A crise da adolescência infantil em crianças de 6 anos

15 Julho, 2020
A crise da adolescência infantil surge por volta dos 6 anos de idade. Caracteriza-se por mudanças no comportamento da criança que podem nos deixar desconfiados. Você quer saber mais sobre o assunto? Continue lendo.

Você certamente já sabe que, na adolescência, as crianças sofrem uma crise que pode ser observada por meio de mudanças em seu comportamento. Entretanto, foi comprovado que, em muitos casos, crianças de 6 anos sofrem a chamada ‘crise da adolescência infantil’. 

Como podemos perceber essa crise? É comum ver mudanças comportamentais em crianças dessa idade e, por causa delas, surgem discussões em casa que se tornam uma rotina, repetindo-se dia após dia. É importante que os pais tenham em mente três ideias básicas: ser pacientes, ser amorosos e ser exigentes.

Mudanças comportamentais: crise da adolescência infantil

Quando observam essas mudanças de comportamento nos filhos de 6 anos, os pais geralmente reagem com incerteza. Não entendemos como uma criança tão pequena já tem esses problemas de comportamento. E acabamos sentindo frustração e tensão, porque nossos filhos não se comportam como deveriam. 

Se observarmos que nosso filho de 6 anos está começando a se comportar como um pequeno adolescente, não devemos nos preocupar. Muitos profissionais se referem a essa crise como ‘a crise da adolescência infantil’.

Essas crises são normais e devem ocorrer para que as pessoas possam mudar e evoluir. É nessa idade que a criança passa a estar preparada para começar a formar a própria identidade e personalidade, e é por isso que essa crise ocorre.

A crise da adolescência infantil

Como a crise dos 6 anos ou adolescência infantil se manifesta

Não aceitam a autoridade, algo que costumavam fazer anteriormente

Durante essa fase, as crianças podem questionar tudo o que é dito e se opor ao que os pais falam.

Não refletem

As crianças começam a se comportar de forma impulsiva e não pensam nas consequências das suas ações. Elas fazem o que querem, quando querem, e não pensam em mais nada.

Instabilidade emocional

Em um momento estão chorando e logo começam a rir. Elas passam de um estado para outro com muita facilidade. Ficam mais sensíveis emocionalmente e, às vezes, podem reagir de forma desproporcional.

Atitudes desafiadoras

Essas atitudes podem surgir na tentativa de impor sua vontade e fazer o que quiserem.

Dificuldade para tomar decisões

Caso precisem escolher ou tomar uma decisão, sentem-se oprimidas e não sabem para onde ir.

Maior ‘ativismo’

Passam a ser crianças muito ativas e dinâmicas, com grande inquietação e interesse por tudo ao seu redor, sempre com vontade de descobrir novas atividades.  

Essa fase é muito difícil para as crianças. Elas se sentem indefesas, vulneráveis ​​e desconfortáveis, pois precisam enfrentar a formação da nova identidade e, portanto, assumir um papel diferente do que exerciam até então.

Por esse motivo, é importante que elas se sintam compreendidas e que nós possamos proporcionar segurança, confiança e carinho durante essa crise da adolescência infantil.

Causas que agravam a adolescência infantil

Embora essa crise geralmente ocorra aos 6 anos, ela não ocorre necessariamente em todas as crianças e, se aparecer, talvez não venha com a mesma intensidade. Assim, não devemos nos esquecer de que cada criança é diferente da outra e que cada uma tem as características que a tornam única.

A crise da adolescência infantil

  1. Na família: estresse familiar, um tipo de apego inseguro, falta de tempo com os pais, estilo educacional permissivo ou autoritário.
  2. Na criança: a criança que já tem um temperamento difícil, baixa autoestima e pouca autoconfiança, além de falta de segurança, impulsividade e dificuldades no seu processo evolutivo.
  3. Com os amigos: quando há uma rejeição do grupo de amigos ou colegas, incluindo amizades problemáticas.
  4. Na escola: falta de adaptação ao ambiente escolar, baixo desempenho escolar, dificuldades de aprendizagem. Essa crise geralmente aparece no momento em que as crianças passam do Ensino Infantil para o Fundamental, e essa mudança também pode levar a um desajuste.
  5. Na conexão entre os pais e a escola: ausência de contato dos familiares com a escola que a criança frequenta, os pais não conhecem seus amigos ou colegas de classe, etc.

Em resumo

Durante esse período, às vezes é difícil manter a calma e um estado de espírito tranquilo, principalmente quando elas se tornam insuportáveis. No entanto, os gritos e a tensão com os nossos filhos não vão nos levar a lugar algum.

O mais importante é ter paciência e, se elas nos desafiarem demais, sempre manter as regras claras e ignorá-las até que esse momento passe.

Essa fase pode ser um desafio para os pais, mas, com carinho, amor e paciência, por fim, tudo vai passar. Nós podemos evitar as discussões e um clima ruim em casa!