesar disso, em resumo, constitui um perfil do agressor que inclui: baixa autoestima, gestão deficiente das emoções e dos sentimentos, intolerância e uso da violência como instrumento de poder.

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Evolução da violência doméstica

  • Fase I (Tensão) Nessa fase, o agressor costuma buscar impor tensão no ambiente para afirmar sua posição de superioridade em relação às suas vítimas (que nesse caso podem ser as crianças). Essa fase é caracterizada pela presença de significativos maus-tratos verbais e psicológicos.
  • Fase II (Agressão física) Nessa fase, o abusador perde o controle das suas emoções por algum motivo aleatório e descarrega todas as suas frustrações e sua negatividade na vítima. Os episódios de violência podem incluir (ou não) agressão física. Mas. independentemente disso, a vítima fica assustada e confusa.
  • Fase III (Arrependimento) Nessa fase, o agressor tenta pedir desculpas e demonstrar arrependimento pelo mal causado. No entanto, não corrige realmente seu comportamento.

Vale destacar que essas fases podem se repetir várias vezes ao longo do tempo. Com isso, uma relação tóxica e um círculo vicioso de violência doméstica são aprofundados.

Consequências da violência doméstica para as crianças

A consequência mais comum da violência doméstica para as criança é a adoção do comportamento violento como mecanismo de defesa.

  • Consequências físicas, tais como: insônia, distúrbios estomacais, dores de cabeça, automutilação, incapacidade de controle dos esfíncteres, etc.
  • No âmbito emocional: baixa autoestima, sentimentos de culpa, comportamento instável, depressão, ansiedade, isolamento, irritabilidade.
  • Por outro lado, no âmbito acadêmico, as crianças podem ter baixo rendimento escolar, poucas interações e relações tóxicas.

Lembre-se de que, o melhor sempre será optar por alternativas saudáveis que possam oferecer benefícios para todas as partes.

Como impedir ou prevenir os maus-tratos?

É um compromisso social ajudar a impedir e prevenir a violência doméstica. A primeira medida para impedir os maus-tratos na família é reconhecer o problema ao qual se está exposto.

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Em seguida, procurar ajuda de algum serviço público. Assim que tiver dado esses primeiros passos, é recomendável adotar as medidas que comentaremos a seguir:

  1. Ajude as crianças a desenvolver uma autoestima saudável. Essa valorização de si mesmas será positiva no momento de se dar valor e procurar ajuda perante qualquer situação de maus-tratos.
  2. Dar o exemplo. Aprenda a se acalmar e essa atitude vai se refletir nas crianças.
  3. Estimule os pequenos a estabelecer metas realistas, de maneira que aprendam a ajustar suas perspectivas com suas possibilidades.
  4. Busque apoio do orientador na escola ou de um psicólogo. Superar os maus-tratos na infância pode ser um verdadeiro desafio. Seja persistente, ofereça muito amor e compreensão.
  5. Oriente as crianças a observar a parte positiva da aprendizagem que tais experiências proporcionam.
  6. Estabeleça limites sensatos e ajude as crianças a respeitá-los sem a necessidade de recorrer à violência e aos insultos.

Em resumo, devemos ter em mente que apenas um ambiente familiar saudável pode oferecer um desenvolvimento saudável para as crianças dia após dia. 

O lar deve estar fundamentado na busca de soluções saudáveis, que tragam benefícios para todos. Mas, principalmente, é importante educar com respeito e evitar a violência. Existem soluções muito melhores e mais efetivas.