5 dicas para enfrentar a síndrome do ninho vazio

7 de novembro de 2019
A síndrome do ninho vazio, é uma experiência com um sabor agridoce que pode se tornar um verdadeiro desafio para alguns pais.

A síndrome do ninho vazio se refere aos sentimentos de perda que os pais podem experimentar quando os filhos deixam a casa da família.

Os papéis mudam e isso pode gerar um grande vazio quando uma grande parte da vida da pessoa esteve definida pelos papéis de mãe ou de pai. Neste artigo, vamos mostrar cinco dicas para enfrentar a síndrome do ninho vazio.

A síndrome do ninho vazio

A síndrome do ninho vazio é um período ou fase da vida na qual os pais experimentam um sentimento de perda que causa episódios de tristeza quando os filhos saem da casa da família, podendo até mesmo levar a uma possível depressão.

Os estudos ainda não definiram a síndrome do ninho vazio como um distúrbio clínico diagnosticado. No entanto, a maioria das pesquisas concorda que são as mulheres que mais sofrem e que têm mais dificuldade para enfrentar a síndrome do ninho vazio.

A psicoterapeuta e assistente social Amy Morin explica que os pais que passam pela síndrome do ninho vazio experimentam um profundo vazio em suas vidas e, geralmente, se sentem um pouco perdidos. A síndrome do ninho vazio pode até mesmo afetar a vida dos filhos, interferindo na sua independência e autodeterminação.

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Sintomas e origem

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria (APA), uma das causas mais frequentes para o surgimento da síndrome do ninho vazio é uma relação conflituosa entre pais e filhos.  

Assim, se os pais e a criança tiverem mantido uma relação de desapego e até mesmo de hostilidade, uma vez que o filho tiver saído de casa, tanto o pai quanto o filho podem sofrer mais.

Em relação aos sintomas experimentados pelos pais com a síndrome do ninho vazio, a APA é clara:

  • Tristeza.
  • Perda.
  • Depressão.
  • Angústia
  • Solidão.
  • Sentimento de vazio.

Como enfrentar a síndrome do ninho vazio?

1. Mantenha contato

Graças à grande revolução das redes sociais, muitas famílias conseguem enfrentar a síndrome do ninho vazio de uma forma eficaz. Uma vez que os filhos tiverem saído de casa, é possível manter o contato mesmo à distância, inclusive diariamente, graças a aplicativos de mensagens instantâneas e chamadas de vídeo.

2. Estabeleça uma rotina

Cada família e cada integrante tem seu próprio ritmo. Por isso, antes de o filho sair de casa, é importante, por exemplo, estabelecer a periodicidade e o horário das ligações, sempre respeitando os ritmos de cada um e, ao mesmo tempo, estabelecendo um compromisso periódico para manter o contato.

3. Procure novos desafios

Sem dúvida, ser pai ou mãe é um dos maiores desafios que alguém pode enfrentar, se não o maior. Para evitar a sensação de vazio após cumprir o grande desafio de criar e educar uma criança, é essencial estabelecer novas metas. Por exemplo, investir na carreira com a qual você sempre sonhou ou aprender a tocar um instrumento.

4. Ocupe o seu tempo

Sem dúvida, os filhos ocupam grande parte do tempo dos pais no dia a dia, determinando o seu estilo de vida e a sua rotina diária. Assim, uma vez que os filhos tiverem saído de casa, os pais podem passar por grandes episódios de solidão.

Conheça a si mesmo profundamente, encontre novos interesses e preencha a sua agenda com outras atividades, tais como ir à academia ou retomar o contato com os seus amigos.

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5. Volte a aproveitar a vida conjugal

Como Morin define, quando os filhos saem de casa, os pais têm uma nova oportunidade para se reencontrarem um com o outro.

Provavelmente, todo o tempo de lazer que tinham antes era ocupado pelos filhos. Assim, uma vez que eles tiverem saído de casa, os pais devem buscar novos interesses em comum e começar a aproveitar o tempo livre para o casal.

Por exemplo, para aproveitar a vida conjugal novamente, é possível fazer planos para sair à noite ou então fazer viagens despreocupadas, pensando simplesmente e unicamente um no outro.

Redefinir o papel dos pais: dica para enfrentar a síndrome do ninho vazio

Uma vez que os filhos vão embora e ‘voam’ para fora do ninho, o papel dos pais certamente continua sendo insubstituível. Os deveres dos pais não vão mais se concentrar tanto nos cuidados e na proteção, mas sim em estar presentes quando for necessário: os filhos devem ter a certeza de que os seus pais ainda estão ao seu lado.

“Temos que continuar observando e devemos estar prontos para ajudá-los quando precisarem. Eles ainda continuam precisando de nós, de maneiras diferentes e em momentos inesperados.”

-Celia Dodd-