Dermatite atópica em crianças: como prevenir os surtos

20 de março de 2019
Se o seu bebê apresentar lesões vermelhas na pele acompanhadas de coceira, é possível que seja um caso de dermatite atópica. Neste artigo, ajudamos você a saber tudo sobre essa doença inflamatória.

A dermatite atópica em crianças é uma patologia dermatológica que afeta cerca de 20% dos pequenos nos primeiros anos de vida. Na verdade, é uma doença bastante comum que permanece por vários anos, mas costuma desaparecer à medida que a criança cresce.

Aprenda a identificar a dermatite atópica em crianças

Sintomas

A dermatite atópica se manifesta através de avermelhamento da pele, coceira, dor e inchaço na área afetada, acúmulo de pus, entre outros sintomas. Portanto, é conveniente saber identificar o início dos surtos e aplicar cremes especializados nas áreas afetadas. Assim, é possível prevenir o aparecimento total dos sintomas.

Idade de aparecimento

Essa doença pode aparecer em qualquer tipo de pele e geralmente aparece em uma idade muito jovem. Ela se manifesta de diferentes forma em bebês e crianças. A dermatite atópica pode se manifestar no rosto, na área da cabeça, nas mãos e nas dobras dos cotovelos e joelhos.

O portal de saúde Pediatria Integral afirma que “em 60% dos pacientes [a doença] começa no primeiro ano de vida, principalmente nos primeiros seis meses. Em 85% começa nos primeiros 5 anos e apenas 10% apresenta a doença depois dos 7 anos”.

Nos bebês, essa doença geralmente ocorreapós 3 ou 4 meses. Nesse caso, os problemas de pele costumam ser visíveis nas bochechas, na área da cabeça e nos membros.

Algumas mães podem confundir a dermatite atópica em crianças com as assaduras. Porém, é preciso lembrar que, ao contrário das assaduras, a dermatite não ocorre em áreas constantemente úmidas.

dermatite atópica

Em alguns casos a dermatite pode aparecer a partir dos dois anos. Nessa fase, a doença se torna perceptível no pescoço, na palma das mãos, nos tornozelos, nas dobras dos cotovelos e nas dobras das nádegas.

Nos caucasianos, as erupções geralmente aparecem nas dobras internas, enquanto nas crianças asiáticas e afrodescendentes, costumam aparecer nas pontas dos cotovelos e joelhos.

É importante ressaltar que o modo pelo qual a dermatite atópica se manifesta passa por três etapas: lactente, infantil e adulta.

Como a dermatite atópica ocorre de acordo com suas fases

A dermatite atópica em crianças apresenta duas fases:

  • Inativa: a pele fica seca e escamosa, além de muito sensível. Durante esse período, é possível aplicar cremes ou pomadas para evitar maiores complicações. Como indicamos no início, deve ser feita hidratação abundante com cremes especializados na área afetada.
  • Ativa: nessa fase, as inflamações são mais intensas, o acúmulo de pus ou até mesmo sangramentos são comuns. Ademais, a pele também pode ficar inflamada e se tornar mais rígida.

Como prevenir os surtos

Desencadeadores

Para evitar surtos de dermatite atópica em crianças, é importante saber o que a desencadeia. Em primeiro lugar, é preciso saber que essa doença não é contagiosa.

O portal Pedriatria Integral aponta que “entre 70 e 80% das crianças foi encontrado antecedente familiar ou pessoal de doenças atópicas”. Isso significa que o fator genético deve ser levado em consideração.

Fatores que contribuem para a ocorrência da dermatite atópica em crianças:

  1. Pele ressecada
  2. Uso de cremes com produtos químicos que causam irritações
  3. Herpes e fungos
  4. Contato com agentes que causam alergia, como: pólen ou flores, poeira, pelo ou certos animais, intoxicação alimentar, etc.
  5. Contato com tecidos que foram lavados com detergentes abrasivos e uso de tecidos sintéticos como nylon, lã acrílica ou viscose.

“As manifestações clínicas da dermatite atópica são a base do seu diagnóstico, uma vez que não há alterações microscópicas ou de laboratório específicos”.

-M. Ridao i Redondo, pediatra-

A dermatite atópica em crianças pode ser prevenida

Estratégias de prevenção

Atualmente existe o tratamento por corticoides e o uso de antibióticos para controlar os surtos. No entanto, o médico determinará as causas particulares da criança e escolherá o melhor tratamento para as suas necessidades.

Estas são algumas ações que podem prevenir o aparecimento de sintomas:

  • Controlar a temperatura do ambiente, evitando o calor excessivo.
  • Manter a umidade do ar equilibrada na área onde a criança está.
  • Dar banhos curtos e refrescantes com água não muito quente para conter a transpiração.
  • Os banhos devem ser feitos com sabonete com pH ácido sem detergente.
  • Secar a criança com toques leves, sem esfregar.
  • Evitar colocar roupas feitas de materiais que possam irritar a pele.
  • Aplicar creme diariamente.
  • Cortar as unhas da criança de forma adequada a fim de evitar que ela se arranhe.
  • Evitar as piscinas por causa da quantidade de cloro que podem ter.

A Associação Espanhola de Pediatria recomenda tomar as seguintes medidas: “Diminuir o contato da pele com alimentos ácidos (tomates, cítricos, etc), trocar as fraldas com frequência e enxaguar bem as roupas na hora de lavar”.

Lembre-se de que em caso de dúvidas, você deve sempre consultar o pediatra ou o dermatologista para uma orientação correta e um tratamento adequado às necessidades do seu filho.