É possível viajar durante a gravidez?

Você sabe quais precauções deve tomar se for viajar durante a gravidez? Com certeza você já se perguntou como, quando e para onde pode viajar. Neste artigo damos alguns conselhos.

Uma futura mãe pode querer sair de férias ou fazer compras em outra cidade para seu novo bebê. Seja qual for o motivo da viagem, a mulher vai se perguntar se viajar durante a gravidez será seguro para ela ou para o bebê. Essas dúvidas surgirão principalmente se a viagem for longa.

Para que a viagem não represente nenhum risco e para que seja uma experiência agradável, é necessário levar em consideração certas recomendações. As precauções necessárias vão depender do momento da gravidez, do estado de saúde da gestante e do meio de transporte a ser escolhido.

Quando viajar?

Para saber quando é oportuno viajar durante a gravidez e quando não, é possível dividir a gravidez em três trimestres. Essa divisão é perfeita para fazer um guia em relação a quais precauções tomar.

Primeiro trimestre

Não é aconselhável fazer viagens longas, independente do meio de transporte. A razão é que esse é o período da gravidez em que estatisticamente ocorrem mais abortos.

As perdas não estão diretamente relacionadas com o fato de a mulher grávida se deslocar de um lugar para outro, mas em todo caso sempre é melhor evitar riscos.

Também durante o primeiro trimestre da gravidez os sintomas são mais intensos. As náuseas, os vômitos e a sensação de mal-estar geral podem fazer com que qualquer viagem seja incômoda.

Segundo trimestre

Esse é o momento ideal para viajar durante a gravidez. Os sintomas já diminuíram e o risco de aborto também. Se contarmos esse período em semanas, seria da semana 12 à 28. Se contabilizarmos em meses, seria o período entre o quarto e o sexto mês.

Durante o segundo trimestre, o volume da barriga ainda não está muito grande, de maneira que ainda pode ser confortável viajar. Apesar das recomendações gerais, o mais importante é seguir as recomendações específicas do seu ginecologista.

viajar durante a gravidez

Terceiro trimestre

A grávida com certeza já ganhou mais peso, perdeu agilidade e tende a se sentir mais cansada. Devido a isso, não é recomendável fazer viagens longas que impeçam ficar em pé, caminhar ou se alongar.

Por outro lado, durante esse trimestre da gravidez, pode ocorrer um parto prematuro. No terceiro trimestre só são recomendadas viagens curtas. Além disso, é importante levar uma cópia do seu histórico médico, caso ocorra alguma emergência. Também se deve evitar destinos afastados, onde o acesso da assistência médica seja difícil ou demorado.

Viajar de quê?

Nem todas as formas de viajar são iguais. As vantagens e desvantagens de viajar durante a gravidez dependem bastante do meio de transporte e da distância da viagem. A seguir, veremos algumas recomendações.

Avião

Há muitos mitos sobre as viagens de avião. É comum pensar que esse meio de transporte provoca abortos ou partos prematuros, mas isso não é verdade. As cabines dos aviões são ambientes controlados. Não há problemas de pressão atmosférica, temperatura nem oxigênio.

As grávidas devem escolher os assentos do corredor para que possam se levantar de vez em quando e caminhar. A partir da semana 36, as companhias aéreas não permitem que as grávidas viagem.

“As precauções necessárias vão depender do momento da gravidez, do estado de saúde da gestante e do meio de transporte a ser escolhido”

Carro

É um bom meio para viajar, já que de carro podemos controlar as paradas. É recomendado parar a cada duas horas para esticar as pernas.

E também para ir ao banheiro quando tiver vontade, pois segurar o xixi pode ser mais prejudicial ainda para uma mulher grávida. Além disso, sempre se deve colocar o cinto de segurança abaixo da barriga.

As grávidas podem dirigir até a semana 32. Desse momento em diante podem ter problemas para manobrar com conforto. O ideal é evitar riscos e se afastar da direção no final da gravidez.

Ônibus

Esse é o meio de transporte menos recomendado. Caso seja extremamente necessário, o melhor é viajar em ônibus com banheiro. Entretanto, em geral é proibido andar nos corredores para esticar as pernas, o que é necessário para as mulheres grávidas.

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Navio

O problema mais comum que pode ocorrer é a grávida sentir náuseas e que elas fiquem piores ao viajar de navio. No caso desse meio de transporte, é recomendável ter cuidado especial com a qualidade das refeições para evitar intoxicações, já que os cuidados médicos disponíveis são limitados.

É difícil transferir uma mulher grávida do navio para que ela seja atendida em caso de uma emergência grave. Isso depende de cada gravidez e dos riscos que a mulher está disposta a assumir.

Trem

Essa é uma boa opção, principalmente quando se trata de trens de alta velocidade. Há espaço para caminhar, banheiros disponíveis e estabilidade no deslocamento. Entretanto, infelizmente, no Brasil os trens como transporte público não são muito utilizados.

É possível viajar durante a gravidez?

É importante que se analise o destino para o qual você vai viajar. Primeiro, pela distância em relação à semana de gravidez. E depois pelas condições do lugar que se vai visitar.

Em especial, é necessário evitar lugares em que haja casos de malária, dengue, Zika e outras doenças endêmicas. Uma grávida não deve se vacinar sem consultar seu ginecologista, pois muitas vacinas podem ser contraindicadas.

Recomendações

Para qualquer viagem existem recomendações gerais que protegem a saúde da grávida e, consequentemente, do bebê. Algumas das mais importantes e fáceis de seguir são:

  • Levar água. É preciso se hidratar em qualquer tipo de trajeto.
  • Utilizar roupas confortáveis. Não é adequado prejudicar a circulação.
  • Não pular refeições. A grávida deve levar lanches e evitar ficar longos períodos sem se alimentar.
  • Caminhar. As condições de viagem devem permitir que a mulher grávida estique as pernas para cuidar da circulação.

Em todo caso, se você tiver dúvidas não se esqueça de perguntar ao seu médico antes de programar uma viagem. Cada gravidez é diferente e ninguém melhor do que seu médico para saber do que você e seu bebê precisam.

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