Fórmulas especiais para bebês

13 de dezembro de 2019
Em alguns casos, o pediatra recomenda fórmulas especiais adaptadas para bebês com necessidades mais específicas, para os quais o leite artificial comum não é suficiente ou adequado.

Durante a fase da amamentação, o melhor alimento para o recém-nascido é, sem dúvida, o leite materno. No entanto, em muitas ocasiões, e por diferentes razões, é necessário recorrer às fórmulas especiais. Além disso, atualmente também existem fórmulas especiais elaboradas para bebês com necessidades específicas, tais como bebês prematuros ou com intolerância à lactose, por exemplo.

Amamentação com leite materno

Como dissemos, o leite materno é o alimento ideal para um bebê durante os primeiros 6 meses de vida. Existem muitas propriedades atribuídas a ele, tais como:

  • Adapta-se às necessidades de cada criança, tanto em quantidade quanto em composição.
  • Previne doenças cardiovasculares.
  • Contribui para o sistema imunológico do recém-nascido.
  • Ajuda a mãe a se recuperar após o parto, acelerando a contração do útero.
  • Reforça o vínculo mãe-filho.

No entanto, nem sempre é possível para a mãe amamentar o recém-nascido. Existem muitas complicações que podem surgir, tais como mastite, rachaduras, incapacidade do bebê de pegar o peito ou, até mesmo, falta de leite materno. Também pode haver a decisão pessoal da mãe de não amamentar.

Fórmulas especiais

De qualquer forma, existem alternativas perfeitamente adaptadas às necessidades do bebê, como os leites artificiais ou de fórmula. Chamamos de amamentação mista a alimentação complementar com leite materno e leite de fórmula.

Leite artificial ou de fórmula

Os leites de fórmula foram cuidadosamente elaborados para imitar o leite materno da melhor maneira possível. Assim, da mesma forma que o leite materno muda para se adaptar às necessidades do bebê à medida que ele vai crescendo, os leites artificiais também são adaptados a cada fase da alimentação do pequeno.

Existem três tipos principais de fórmulas:

  1. Fórmulas de partida: para os primeiros 6 meses de vida.
  2. Fórmulas de seguimento: dos 6 meses até um ano. A partir dos 6 meses, também é necessário começar a complementar a dieta com cereais, frutas e vegetais, já que só o leite não é o suficiente.
  3. Crescimento: dos 12 meses até os 3 anos.

Se optarmos pela alimentação artificial ou precisarmos recorrer a ela, é importante cuidar da higiene. A mamadeira sempre deve ser lavada adequadamente e deve-se usar água mineral ou água da torneira fervida.

Os leites de fórmula vêm em forma de pó, de modo que devemos adicionar uma colher de pó para cada 30 mililitros de água quente. É importante tomar cuidado com a maneira de aquecer a mamadeira pois, às vezes, os micro-ondas, por exemplo, não aquecem de forma uniforme e podem causar queimaduras.

Fórmulas especiais

Como dissemos anteriormente, dentre os leites de fórmula, existem leites especiais adaptados para bebês com necessidades mais específicas, para os quais um leite artificial comum não é suficiente ou adequado. O pediatra, nesses casos, recomendará o leite mais adequado.

Alguns dos casos em que é necessário usar fórmulas especiais são:

  • Bebês prematuros. São usadas fórmulas com maior densidade calórica, maior aporte de proteínas, maior quantidade gorduras, de melhor absorção, além de serem enriquecidas com fósforo e vitaminas A e D, principalmente. Destinam-se especialmente aos bebês com baixo peso.
  • Intolerância à lactose. São utilizadas fórmulas sem lactose, pois essas crianças não possuem a lactase, que é a enzima intestinal responsável pela digestão desse carboidrato. A lactose é substituída por outro carboidrato, geralmente a maltodextrina.
Fórmulas especiais para bebês

  • Alergia à proteína do leite de vaca. São utilizados hidrolisados de proteínas nos quais a estrutura é alterada para que não causem uma reação alérgica. As proteínas do leite já estão parcialmente digeridas, em pedaços menores, para serem absorvidas mais facilmente.
  • Anti-regurgitação. Existem fórmulas anti-regurgitação que contém um espessante para aumentar a viscosidade do leite no estômago e, assim, evitar ou melhorar esse problema. Elas também contêm um menor teor de gordura para favorecer o esvaziamento gástrico. Anteriormente, eram chamadas de fórmulas anti-refluxo, mas foi demonstrado que elas não melhoravam o refluxo gastroesofágico, apenas a regurgitação e o vômito.
  • Má absorção.
  • Incapacidade de digerir gorduras.
  • Doença cardíaca.

Também existem outros tipos de fórmulas especiais, como as fórmulas à base de soja, por exemplo, que são úteis nos casos de galactosemia, embora não sejam recomendadas para crianças menores de 6 meses. Outras fórmulas destinam-se a melhorar pequenos problemas digestivos ou sintomas frequentes, tais como constipação ou cólicas.

Indicação médica

Em cada caso específico, o pediatra vai avaliar e determinar o tipo de fórmula mais adequado para cada bebê. Essas fórmulas especiais não devem ser utilizadas sem indicação médica, pois podemos comprometer a saúde dos pequenos, expondo-os a deficiências nutricionais ou a excessos indevidos.

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