Meu filho ainda não fala

· 14 de setembro de 2018
Neste artigo, contaremos a você como é o desenvolvimento normal da linguagem nos bebês e quando você tem que se preocupar se ainda seu filho não fala.

Seu filho fez 2 anos de idade e ainda não fala. Muitas crianças da mesma idade na creche ou em seu ambiente mais próximo já o fazem, e você começa a pensar que não é normal que seu filho ainda não fale. Embora seja lógico você estar preocupada, você tem que levar em consideração que muitas crianças demoram mais tempo para falar. Isso é normal.

Cada criança tem seu ritmo

Se você olhar um pouco ao seu redor, perceberá que cada criança começa a andar em uma idade diferente. Também que há algumas crianças que engatinham primeiro e outras não. A mesma coisa acontece com a linguagem. Pois cada criança tem seu próprio ritmo na hora de falar. Assim como em qualquer aspecto do desenvolvimento, na aquisição da linguagem, cada criança tem seu próprio ritmo.

Um bebê começa a pronunciar suas primeiras palavras entre os 10 e 13 meses. Normalmente, somente pronuncia palavras simples e relacionadas com suas necessidades básicas ou seu ambiente. Por exemplo, a maioria das crianças a essa idade já dizem palavras como papai, mamãe, gato, cachorro, pão ou água.

Normalmente, aos 18 meses as crianças já adquiriram entre 50 e 100 palavras. Aos 2 anos, já lidam com 400 a 600 palavras. Mas voltamos a comentar que cada criança tem seu ritmo. Assim, algumas vão falar antes e outras depois.

ainda não fala

Um atraso na fala

Costuma-se dizer que uma criança demora para falar quando aos 2 anos não produz enunciados de duas palavras. Normalmente, trata-se de um problema de imaturidade que será resolvido com o tempo. Mas você deve, sim, comentar com o pediatra para que te oriente.

Já aos 18 meses, temos que observar se a criança prefere se comunicar por meio de gestos em vez de vocalizar e se expressar através da fala. Por exemplo, se a criança prefere apontar os objetos em vez de vocalizar seu nome. Às vezes, simplesmente, é uma questão de comodidade da criança porque ela sabe que em seu ambiente vão fornecer o que ela precisa com um simples gesto, mas comente com o pediatra.

Também pode haver problemas se nessa idade a criança for incapaz de criar frases espontâneas, limitando-se a imitar as palavras que escuta. Outro sintoma de algum problema pode ser o fato de a criança não entender instruções simples.

É importante consultar o pediatra se aos 3 anos de idade nosso filho tiver uma alteração na organização da linguagem. Isso ocorre quando a criança é capaz de pronunciar sons isolados e grupos de sons, mas apresenta dificuldades para formar palavras.

Todos esses sintomas devem ser reportados ao pediatra o mais rápido possível. Mas não se preocupe! Porque a maioria dos bebês que começam a falar tarde logo chegam ao nível dos demais e não é detectado neles nenhum atraso na linguagem.

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Estimular a linguagem

Se estamos preocupados porque não vemos um desenvolvimento normal da criança nesse aspecto, nós, pais, podemos fazer exercícios para estimular a linguagem em casa. Por exemplo, podemos tentar repetir palavras cotidianas que a criança não pronuncia ou ler para ela contos adaptados à sua idade para que vá fixando as palavras.

Outra boa técnica para estimular a linguagem é conversar com as crianças de maneira carinhosa sempre que formos realizar uma atividade diferente. Por exemplo, ao trocar a fralda, ao dar de comer, ao sair para o parque ou ao brincar junto. Uma estratégia interessante é explicar o que estamos fazendo: “Olhe, vou preparar para você a papinha de frutas” ou “Agora, vou te trocar para você ir a creche”.

Também são muito úteis os livros ilustrados que emitem sons, relacionando as palavras com desenhos. Ou, ainda, aplicativos para aprender palavras. E o melhor é, todos os dias, lermos junto com os pequenos histórias que lhes despertem a curiosidade pelas palavras, relacionando-as com imagens ou desenhos.

Mas se notarmos que nosso filho ou filha não avança na aquisição da linguagem, teremos que consultar um especialista. Pode ser que tenha problemas de audição, um transtorno da fala ou outro problema médico. Os bebês que observam atentamente seu ambiente, mas não reagem ao som, podem apresentar perda de audição ou surdez.