Esgotados e sem forças, mas felizes

17 de dezembro de 2018
Quando as crianças caem no mundo dos sonhos é quando esse esgotamento de repente se torna felicidade.

Esgotados, rendidos e sem forças. É assim que um pai e mãe se sentem quando finalmente colocam seus filhos na cama. Mas, no fim das contas, felizes.

O cansaço que se sente na criação diária dos filhos é diferente. Mesmo que todas as partes do nosso corpo parecem estar fora do lugar, há algo que parece nos recompor por dentro. Algo que nos constrói e inspira muito mais vida do que tínhamos.

Esse sentimento se chama bem-estar. É ter plena consciência de que a felicidade é compartilhar e criar. Experimentamos essa sensação ao saber que os nossos filhos estão bem, que eles crescem saudáveis ​​e felizes graças a nós.

Apesar disso, devemos estar conscientes de que a vida familiar nem sempre será assim. É importante saber que, à medida que as crianças amadurecem, seu comportamento também amadurecerá. E com isso, uma nova série de obrigações e desafios surgirão.

A criação e a educação falam a sua própria língua, na qual nunca se deixa de aprender novos termos. Às vezes, chegamos a dizer que não somos capazes de lidar com tudo e que não vamos conseguir chegar ao fim do dia. Mas de alguma forma conseguimos.

Quase sem perceber, acabamos virando especialistas, como gigantes que podem ver além. Antecipamos riscos e intuímos necessidades. A fase de criação pode não ser mágica, mas é um momento maravilhoso.

Mais do que o corpo, a nossa mente é a que mais se cansa

mas felizes

Quando chega o fim do dia, estamos extremamente exaustos. Tudo dói: os braços, as pernas e a cabeça. Nós também temos câimbras e sono atrasado para recuperar.

Entretanto, na verdade o que mais intensifica esse cansaço é a nossa mente, ou melhor, o nosso cérebro.

Estresse por hipervigilância

Às vezes, o que causa mais cansaço é a pressão psicológica. Especialistas chamam de estresse por hipervigilância, que é semelhante ao estresse que soldados em situações de guerra sofrem.

Tanto o pai quanto a mãe têm uma série de obrigações importantes com seus filhos. Eles devem estar atentos a qualquer circunstância e presentes diante de qualquer desavença.

Chega um ponto em que esta situação pode ser tóxica. Nossas vidas mudam de tal forma que inclusive deixamos de nos preocupar com nós mesmos.

A nossa prioridade é aquela criaturinha frágil que devemos proteger e amar. O medo de que algo ruim aconteça pode acarretar medos e angústias. E esse pequeno caleidoscópio de emoções acaba gerando uma enorme ansiedade e cansaço.

Juntos estamos exaustos, mas imensamente felizes

Pode ser que ambos os pais trabalhem fora de casa. Pode ser que tenham combinado de que um dos dois fique temporariamente em casa criando das crianças. Seja como for, uma coisa que deve ser clara: a educação não vem somente de uma parte.

“Passar um tempo com os seus filhos é a coisa mais importante que você fará na sua vida”

-Anthony Douglas Williams-

As crianças não têm uma única figura de referência. Não há nada mais maravilhoso do que se sentir parte de cada estágio, contribuindo em todas tarefas possíveis.

Dizer boa noite aos nossos filhos é a cereja do bolo de cada dia. Um momento mágico que acontece todos os dias. Esse vínculo emocional com as crianças não se esquece nunca, pois constrói memórias e emoções positivas.

Por fim sozinhos, finalmente um momento entre você e eu

Quando somos pais pela primeira vez, perdemos um pouco a intimidade ou ela acaba enfraquecendo. O amor ainda está presente, mas às vezes falta a cumplicidade na qual os dois possam se reencontrar.

Aquele momento em que as crianças finalmente dormem é quase como um encontro marcado com o parceiro. No entanto, o simples fato de estar exaustos pode prejudicar a magia: olheiras, cabelos despenteados, pijamas velhos e brinquedos jogados no chão.

E, no entanto, sentimos felicidade plena. O bem-estar gerado pelo bom trabalho realizado em equipe.

É aí que mergulhamos em conversas sem fim na qual falamos sobre tudo e nada, sonhamos sobre o futuro, nos damos a mão e adormecemos. Mas, é claro, sempre atentos caso os nossos filhos precisem de nós. Enfim, exaustos, mas felizes.