O efeito das brigas domésticas nas crianças

· 14 de setembro de 2018
As crianças são mais sensíveis às situações de desavença do que podemos imaginar. O choro, os gritos e as brigas das pessoas que consideram admiráveis e invencíveis (os pais), no futuro, podem impactar negativamente sua integração à sociedade.

É por esse e outros motivos que neste artigo vamos analisar o efeito das brigas domésticas nas crianças.

A brigas domésticas têm efeitos negativos em nossos filhos, já que eles podem se sentir nervosos, ansiosos e, inclusive, culpados quando presenciam uma briga.

Todo esse acúmulo de conflitos frequentes pode ter grandes repercussões no seu desenvolvimento. É por isso que devemos analisar bem o que está acontecendo e entrar num acordo com nosso companheiro, com o objetivo de evitar brigas na presença dos pequenos.

Geralmente a convivência pode ser complicada e, em muitas ocasiões, talvez não estejamos de acordo com as ideias da outra pessoa. No entanto, é importante saber que, ainda que as opiniões não sejam as mesmas, o respeito, a tolerância e a paciência devem prevalecer com o objetivo de proporcionar um lar tranquilo e emocionalmente saudável para as crianças. 

Uma boa comunicação é a base para o entendimento. Todos nós sabemos que, às vezes, é difícil entrar num consenso sobre alguns temas que são mais sensíveis, tais como: administrar o dinheiro, assumir um problema ou tomar uma decisão importante. Qualquer um desses tópicos pode facilmente se transformar em motivos para discussões. 

Tentar entrar num consenso nas opiniões é vital e necessário, mas sempre devemos ser educados e usar um tom de voz adequado.

Dessa forma, será muito mais fácil para nossos filhos entenderem que as discussões não significam uma quebra ou uma separação familiar, muito menos que se está deixando de amar um ao outro.

Consequência das brigas domésticas para as crianças

Quando as discussões ou as diferenças saem do controle, as crianças podem se sentir aturdidas e experimentar cansaço, dor de cabeça, estresse e impaciência. Em médio e longo prazo observamos também que seu comportamento pode se tornar inadequado. Assim, surgem as birras e as rebeldias.

Em um lar disfuncional, um dos problemas que uma criança pode enfrentar é a dificuldade para dormir e a rejeição de seus pares no momento de se relacionar, entre outros problemas.

Brigas domésticas

As crianças podem tirar conclusões equivocadas sobre os motivos que causam discórdia entre seus pais. Por isso, elas podem se sentir culpadas e começar a apresentar mudanças em sua personalidade e emoções (atitudes retraídas, intolerantes e depressivas).

No entanto, não existem famílias perfeitas. Em todo lar feliz, às vezes, podem surgir discussões. Mas a mamãe e o papai deverão explicar aos pequenos a normalidade disso. Da mesma forma, devem evitar o máximo possível discutir na presença deles, além de procurar utilizar ferramentas para melhorar a comunicação em casa.

Brigas domésticas: como administrá-las

É normal que os pais tenham opiniões diferentes e briguem de vez em quando. Um nível baixo de conflito às vezes ajuda a colocar para fora os sentimentos, permite defender pontos de vista e fortalecer um relacionamento. Tudo isso é bom enquanto existir respeito mútuo e muita tolerância.

Brigas domésticas

Em algumas situações, as brigas podem sair do controle. Abaixo listamos algumas formas para canalizar a comunicação do casal para não afetar os filhos:

  • Dirigir-se para um lugar adequado. As discussões devem ser íntimas, evitando a confrontação. Assim, devem ocorrer longe da presença de pessoas que não estão envolvidas e muito menos na frente das crianças da casa.
  • Evitar manifestações de agressividade. Uma atitude calma, um sorriso sincero, evitar gestos bruscos e praticar respirações pausadas podem ajudar para que os sentimentos de raiva se equilibrem.
  • Não apelar. A forma de canalizar uma conversa deve começar sem sarcasmos, ironias, piadas, brincadeiras ou insultos. Caso contrário, os sentimentos de raiva e aversão podem aumentar significativamente.
  • Deixar que o outro se expresse. Interromper a ideia da outra pessoa pode levar a altos níveis de esgotamento e frustração. Portanto, respeitar a hora de falar de cada pessoa será benéfico numa discussão.
  • Evitar exemplificar com brigas passadas. Trazer novamente assuntos que já foram superados no passado pode acumular tensões. Temas que já foram superados não devem ser lembrados novamente.
  • Manter-se dentro do assunto. Não sair do tema para buscar outro ponto que nos possa dar alguma possibilidade de sair vitoriosos da discussão.

Uma família unida e cheia de amor pode superar qualquer obstáculo. Saber como canalizar as discussões poderá mudar todo o panorama familiar. Além disso, nos transforma numa influência positiva para a formação das crianças.

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