7 fatores que influenciam na altura da criança

· 16 de novembro de 2017

Sempre nos preocupam os fatores que influenciam na altura da criança, por isso, ficamos de olho, frequentemente, no seu crescimento e procuramos fazer com que os pequenos sigam uma dieta correta. Contrariamente ao que realmente acontece, muitas vezes, consideramos que o crescimento está relacionado exclusivamente à alimentação.

Não é assim que funciona, existem muitos fatores que influenciam na altura da criança como a genética e outros fatores não tão conhecidos, mas que também influenciam diretamente.

Fatores que influenciam na altura da criança

Genética

Esse é um dos fatores mais conhecidos e comuns. E, sim, a genética influencia diretamente na estrutura corporal da criança, na verdade, ela é um dos fatores mais fortes. Assim, se todos na família tiverem alta estatura, o mais provável que as crianças sejam altas. A carga genética tem grande importância.

Gênero

Geralmente, as meninas medem um ou dois centímetros a menos que os meninos. Além disso, existe a diferença entre os crânios. Os meninos têm a cabeça um pouco mais volumosa, normalmente um ou dois centímetros maior do que as meninas. Claro que isso varia de acordo com a carga genética.

Condições ambientais

Tanto o clima quanto as condições ambientais de uma determinada região geográfica influenciam no tamanho que um ser humano pode alcançar durante a fase de crescimento. Por exemplo, nos países escandinavos, as pessoas costumam ter alta estatura, Ao passo que, por outro lado, existem pessoas de baixa estatura que vivem em cidades onde predomina pessoas com alta estatura.

Apenas 6% da população mundial vive em lugares com altura superior a 1.500 metros acima do nível do mar.

altura da criança

Uma boa alimentação

Esse é outro dos fatores mais citados e conhecidos. Uma boa nutrição desde pequeno vem do ventre materno, até a adolescência. Quando falamos sobre comer bem, nos referimos a comer de forma saudável, ingerindo todas as vitaminas e proteínas que seu corpo precisa, não está diretamente ligada à quantidade.

Ao comer quantidades muito grandes de comida, as crianças em vez de crescerem para cima estão crescendo para os lados. É importante que as crianças se alimentem corretamente.

Embora estejamos de acordo que a genética é um dos fatores que influenciam na altura da criança – e que se trata de um dos mais fortes- a alimentação também é fundamental. Devemos analisar se estamos alimentando corretamente os nossos filhos. Ou seja, se o corpo está recebendo os nutrientes e vitaminas necessários, o que é mais importante do que sua quantidade. Se não for o caso, devemos nos informar para começar a fazer isso.

  • Regiões de baixa renda. Em regiões de baixa renda, como na África, por exemplo, as crianças não costumam se alimentar corretamente e seus corpos não recebem os nutrientes necessários, consequentemente as crianças não se desenvolvem adequadamente.

Não dormir o suficiente

Dormir é extremamente importante para o ser humano, ainda mais para uma criança. O hormônio do crescimento ou GH, ou ainda somatrofina, age mais intensamente à noite. Embora esse hormônio também seja secretado em picos a cada 3 ou 5 horas por dia.

Praticar esportes

A atividade física estimula a produção de células ósseas que ajudam a formar ossos saudáveis e resistentes. Esportes como o basquete pode ajudar muito no crescimento das crianças.

 

altura da criança

Estudos indicam que a genética influencia mais do que a alimentação

De acordo com estudos realizados por pesquisadores da GIANT, a altura das crianças é 80% determinada pelos genes. Os outros 20% dependem de fatores como a nutrição e o meio ambiente. No entanto, ainda são necessários muito estudos para determinar outros fatores.

O primeiro gene da altura foi descoberto em 2007, mas os pesquisadores da GIANT acreditam que milhares de genes e regiões do DNA podem estar relacionados com a altura.

Outra pesquisa mais recente realizada por mais de 300 instituições médicas identificou mais de 400 genes que poderiam influenciar na altura dos seres humanos, mais que o dobro do que tinha sido descoberto.

Para chegar a esses resultados, os cientistas analisaram dados dos genomas de 253.288 pessoas, detectando um total de 627 variantes em 424 regiões genéticas diferentes, todas diretamente relacionadas à altura.