7 conselhos para evitar a criação à base de castigos e recompensas

· 8 de dezembro de 2017

A criação é um desafio bastante amplo, começa desde o dia em que chegam os filhos e se pode dizer que nunca acaba. No entanto, na primeira fase da vida, as crianças precisam receber nossas orientações com máxima exatidão. Alguns especialistas afirmam que castigos e recompensas devem ser evitados, quer dizer, deve-se educar as crianças por meio de outro tipo de métodos. Um exemplo seria através do desenvolvimento cognitivo.

É comum repreender as crianças quando elas fazem algo que não nos parece certo. Portanto, castigá-las tende a ser a principal opção. Por outro lado, quando elas se comportam bem ou fazem alguma coisa certa, frequentemente lhes damos recompensas. E assim, acabamos criando nossos filhos. De alguma maneira esse método funciona, mas talvez haja mais opções. A seguir, vamos contar para você quais são as alternativas ao típico exercício de castigos e recompensas.

menina segurando um troféu, castigos e recompensas

Como evitamos a criação à base de castigos e recompensas?

Nenhum pai se planeja a priori criar seus filhos à base de castigos e recompensas, mas muitos acabam fazendo isso. Essa ação é normal, e nada reprovável, especialmente, quando sabemos que não existe manual de como criar um filho.

Por um lado, dependendo do tipo de castigo, quem sabe a criança não fique gravemente afetada. O mesmo acontece com as recompensas. Por que devemos pensar que fazem mal?

No entanto, algumas teorias psicológicas explicam que quando castigamos ou premiamos a criança, podemos reforçar o comportamento de maneira inversa.

Por outro lado, o reforço positivo não é reprovável totalmente, pelo contrário, pode ser eficaz. Talvez nossa falha esteja no tipo de reforço que aplicamos. Se o prêmio ou recompensa for acessível à criança, talvez ela não considere isso como tal. No caso do castigo, depende da frequência com que o aplicamos. Contudo, pode ser contraproducente na medida em que for muito pesado, ou muito leve.

Por esse motivo, os especialistas recomendam que devemos ajudar a criança a desenvolver seu processo cognitivo. Para favorecer tal desenvolvimento, é recomendável aplicar os seguintes exercícios:

  1. Evite fazer surpresas, mudanças drásticas ou improvisações que lhes façam perder o controle em certos aspectos. É recomendável que a maioria das nossas ações levem sempre ao mesmo resultado.
  2. Coloque seus filhos à prova, sobretudo, nos processos de associação de ideias. Tente fazer com que apliquem algum conceito aprendido em uma circunstância nova.
  3. Ensine-os a refletir sobre suas ações e lhes dê espaço para que façam, sem pressão.
  4. Aproveite todos os momentos para fazer perguntas. Observe suas respostas de maneira compreensiva, a fim de aplicar correções positivas.
  5. Se você for fazer modificações simples, procure fazer pouco a pouco.
  6. Adapte o pensamento dele ao seu, não tente igualá-lo ao seu raciocínio mais avançado.
  7. Abra espaço para a experimentação, a tentativa e a exploração.

Desenvolvimento do comportamento de acordo com as capacidades

Se conseguirmos compreender que nem todas as crianças são iguais e que cada uma adapta o aprendizado ao seu ritmo, podemos evitar muitas decepções. Às vezes, o que consideramos como mudanças de comportamento, na verdade, faz parte do desenvolvimento da personalidade. Portanto, um castigo não é a melhor opção nesses casos.

mãe brigando com a filha, castigos e recompensas

Da mesma forma, a correção de comportamentos errados pode ser tão contraproducente quanto o prêmio por um bom comportamento. Os especialistas consideram que o desenvolvimento do comportamento da criança pode ser de alguma maneira constante. Isso significa que se ela se comportar de acordo com sua idade e capacidades, as intervenções, às vezes, são exageradas.

Nesse sentido, é bom ajudá-las a colocar os neurônios para trabalhar. De acordo com a opinião de alguns psicólogos, a criança é capaz de se adaptar ao meio em que se desenvolve. A organização também pode ser conseguida de acordo com o entorno em que está inserida, isto é, podemos criar um meio segundo nossos critérios.

O comportamento equilibrado da criança vai depender de pelo menos dois fatores. O primeiro, a evolução do seu processo cognitivo e, o segundo, a adaptação ao seu entorno. Por essa razão, a intervenção dos pais deve ser feita, primeiramente, no desenvolvimento cognitivo, e, depois, na adequação do meio para buscar assim resultados positivos no comportamento das crianças.