6 dicas para ajudar as crianças que se sentem rejeitadas

12 Fevereiro, 2021
Há crianças que são rejeitadas pelos seus pares e, por isso, o seu bem-estar psicológico é afetado. Contudo, os pais podem e devem ajudar os filhos se eles estiverem nessa situação.

Como podemos ajudar as crianças que se sentem rejeitadas? Infelizmente, há muitas crianças ou adolescentes que se sentem rejeitados atualmente. Na maioria das vezes, eles se sentem dessa forma porque percebem que são diferentes dos seus pares, amigos ou familiares, seja física, verbal, sentimental ou intelectualmente.

As crianças que se destacam pelas notas, que são fisicamente diferentes ou que gostam de se vestir bem em relação aos colegas e amigos são as que mais têm chances de serem ignoradas e deixadas de lado. Porém, não é essencial que seja dessa forma. Às vezes, há crianças que se sentem rejeitadas mesmo sem apresentar nenhuma das características mencionadas anteriormente.

Consequências a curto prazo

As crianças rejeitadas por seus amigos ou pares veem o seu bem-estar psicológico ameaçado, uma vez que essas circunstâncias geram um estresse significativo para a criança. Algumas das consequências que essa rejeição pode ter são:

dicas para ajudar as crianças que se sentem rejeitadas

  • Aumento da raiva e da agressividade.
  • Imagem negativa de si mesmo.
  • Sintomas de ansiedade e depressão.
  • Dores psicossomáticas (dor de cabeça, dor de estômago, insônia, etc.).
  • Dificuldade para se relacionar com os outros.
  • Isolamento social.
  • Perda de interesse e falta de energia.
  • Problemas de concentração e atenção.
  • Dificuldades de aprendizagem e problemas na escola.
  • Incapacidade de apreciar o que se tem.
  • Problemas de autoestima.

Dicas para ajudar crianças que se sentem rejeitadas

Os pais podem ajudar os filhos se suspeitarem que eles estejam enfrentando uma situação de rejeição pelos pares. A seguir, veremos algumas dicas para ajudar as crianças que se sentem rejeitadas.

Incentivá-las a não ir atrás de ninguém

Temos que explicar para a criança, de uma forma adaptada à sua idade, que se um amigo ou colega a deixou de lado e não quer a sua companhia, ela não tem que continuar a tentar agradá-lo ou ser sua amiga.

Se um grupo de crianças ou colegas não a aceita como ela é, não vale a pena oferecer a sua amizade porque certamente há outras crianças que têm gostos parecidos e com quem ela poderá se sentir bem.

Incentivar a comunicação para ajudar as crianças que se sentem rejeitadas

Devemos conversar com o pequeno, ouvi-lo e entender como ele se sente. Não temos que tratá-lo como vítima, nem podemos dar a impressão de que não há solução para essa situação. Por exemplo, se a criança não foi convidada para um aniversário, podemos explicar que certamente haverá muitos outros aniversários nos quais ela poderá se divertir. O mais importante é que ela entenda e expresse o que está sentindo caso isso aconteça novamente em outro momento.

Trabalhar as habilidades sociais

Muitas vezes, as crianças não sabem como se relacionar com os outros. Elas ficam com vergonha de iniciar conversas com outras crianças ou talvez não saibam como fazer isso.

Por isso, é importante trabalhar com elas as diferentes habilidades sociais que nos ajudam a nos relacionar, principalmente em situações mais difíceis, como, por exemplo, quando é necessário resolver conflitos, além de explicar a importância da assertividade, do autocontrole, etc.

Fortalecer a autoestima para ajudar as crianças que se sentem rejeitadas

Quando uma criança é rejeitada, em primeiro lugar, é a sua autoestima que sai prejudicada. Ela se sente inferior e se compara com os demais. Por isso, é fundamental trabalhar para fortalecer esse aspecto.

Devemos conversar com o pequeno e tentar minimizar o sentimento de rejeição, explicando que ele não está sozinho, que ele tem a sua família e que sempre pode fazer novos amigos.

Outra coisa que devemos fazer a criança entender é que ela não tem culpa de ter sido rejeitada, e sim que os outros não são como ela nem têm os mesmos gostos. A solução é procurar amigos com os mesmos gostos, pois eles certamente existem.

Falar com a escola e pedir ajuda

Os pais não estão presentes na escola e, portanto, não sabem exatamente o que acontece dentro dela. Por isso, é importante contarmos com a ajuda dos professores dos nossos filhos para ver a sua versão dos acontecimentos.

dicas para ajudar as crianças que se sentem rejeitadas

Se todas as dicas acima não melhorarem a situação, seria necessário conversar com o professor para que ele nos conte o que realmente está acontecendo com o nosso filho na escola e se foi observado que ele está sendo rejeitado pelos colegas.

Caso seja necessário, podemos conversar com outros pais para poder resolver esse problema ou até mesmo pedir ao professor para ajudá-lo a nível escolar, pois o desempenho da criança diminui como resultado dessa circunstância.

Procurar ajuda profissional se necessário

Se percebermos que o nosso filho está se sentindo muito mal, que fica triste durante a maior parte do dia, que está sem energia e que perdeu o interesse por tudo ao seu redor, seria conveniente procurar a ajuda de um profissional para que ele possa trabalhar com a criança e trazer as habilidades necessárias para poder enfrentar essa ou outras situações, caso se repitam.

Em última análise, essas dicas podem ajudar as crianças que se sentem rejeitadas, embora elas possam não ser suficientes. Às vezes, essa situação de rejeição acaba se transformando em bullying, e é importante detectar o problema para encontrar uma solução.

Se, como pais, não soubermos o que fazer nessa situação ou não tivermos as estratégias necessárias para ajudar o nosso filho, seguir as dicas apresentadas pode ser muito útil, assim como pedir ajuda a um profissional de saúde mental, pois ele vai nos guiar de forma personalizada de acordo com o caso do nosso filho.

  • Górriz, A. B., Villanueva, L., & Clemente, R. A. (2009). Comprensión de la mente y habilidades comunicativas en niños rechazados por sus iguales. Infancia y Aprendizaje, 32(1), 17-32.
  • Bacete, F. J. G., Barreda, A. R., Rojas, I. M., & Perrin, G. M. (2013). El aprendizaje de la amistad en la Educación Primaria. Un procedimiento intensivo para ayudar a los niños rechazados a hacer amigos. Apuntes de Psicología, 31(2), 155-163. http://apuntesdepsicologia.es/index.php/revista/article/view/318
  • Andrés, M. D. R. A. (2013). Intervención socioemocional en alumnado rechazado de primer curso de Educación Primaria (Doctoral dissertation, Universidad de Valladolid). https://dialnet.unirioja.es/servlet/tesis?codigo=138168