Crianças com medo de experimentar novos alimentos? Veja algumas dicas!

· 15 de novembro de 2018
Negociar com as crianças não é fácil, principalmente se sentirem repulsa em relação a alimentos que não conhecem. Descubra como lidar com essa situação que, mais cedo ou mais tarde, todos os pais devem enfrentar.

Durante a infância, as crianças enfrentam muitas sensações novas. Por isso, às vezes, chegam a sentir medo de experimentar novos alimentos.

Frequentemente, pecamos ao lhes oferecer pouca compreensão, visto que consideramos muitas coisas como naturais que, por razões lógicas, para as crianças ainda são novidades.

Você nunca se perguntou “Por que meu filho não quer comer espinafre? É um vegetal nutritivo e saboroso!”. Na verdade, pode ser que a criança não veja assim.

As crianças estão descobrindo sabores, aromas e texturas quase constantemente. É perfeitamente normal que elas achem difícil se adaptar a eles e, consequentemente, sintam certo medo de experimentar novos alimentos.

Transtorno ou mau comportamento?

Os pais devem saber diferenciar uma simples rejeição de algo mais profundo. Há um comportamento chamado neofobia alimentar que, embora não seja considerado um transtorno mental, produz esse tipo de problema em crianças.

É um mecanismo primitivo que faz as pessoas desconfiarem de alimentos que não conhecem.

Pode ter diferentes causas, como experiências traumáticas (intoxicações ou asfixia), e é caracterizado pela rejeição a todos os tipos de alimentos, sem nem mesmo experimentar.

Por outro lado, também pode acontecer de a criança desejar expressar sua vontade e, devido a um desejo de independência, rejeitar as sugestões dos pais ‘porque sim’.

Em qualquer um desses casos, é necessário ter paciência e observar bem seus comportamentos. A seguir, daremos alguns conselhos que podem ser usados para superar essa rejeição com sucesso.

experimentar novos alimentos

Como superar o medo de experimentar novos alimentos

1. Ser criativo

Os seres humanos são seres muito visuais. Se algo que chega através dos nossos olhos nos agrada, é muito provável que o aceitemos sem pensar muito.

Portanto, é muito útil ‘transformar’ a aparência de certos alimentos, especialmente das verduras, para que as crianças os comam.

Um bom exemplo é um sanduíche divertido, com ingredientes que formem uma carinha e que pareçam mais amigáveis para a criança.

2. Incentivar a participação

Se gostamos de escolher nossas refeições, por que não deixamos que as crianças também tenham voz e voto? Podemos propor alternativas saudáveis para elas escolherem.

Além disso, também é uma boa ideia levá-las ao supermercado ou à feira e permitir que colaborem na cozinha.

Assim, elas ficarão orgulhosas de dar sua contribuição e ansiosas para experimentar essa comida que elas mesmas prepararam.

3. Passos curtos, porém firmes

Encher o prato não ajudará em nada se você quiser que seu filho supere o medo de experimentar novos alimentos. Pelo contrário, você deve apresentá-los em suas refeições pouco a pouco.

Algumas opções nesse sentido são cremes e sopas ou bolos e sanduíches, contanto que contenham outros ingredientes que as crianças conheçam e gostem. No caso das frutas, sucos e vitaminas são excepcionais.

Em seguida, diga à criança o que ela experimentou. Dessa forma, ela vai perceber que aquele alimento que odiava não é tão ruim assim.

“Durante a infância, as crianças enfrentam muitas sensações novas. Muitas vezes, pecamos ao lhes oferecer pouca compreensão”

4. Dar o exemplo

Seria uma verdadeira injustiça obrigar as crianças a comer verduras quando nós mesmos não o fazemos.

Portanto, se você quer que o seu filho coma de tudo e adote hábitos saudáveis, o primeiro passo deve ser seguir essa orientação você mesma. E, é claro, faça isso na frente dele e sem reclamar.

Muitas vezes, mesmo sem querer, estamos educando nossos filhos: somos o modelo que eles têm a seguir e eles nos observam constantemente.

5. Sem pressões

Pressionar, colocar como condição “comer os vegetais” para permitir uma atividade que as crianças gostam ou, pior ainda, obrigá-las são as últimas coisas que devemos fazer.

Com essas práticas, estaremos apenas reforçando a associação negativa de certos alimentos com situações desagradáveis para a criança. Ou seja: “se eu não comer isso que eu não gosto, não poderei jogar videogame”.

Assim, a comida é transformada em um obstáculo, uma imposição que deve ser enfrentada mesmo que não se goste.

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6. Insista, não mude o cardápio na primeira reclamação

Se a nossa resposta diante do medo de uma criança para experimentar novos alimentos é dar outra comida de que ela gosta mais, ela dificilmente conseguirá superar esse medo.

Devemos ser pacientes, dar tempo ao tempo e, como dissemos antes, não gritar com a criança ou fazer escândalo se ela não quiser comer.

Concluindo, a principal recomendação é ser compreensiva. A infância, principalmente entre 2 e 7 anos, é uma etapa de descobertas pela qual cada criança passa à sua maneira.

Você verá que, com o tempo e o exemplo como a principal ferramenta, ela vai seguir seus conselhos e variar a alimentação de maneira saudável.