Exercício físico durante a gravidez, bom para a mãe e para o feto

4 de setembro de 2018
Um novo estudo publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology confirma o que muitos estudos têm encontrado até o momento: o exercício durante a gravidez é seguro e pode beneficiar tanto a mãe quanto o bebê.

Durante muito tempo, temos visto como as mulheres deixaram de fazer exercícios durante a gravidez. Geralmente, elas acabam se limitando à caminhada e a alguns exercícios adaptados sem impacto. O motivo: reduzir o risco de aborto no início e de parto prematuro mais adiante. No entanto, os pontos de vista sobre o exercício durante a gravidez estão mudando.

O exercício não favorece o parto prematuro

O exercício libera noradrenalina no corpo. Anteriormente, acreditava-se que essa substância química poderia estimular as contrações do útero e, portanto, provocar o parto prematuro. Após a análise de vários estudos, uma nova pesquisa confirma que, na verdade, essa substância não aumenta o risco de parto prematuro.

Os resultados mostraram que não havia diferenças significativas entre os grupos de mulheres que faziam exercício aeróbio moderado em comparação com os grupos de controle quanto à incidência de parto prematuro (antes das 37 semanas completas de gestação).

O exercício aumenta a taxa de parto vaginal

No entanto, houve maior incidência de parto vaginal (73,6% contra 67,5%) e uma incidência significativamente menor de partos por cesárea (17,9% versus 22%) no grupo de exercício que no grupo de controle.

Além disso, os pesquisadores encontraram menor incidência de diabetes gestacional e menor incidência de hipertensão arterial no grupo de exercício em comparação com o grupo controle.

Quanto aos bebês, os pesquisadores não encontraram diferenças no baixo peso ao nascer e peso médio ao nascer entre o grupo de exercício e o grupo controle.

Novas diretrizes para o exercício durante a gravidez

Os pesquisadores dizem que os resultados apoiam as diretrizes atuais do Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças de que as mulheres grávidas devem fazer pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada por semana.

No entanto, eles também reconhecem que há muitas razões pelas quais as mulheres se sentem limitadas na hora de fazer exercício durante a gravidez. Como, por exemplo, mal-estar, aumento do cansaço e a sensação de pouco fôlego, mesmo com baixos níveis de esforço.

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Quais tipos de exercício fazer durante a gravidez?

O exercício aeróbico é uma atividade que move os grandes músculos do corpo, como as pernas e braços, de forma rítmica. Por exemplo, como na natação e na caminhada. Intensidade moderada significa que o exercício aumenta a frequência cardíaca e que o corpo começa a suar.

Os exemplos de atividade aeróbica de intensidade moderada incluem nadar e caminhar com passos rápidos. Os especialistas geralmente também recomendam atividades de lazer, como jardinagem.

No entanto, as orientações do Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas também recomendam que, apesar dessas recomendações, as mulheres grávidas devem consultar seu médico antes de iniciar as atividades físicas. Além disso, recomenda-se aumentar as consultas de pré-natal para fazer um monitoramento.

O especialista deve ser quem aconselha sobre quais tipos de exercício são seguros e se adaptam às necessidades de cada mulher.

Além disso, é importante distribuir esses 150 minutos semanais recomendados em blocos de 30 minutos por dia. Ou, em alguns casos, dois ou três blocos de 10 a 15 minutos por dia.

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Posso dançar durante a gravidez?

Um dos exercícios aeróbicos por excelência que mais conquista as pessoas na hora de fazer exercício é a dança. De fato, nos últimos anos se tornaram moda diferentes tipos de atividades fitness coletivas baseadas na realização de coreografias. E é cada vez mais comum ver mulheres grávidas que participam dessas aulas.

Na verdade, sim. Você pode dançar durante a gravidez. Além do exercício em si, a mulher grávida pode desfrutar de todos os seus benefícios. Como, por exemplo, a melhora do equilíbrio e coordenação e o aumento da autoestima, entre outros.

No entanto, há uma série de fatores que toda mulher grávida deve estar ciente. Por exemplo, é preciso evitar exercícios de alto impacto (os que envolvem salto). Além disso, deve-se ter muito cuidado com os deslocamentos e as rotações, uma vez que o deslocamento do centro de gravidade causado pela gravidez pode fazer com que a mulher perca o equilíbrio e caia.

Em qualquer caso, é importante se consultar com um especialista. Além de procurar um profissional que seja capaz de adaptar a aula para uma mulher grávida. Assim, será possível controlar o que se pode e não se pode fazer.