A importância da vitamina K em recém-nascidos

· 7 de setembro de 2017

Há muitas razões pelas quais um bebê pode nascer com baixos níveis de vitamina K, uma delas é porque este elemento não atravessa facilmente a barreira da placenta. Este composto é muito importante para a vida do bebê porque pode prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido.

E embora seja uma condição muito rara, pode ocorrer com maior incidência em bebês que nasceram de partos complicados, por cesárea, nasceram prematuros, e cujas mamães tiveram que tomar medicamentos para coagulação, epilepsia e tuberculose durante a gravidez.

A administração de vitamina K em recém-nascidos cuja deficiência pode ser determinada através de exames médicos de rotina, pode salvar a vida de uma criança. Os baixos níveis de vitamina K podem causar sangramento na urina, ouvido e nariz.

Um miligrama de vitamina K pode impedir que o recém-nascido tenha hemorragia interna, na qual é imperceptível em muitos casos. Devido a importância dessa vitamina para a vida do bebê, depois dos devidos exames médicos ele receberá um miligrama da vitamina K por via intramuscular, caso seja necessário.

O leite materno é rico em vitamina K

A insuficiência de vitamina K tem muitas soluções, e uma delas é a amamentação. Pelo fato de o leite materno ser rico em vitamina K, as doses normalmente aplicadas ao bebê são muito baixas e são especialmente para prevenir episódios de hemorragia.

O primeiro leite que vem do peito de qualquer mãe, chamado colostro, é muito rico em nutrientes e vitamina K. Portanto, amamentar o seu bebê também ajuda a reduzir o risco de sangramento por falta dessa vitamina. É imprescindível que o bebê tome todo o colostro ao nascer, e que a mãe se certifique de que todo o leite seja extraído, já que o último leite é aquele que contém uma quantidade maior de vitamina K.

O leite de fórmula também contém boas quantidades de vitamina K, justamente para evitar hemorragias na criança. No entanto, o ideal é que o bebê seja amamentado exclusivamente com leite materno durante os primeiros meses de nascimento.

Evita hemorragias

A administração de vitamina K é uma das diretrizes cumpridas pela equipe de saúde que acompanha um parto. Os médicos recomendam a aplicação de uma injeção única durante as primeiras duas a quatro horas de vida. Este é o único procedimento doloroso para o bebê após o nascimento.

Embora a vitamina K possa ser administrada tanto por meio de uma injeção quanto por via oral com algumas gotas, especialistas recomendam que seja injetada para garantir que o bebê não tenha hemorragias.

Esta injeção pode ser aplicada enquanto a mãe estiver amamentando o bebê pois o contato pele a pele ajuda o recém-nascido a lidar com a dor da picada.

Um bebê saudável será um adulto feliz

– Anônimo –

Esta injeção é dada para prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido e, embora essa doença seja muito rara, pode causar consequências muito graves para o bebê, por isso é tão recomendada.

Esta doença é caracterizada por uma condição hemorrágica que o corpo do recém-nascido não consegue impedir de forma natural.

Este sangramento costuma afetar várias partes do corpo, como o cordão umbilical ou o sistema digestivo. Ela apresenta três estados diferentes, dependendo do momento da aparição: precoce, clássica ou tardia.

A forma clássica é a mais comum e ocorre entre 2 a 7 dias de vida, afetando 0,25-1,7% dos recém-nascidos que não receberam a profilaxia com vitamina K durante o parto.

Também é importante saber que a vitamina K é essencial para a formação de fatores que contribuem para a coagulação do sangue.

Esta vitamina é naturalmente sintetizada pelos intestinos, e também está presente em uma ampla gama de alimentos, como verduras de folhas verdes, fígado, ovos, soja e algumas frutas como o kiwi.