A crise dos 7 anos em crianças

Você já ouviu falar da crise dos 7 anos? É uma fase completamente normal durante o desenvolvimento da personalidade das crianças.
A crise dos 7 anos em crianças

Última atualização: 29 Dezembro, 2020

A crise dos 7 anos nada mais é do que uma fase do desenvolvimento evolutivo na qual as crianças começam a construir a sua própria personalidade e identidade. Nessa idade, o cérebro dos pequenos passa por grandes mudanças que afetam seus comportamentos.

A que estamos nos referindo com isso? Que tipo de comportamento é característico da crise dos 7 anos? Como lidar com isso da melhor maneira possível?

Vamos responder a essas perguntas ao longo dessas linhas. Se você tem um filho que está entrando nessa idade, certamente vai se interessar pelo que vamos contar a seguir.

A crise dos 7 anos em crianças

O cérebro de uma criança está em constante crescimento e amadurecimento. De fato, aos 7 anos, o cérebro atinge aproximadamente o tamanho do cérebro de um adulto, conforme aponta esse estudo publicado em Centre Londres 94.

A crise dos 7 anos em crianças

Contudo, além disso, nessa idade, o processo de mielinização é finalizado e ocorrem importantes mudanças físicas, psicológicas e sociais. Ou seja, aos 7 anos, os pequenos crescem e iniciam uma longa e intensa jornada rumo à puberdade.

Portanto, é de se esperar que nessa idade os comportamentos das crianças sejam alterados. Entretanto, não há nada com o que se preocupar, pois isso faz parte do crescimento normal da criança. É uma fase geralmente conhecida como a crise dos 7 anos.

Ao completar 7 anos, os pequenos têm a necessidade de experimentar o mundo por conta própria e desenvolver um maior grau de autonomia e independência. Além disso, eles começam a ter consciência de si mesmos, mais especificamente do:

  • Eu real: essas são as características que alguém atribui a si mesmo. É a resposta à pergunta “quem sou eu?” ou “como eu sou?”
  • Eu ideal: refere-se às características que uma pessoa gostaria de ter. É a resposta à pergunta “quem eu gostaria de ser?” ou “como eu acho que deveria ser?”

Isso faz com que as crianças queiram fortalecer a própria personalidade e identidade para que possam se diferenciar das outras pessoas. Isso envolve um processo muito complexo de busca e reflexão interior que, juntamente com a falta de maturidade e de controle dos impulsos, leva ao surgimento de comportamentos rebeldes e desafiadores nas crianças.

Características dessa fase do desenvolvimento

Conforme já vimos, a crise dos 7 anos pode ser considerada uma fase de reafirmação da personalidade. Durante essa complicada fase, é comum observar os seguintes comportamentos, que podem ocorrer em maior ou menor grau nas crianças:

  • Negação ou desafio à autoridade (pais, professores, etc.).
  • Desobediência às regras.
  • Atitudes dominantes.
  • Mudanças repentinas do estado de humor, passando do riso ao choro e vice-versa.
  • Imposição da própria vontade sobre a dos outros.
  • Raiva e birras frequentes.
  • Comportamentos caprichosos.
  • Sinais de rebeldia quando as coisas não saem como elas querem.
  • Resposta negativa automática para tudo o que é proposto.
  • Comportamentos inquietos e até mesmo hiperativos, estando em movimento contínuo.

Parece enlouquecedor, não é mesmo? Felizmente, na maioria dos casos, todos esses comportamentos inadequados desaparecem com o tempo, assim que os pequenos adquirem maturidade suficiente e desenvolvem plenamente as funções executivas.

Além disso, essas atitudes e comportamentos podem ser controlados e modificados por meio da implementação de uma série de diretrizes educacionais e pedagógicas.

A crise dos 7 anos em crianças

Como enfrentar a crise dos 7 anos?

Se você tem um filho que está em plena crise dos 7 anos ou se aproximando dela, primeiramente, você deve saber que é necessário se nutrir de paciência, pois essa será uma fase difícil para todos.

A seguir, vamos dar algumas recomendações para enfrentar esta fase da infância da melhor maneira possível:

  • Estabeleça uma série de regras que devem ser seguidas em casa e tente explicá-las claramente.
  • Evite punições constantes e desproporcionais, pois serão de pouca ou nenhuma utilidade. Elas só vão fazer com que tanto você quanto o seu filho fiquem ainda mais irritados e percam o controle.
  • Reforce de forma positiva (com elogios, gestos, abraços, etc.) os comportamentos positivos do seu filho.
  • Não preste atenção às birras ou aos comportamentos agressivos. Espere que ele se acalme para conversar com ele e fazê-lo agir racionalmente.
  • Incentive-o a praticar um esporte que permita descarregar as energias.
  • Compartilhe momentos de qualidade com o seu filho.

E, acima de tudo, lembre-se de que “Não existem crianças difíceis. O difícil é ser criança em um mundo de pessoas cansadas, ocupadas, sem paciência e com pressa ”.

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