É bom controlar as redes sociais do seu parceiro?

· 7 de março de 2019
Quem te segue? Quem comenta as suas fotos? Em que tipo de fotos você “dá like”? Se você não consegue parar de pensar no seu parceiro e suas redes sociais, então este artigo é para você.

Os avanços nas tecnologias, sem dúvida, transformaram completamente o modo como os indivíduos se relacionam ou até mesmo se apaixonam. Você já se perguntou se é bom controlar as redes sociais do seu parceiro?

Aplicativos como Instagram, Facebook, Twitter ou Tinder serviram para estabelecer encontros entre amigos ou para iniciar relacionamentos sentimentais. No entanto, eles também abriram uma janela que nos aproxima muito mais de entender os gostos, interesses e pensamentos de um indivíduo.

Atualmente, ninguém pode negar que existe uma ansiedade generalizada, especialmente entre os mais jovens, de manter um perfil atualizado nas redes sociais e, além disso, de saber em todos os momentos o que está acontecendo com seus amigos e parceiros.

A partir disso, as pessoas que estão em um relacionamento também exigem explicações de seus parceiros sobre o tipo de atividade que eles têm em suas “vidas virtuais”. Isso pode levar ao desenvolvimento de um relacionamento tóxico.

É bom controlar as redes sociais do seu parceiro?

A resposta para esta pergunta, sem dúvida, é não. O controle dentro de um relacionamento não é um comportamento saudável.

Se um indivíduo tenta coagir o seu parceiro a se comportar da maneira que ele deseja dentro das redes sociais, está tirando a sua liberdade. Poderíamos até mesmo falar em um tipo de agressão psicológica.

Também devemos partir do fato de que as redes sociais não são responsáveis pelos problemas de ciúme em um relacionamento. É claro que esse tipo de meio de comunicação facilita o encontro entre as pessoas, mas tudo depende exclusivamente da vontade pessoal de entrar em um relacionamento proibido ou não.

 Não é bom controlar as redes sociais do seu parceiro

Descobrindo infidelidades

Um comportamento análogo ao controle do que o parceiro está fazendo nas redes sociais é o de stalkear – um termo que está muito na moda e que significa “perseguir” em inglês – secretamente a atividade do cônjuge no seu celular.

Enquanto no primeiro caso se indica abertamente ao parceiro que tipo de pessoa ele pode seguir e até onde  a interação com as pessoas é permitida, no segundo, podemos encontrar pessoas que não fazem a proibição abertamente, mas se encarregam de, secretamente, verificar continuamente a atividade do parceiro a fim de encontrar possíveis infidelidades.

Esse segundo tipo de controle geralmente é bastante perturbador. O nível de conflito que se desenvolve entre o casal pode surgir de uma presunção de infidelidade baseada em uma insegurança infundada. Além disso, também pode vir de uma mente ciumenta e insensível.

O lado negativo desse tipo de controle é que pode passar de uma verificação casual para um hábito e, mais tarde, para uma obsessão.

Assim, o ciumento passa a ter um comportamento errático, em que busca maneiras novas e mais complexas de dominar o parceiro através da criação de contas falsas, da espionagem de contas de terceiros ou até mesmo chegando ao ponto de tentar hackear senhas.

Existe uma ansiedade generalizada de manter um perfil atualizado nas redes sociais e, além disso, de saber em todos os momentos o que está acontecendo com amigos e parceiros.

Violência de controle e relacionamentos tóxicos: identificando patologias

O uso das redes sociais não é o fator desencadeador da infidelidade, e também não deve despertar sentimentos irracionais ligados à desconfiança, ao ciúme ou a intenções de dominar em um indivíduo mentalmente saudável.

Devemos partir dessa ideia, pois, como explicamos na introdução, o uso das redes sociais permitiu revelar muitas qualidades e preferências de um indivíduo.

 Não é bom controlar as redes sociais do seu parceiro Violência de controle e relacionamentos tóxicos

Com a afirmação acima, o que pretendemos salientar é que o comportamento que um indivíduo tem dentro de uma rede social e também quanto ao controle das redes de seu parceiro pode ser revelador para identificar patologias ou um comportamento errático.

Nesse caso, o que você deve se perguntar não é se é bom controlar ou não as redes sociais do parceiro. Uma vez identificada uma situação de desconfiança, se pergunte como aumentar a sua autoestima e como eliminar os comportamentos compulsivos em relação a dominar o seu parceiro.

Se você descobriu uma indiscrição séria, se pergunte por que você deve permanecer em um relacionamento infiel.

A recomendação final é que você invista mais tempo em reforçar o seu amor-próprio. Tome a decisão de ter confiança no seu parceiro e, se você achar que a relação não está mais funcionando, siga em frente sem cair em comportamentos de controle equivocados e prejudiciais para todos.