A depressão na adolescência: causas, sintomas e conselhos para os pais

· 10 de abril de 2018
A depressão na adolescência pode ter origem em vários fatores. Por isso, é importante que os pais estejam atentos ao comportamento dos filhos para poder oferecer a eles a ajuda necessária.

A depressão na adolescência é um transtorno do estado de ânimo que pode trazer graves consequências. Além disso, há uma perda de interesse por realizar diferentes atividades que afeta o modo como o adolescente pensa, sente e se comporta.

Também pode causar problemas emocionais, funcionais e inclusive físicos.

Devido à depressão, alguns jovens sentem que caíram em um poço profundo do qual não conseguem sair. Esse problema pode durar semanas ou até meses. Em vista disso, é importante que os familiares, principalmente os pais, deem o apoio que for preciso e estejam dispostos a ouvi-los.

Ainda que possa se manifestar em qualquer momento da vida, na maioria dos casos aparece nos jovens de ambos os sexos com idades compreendidas entre os 10 e os 19 anos.

Sintomas da depressão na adolescência

Os adolescentes com depressão geralmente enxergam todas as coisas de maneira negativa e são incapazes de imaginar que todos os problemas podem ser resolvidos. Porém, também podem apresentar outros sintomas, como:

  • Transtornos alimentares como bulimia ou anorexia.
  • Dificuldade para se concentrar.
  • Fadiga.
  • Sentimento de tristeza.
  • Problemas para tomar decisões.
  • Sentem que ninguém gosta deles.
  • Irritabilidade, raiva ou tédio.
  • Perda de interesse em fazer alguma atividade que antes consideravam divertidas.
garota adolescente com depressão sentada no chão
  • Problemas para dormir ou sono em excesso.
  • Rendimento escolar deficiente.
  • Consumo de álcool ou drogas.
  • Desejo de estarem sozinhos.
  • Baixa autoestima.
  • Pensamentos suicidas.
  • Problemas médicos sem nenhuma causa aparente.

Possíveis causas da depressão

A depressão pode ser uma resposta a muitas situações e fatores como:

  • Fatores Biológicos. Pode ser algo de origem genética que afeta o equilíbrio químico do cérebro.
  • Estresse. Ainda que não seja ruim um pouco de estresse, se o jovem está submetido sempre a tensão excessiva, isso pode ser prejudicial para seu corpo e também para sua mente, o que pode levar à depressão.
  • Ter experimentado situações como o divórcio dos pais, a morte de um ente querido, abuso sexual, violência física ou emocional.
  • Possuir uma deficiência ou alguma doença grave.
  • Problemas de aprendizado.
  • O fato de que os pais esperam demais do jovem (expectativas fora de medida).
  • Ser vítima de bullying.
  • A preocupação com seu futuro.
  • Uma separação amorosa.

Ajudas para superar a depressão na adolescência

Para superar a depressão na adolescência, existem várias atitudes que podem ser tomadas:

  • Caso a depressão seja moderada ou grave, em geral será preciso ajuda psicológica e medicamentos antidepressivos.
  • Ter uma alimentação saudável.
  • Dormir o suficiente.
  • Realizar exercícios frequentemente, isso vai proporcionar mais energia ao jovem e o ajudará a dormir melhor.
  • Conversar com alguém de confiança sobre o que você está sentindo.
  • Contar com o apoio dos pais e dos amigos.
  • Cercar-se de pessoas positivas e carinhosas.
  • Evitar o álcool ou as drogas, já que isso afeta o cérebro e piora ainda mais a depressão.
depressão jovem fazendo terapia

Conselhos práticos para os pais

Se você desconfia que seu filho está deprimido, há várias coisas que você pode fazer para ajudá-lo a sair dessa, como:

  • Estar atento a qualquer alteração drástica em seu comportamento, como nervosismo, agitação, mau humor ou insônia, especialmente se esses sintomas durarem várias semanas.
  • Levar a sério qualquer comentário do jovem que revele algum pensamento suicida.
  • Se você sabe que seu filho está sofrendo de depressão, consultar um médico e ajudá-lo a seguir o tratamento recomendado.
  • Demonstrar frequentemente o quanto você o ama e perguntar sobre seus sentimentos.

Concluindo, a depressão na adolescência é um transtorno frequente em alguns jovens e pode ter origem em fatores genéticos, emocionais ou físicos. Por isso, os pais devem estar sempre atentos aos seus filhos, mantendo uma comunicação aberta e franca com eles.