Como utilizar as estatísticas de crescimento?

· 18 de maio de 2017

As estatísticas de crescimento refletem comparações com crianças da mesma idade, explica a Associação Espanhol de Pediatria.

O crescimento depende principalmente do potencial genético de cada indivíduo e do sexo, ainda que outros fatores como a nutrição, atividade física ou existência de problemas de saúde também influenciem.

O tamanho é um reflexo do estado global de saúde e de nutrição. É medido comparando num gráfico de crescimento, as medidas de uma criança diante de outros da sua mesma idade, afirmam os especialistas da Associação Espanhola de Pediatria.

O que as estatísticas de crescimento medem?

Até os dois anos são medidos o peso, a longitude (a medida do pés até a cabeça com a criança deitada) e o perímetro cefálico (medida do contorno da cabeça).

A partir dos dois anos e até o final do crescimento são medidos o peso e o tamanho (a medida dos pés à cabeça com ele de pé). Também é útil conhecer o índice de massa corporal (IMC), que é obtido dividindo o peso pelo tamanho ao quadrado (peso/tamanho2).

O que realmente importa é que as medidas do tamanho e do peso estejam de acordo entre si, e que se mantenham a um nível parecido durante os primeiros anos do bebê.

Medidas de crescimento

A estatísticas representam uma medida

As tabelas e gráficos das medidas representam uma séria de valores de peso e de altura correspondentes a cada idade e sexo. Esses valores são utilizados como referência por profissionais da saúde para determinar a evolução do crescimento da criança.

Graças a eles, os especialistas podem avaliar, entre outras coisas, se as crianças ganharam peso a um ritmo superior ou inferior ao ideal, e a prevenir de forma eficaz tanto a desnutrição, como o sobrepeso e a obesidade.

Geralmente, o pediatra do bebê se encarrega de realizar uma reunião de dados de forma periódica desde o seu nascimento (durante o primeiro ano e meio, a cada um ou dois meses, e depois, uma vez ao ano) até mais ou menos os oito anos.

Nessa reunião de dados o especialista mede o peso, a longitude, e o perímetro cefálico da criança e registra em curvas de crescimento para obter as estatísticas que correspondem à idade da criança no momento de realizar as medições.

As tabelas de estatísticas que são utilizadas com mais frequência são as de peso e de tamanho, que se diferenciam de acordo com o sexo do bebê.

Gráficos e estatísticas

Por meio de um gráfico, em que a linha horizontal representa a idade do bebê e a vertical o peso e o tamanho, cruzam-se o dados de uma das linhas do gráfico representadas com um número (3,10,25,50,75,90 e 97).

Medidas de Crescimento

O número obtido pelo bebê reflete seu nível de peso, e o tamanho em comparação com outros bebês da sua mesma idade. Se a tabela mostra um valor em torno de 50 significa que suas medidas estão na média.

Se, por outro lado, o resultado for 90 no tamanho, quer dizer que de cada cem crianças, 90 estão abaixo da medida do bebê e apenas 10 o superam.

Assim como recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS), a tabela mais útil para que os especialistas possam diagnosticar um possível problema de sobrepeso, obesidade ou desnutrição é o referido Índice de Massa Corporal (IMC), visto que essa medida é obtida entre a associação do peso com o tamanho do bebê (IMC=peso/tamanho ao quadrado).

Os critérios mais comuns são o valor na tabela de IMC entre 3 e 85 correspondendo a um peso normal, entre 85 e 95 a um sobrepeso, e mais de 95 à obesidade. Por outro lado, se o valor for menor que 3 é possível categorizar como uma situação de baixo peso.

A Associação Espanhol de Pediatria de Atenção Primária (AEPAP) considera, entre as crianças que nascem no final da gestação (a partir da 40ª semana), um tamanho normal se for superior a 47 centímetros e um peso normal a partir de 2,5 kilos.

Quem vem ao mundo com um tamanho ou peso inferior ao normal é categorizado com “crescimento intrauterino retardado”, já que suas medidas se devem a algum problema sofrido durante a gestação, ainda que em  80% ou 85% dos casos os bebês recuperam o crescimento durante o primeiro ano de vida.

Num país desenvolvido como a Espanha, a porcentagem de crianças com crescimento intrauterino retardado não é elevado, oscilando entre 4% e 7%. Os especialistas afirmam como uma das causas mais frequentes desse retardo no peso e no tamanho a má nutrição materna durante a gravidez, e também outros fatores.

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