Diferença entre gêmeos idênticos e fraternais

· 14 de fevereiro de 2017

Normalmente o termo “gêmeos” é usado tanto para os gêmeos idênticos quanto para os gêmeos fraternos, mas às vezes nos vem uma curiosidade sobre o uso adequado destes. Coloquialmente chamamos de gêmeos quaisquer nascidos de parto duplo, mesmo sem conhecer as especificações biológicas destes, mas chegou a hora de saber o quão certos estamos.

As estatísticas indicam que nascimentos de gêmeos são menos comuns do que parecem; pode-se falar de um a vinte entre mil, isto se aproxima mais de nossas reações quando vemos a cegonha chegar em dobro.

Embora em nossa sociedade não é em si um fenômeno ver um par de gêmeos, ainda nos emocionamos ao vê-los, quase sempre apontamos em sua direção ou mostramos entusiasmo por eles.

Mas os gêmeos idênticos ou fraternos não são raros, eles são versões inovadoras da natureza, o que é perfeitamente possível e sem milagres envolvidos. Neste sentido, quase sempre o nosso instinto fala claramente sobre essas coisas e isso nutre a sabedoria popular.

Diferenças entre gêmeos idênticos e fraternais

Tanto as mães, como os parentes próximos e um grande número de aficionados são capazes de dar uma explicação mais ou menos formal sobre este assunto; se você é dos que pensa ou já ouviu dizer que gêmeos idênticos e fraternais são o mesmo, eu lhe digo que você não está tão longe da realidade.

Em tal sentido, para fazer uma definição mais explícita, é preciso entrar em terminologias genéticas um pouco mais complicadas, mas para encontrar as diferenças entre gêmeos idênticos e fraternais pode-se seguir estes cinco pontos chaves:

  • Gêmeos idênticos e fraternos são gêmeos; mas existem os gêmeos monozigóticos ou idênticos e os dizigóticos ou fraternos.
  • Se os gêmeos são menino e menina, definitivamente se trata de gêmeos dizigóticos. Mas às vezes para saber se são monozigóticos ou dizigóticos é necessário um teste de DNA.
  • Os gêmeos fraternos são gêmeos dizigóticos que resultaram da fecundação de dois óvulos diferentes feita por dois espermatozoides diferentes.
  • Por sua vez, os gêmeos monozigóticos são o resultado da divisão de um óvulo fecundado de forma normal por um único espermatozoide.
  • Para diferenciá-los também se diz gêmeos bivitelinos (dizigóticos) ou gêmeos univitelinos (monozigóticos).

Aspectos biológicos que caracterizam os gêmeos

Até agora podemos dizer que existem duas versões de gêmeos, os idênticos e os fraternais. No entanto, devido à esta diferenciação biológica é necessário determinar as variações que ocorrem no conteúdo genético das crianças.

Uma das características que possuem os gêmeos idênticos é que obrigatoriamente o sexo dos bebês e seu código genético são iguais; o que é possível nos gêmeos fraternos, mas não obrigatório. Os gêmeos fraternos podem chegar a ter tipos de sangue diferentes e também pode ser de sexos diferentes.

Quanto à aparência física, com exceção de algumas pequenas variações, os gêmeos idênticos, como definido pelo seu nome, são iguais. Mas deve ficar claro que os gêmeos não têm a mesma impressão digital, esta é uma característica individual, mesmo em gêmeos idênticos.

Os gêmeos monozigóticos têm uma taxa de mortalidade mais elevada, em parte porque eles têm mais risco de nascer prematuros e porque a convivência no saco amniótico colabora com a possibilidade de afogamento com o cordão umbilical.

Fatores que afetam o nascimento de gêmeos idênticos e gêmeos fraternais

Embora soe estranho, de fato um dos fatores que mais afetam o nascimento de bebês múltiplos é o geográfico. Normalmente, as probabilidades de gravidez de gêmeos fraternais dependem da localização em áreas com altas taxas de nascimentos de gêmeos.

Podemos contrastar por exemplo, que, enquanto no Japão nascem seis em cada mil nascidos, na Índia nascem mais de quinze em cada mil nascidos.

Porém, o número médio de nascimentos de gêmeos idênticos é muito baixo, e se mantém em todo o mundo; estima-se que nascem três pares  a cada mil nascimentos.

Outro fator que favorece as gestações duplas é a idade da mãe, pois aquelas acima de trinta anos podem ser mais propensas a serem mães de gêmeos. Também é um requisito cumprido em caso de mulheres que liberam mais de um óvulo em cada ciclo menstrual.

Da mesma forma, assim como temos escutado através da sabedoria popular, aquelas que já são mães de gêmeos são mais propensas a serem novamente em uma posterior gravidez.

Fatores externos, como medicação à base de clomifeno e tratamentos de fertilidade aumentam em 10% as probabilidades de nascimentos de gêmeos fraternos.