Hiperêmese gravídica, um conjunto de incômodos da gravidez

· 7 de janeiro de 2018

Uma condição própria da gravidez que envolve uma série de desconfortos característicos é conhecida como hiperêmese gravídica. Como se sabe, a mulher grávida apresenta uma série de sintomas que consideramos normais. No entanto, às vezes essa condição é realmente grave.

Em geral, quando a hiperêmese gravídica aparece de maneira leve, o tratamento é básico. Na maioria dos casos, a mulher pode repousar, mudar sua dieta e realizar algumas mudanças na sua rotina para melhorar. No entanto, quando a situação se agrava é possível até mesmo a hospitalização da paciente. Por esse motivo, os especialistas sempre sugerem buscar ajuda profissional, mesmo quando sabemos a causa.

O conjunto de incômodos que caracterizam essa condição são os enjoos, os vômitos, as náuseas, os transtornos eletrolíticos e a perda de peso. Embora nem todos os sintomas apareçam em todas as mulheres, pelos menos algum deles vai se manifestar.

Como a hiperêmese gravídica se manifesta?

Foi observado que entre 70 e 80% das grávidas apresentam algum desses sintomas nas primeiras semanas de gravidez. Esses incômodos aparecem com maior intensidade principalmente pela manhã. Apesar de serem sintomas bastante “normais”, os centros hospitalares registram pelo menos 60 mil casos urgentes por ano.

hiperêmese gravídica

Ou seja, a hiperêmese gravídica pode se transformar em um problema sério para a grávida. Por esse motivo, a mulher que apresenta sintomas graves deve ir para um pronto socorro, como qualquer outro paciente. Em casos graves, a mãe pode precisar de uma reposição de líquidos por via intravenosa. No entanto, os especialistas garantem que todas as mulheres deveriam consultar um médico antes de tomar qualquer coisa para tratar esses sintomas.

As náuseas graves são um reflexo do aumento dos níveis hormonais. Do mesmo modo, estudos recentes explicam que elas aparecem para proteger o bebê de alimentos prejudiciais.

A hiperêmese gravídica se manifesta aproximadamente entre as semanas 4 e 6 de gravidez. Em geral, desaparece no máximo em 13 semanas. Portanto, o alívio desses incômodos não vem naturalmente até aproximadamente 20 semanas de gravidez.

No entanto, 20% das grávidas pode precisar de tratamento médico devido à hiperêmese gravídica durante todo o processo de gestação. Não se sabe até hoje um meio para prevenir esses incômodos, mas algumas mudanças nas nossas vidas podem ajudar a melhorar.

Como identificar a hiperêmese gravídica?

hiperêmese gravídica

As típicas náuseas matutinas são diferentes daquilo que se conhece como hiperêmese gravídica. A seguir, explicamos como diferenciar.

  • As náuseas que aparecem nessa condição sempre vêm acompanhadas por vômitos, diferentemente das outras que nem sempre terminam em episódios de vômito.
  • Quando as náuseas ocorrem devido à hiperêmese, não diminuem de intensidade após 12 semanas de gravidez.
  • Os incômodos podem provocar desidratação grave.
  • Não permitem que os alimentos parem no estômago. No caso das náuseas matutinas, isso não acontece.
  • Surgem muitas aversões alimentares.
  • Acontecem desmaios.
  • A frequência cardíaca aumenta
  • Ocorre perda de peso de pelo menos 5%.
  • A frequência urinária diminui.
  • Ocorrem episódios de ansiedade, depressão, fadiga extrema e confusão.
  • A pressão arterial diminui
  • Em alguns casos, há icterícia.

 Tratamentos para a hiperêmese gravídica

Em caso de hiperêmese gravídica, a futura mamãe é frequentemente hospitalizada. Para tratar essa doença, o procedimento hospitalar é o seguinte:

  • Administração de líquidos por via intravenosa. São incluídas vitaminas, nutrientes e eletrólitos.
  • Aplica-se alimentação por meio de sonda, seja nasogástrica (através do nariz) ou por meio de gastrostomia endoscópica percutânea (através do abdômen até o estômago).
  • Indicação de medicamentos antirrefluxo ou anti-histamínicos.

Outros tratamentos menos ortodoxos incluem a acupressão, a hipnose ou a administração de medicamentos homeopáticos. No entanto, esse tipo de medicação deve ser consultada com o médico antes de ser considerada. Os especialistas advertem que por nenhum motivo se recomenda a automedicação.