Hipertensão arterial nas mulheres

A hipertensão arterial é uma condição que, por sua vez, causa várias doenças cardiovasculares.

Até recentemente a hipertensão era mais frequente em homens, mas os casos em mulheres aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

Vale a pena destacar que os números são significativos: por volta de um bilhão de pessoas sofrem de hipertensão arterial no mundo todo.

Uma patologia silenciosa muito comum

Essa doença já foi considerada como o “assassino silencioso”. Ela ganhou esse nome porque geralmente não apresenta sintomas.

No mundo todo apenas 57% das pessoas que sofrem de hipertensão têm consciência disso.

Se não for tratada de forma adequada, aumenta as chances de sofrer danos em órgãos como o coração, os rins, o cérebro e também os olhos.

O risco de sofrer de hipertensão arterial em mulheres aumenta com a idade. Por volta de 40% das pessoas com mais de 65 anos apresentam  pressão alta.

A pressão arterial é a força com que o coração impulsiona o sangue contra as paredes das artérias. Quando está alta significa que o coração trabalha mais no bombeio do sangue, o que causa danos às paredes das artérias. A pressão é medida por dois números:

  1. A média normal sempre é considerada 120/80 mmHg. O primeiro número indica a pressão sistólica que é quando o coração bate.
  2. O segundo é a diastólica, quando o coração se enche de sangue. Quando se mantém uma pressão constante maior a 140/90 mmHg, é considerado hipertensão.
Hipertensão arterial nas mulheres

Causas mais comuns

Em mulheres em idade fértil, uma das causas de hipertensão é a pílula anticoncepcional. Quando isso acontece, a mulher deve optar por outros métodos para prevenir a gravidez. Uma vez que para de tomar a pílula, os níveis de pressão arterial voltam ao normal.

No período da menopausa, a pressão arterial nas mulheres aumenta. Isso acontece devido às mudanças hormonais e à diminuição de estrogênios que acontecem nessa etapa. À medida que envelhece, a hipertensão é mais frequente nas mulheres no que nos homens da mesma faixa etária.

Uma das formais mais graves de hipertensão arterial em mulheres é a que se apresenta durante a gravidez. A pressão alta nesse período pode trazer consequências graves como convulsões (eclâmpsia) e problemas no desenvolvimento do bebê.

A obesidade, o sedentarismo e o estresse também estão entre as causas de hipertensão arterial nas mulheres. Outro fator que aumenta o risco de pressão alta nas mulheres é a presença de ovários policísticos.

Por que prestar atenção à hipertensão arterial nas mulheres?

Até pouco tempo atrás parecia que as enfermidades cardiovasculares eram exclusivamente coisa de homens. Mas a realidade demonstra o contrário. Agora as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte nas mulheres.

Uma de cada 200 mulheres morre por conta do câncer de mama, mas uma de cada três falece por conta de problemas cardiovasculares. Por isso, a importância de ficar de olho na pressão sanguínea.

A hipertensão arterial geralmente não apresenta sintomas. No entanto, é preciso estar atento a qualquer sinal que possa indicar sua presença. Medir a pressão como uma prática periódica será a melhor forma de perceber qualquer mudança.

Hipertensão arterial nas mulheres

Prevenção e tratamento

A consulta com o cardiologista deve ser tão importante para a mulher quanto a consulta com seu ginecologista. As mulheres com hipertensão arterial apresentam mais hemorragia cerebral que os homens e com consequências mais graves.

A mulher, assim como os homens, deve prestar atenção na pressão arterial. É importante averiguar os antecedentes familiares; se houver hipertensão na família é preciso prevenir. Prestar atenção no colesterol também é importante para evitar a hipertensão arterial nas mulheres.

O tratamento da hipertensão passa pela administração de medicamentos especializados e em doses muito controladas. Junto a isso é importante uma mudança na dieta e a implementação de rotinas de exercícios.

Manter a pressão em níveis normais ajudará a diminuir, em grande medida, o risco de doenças cardíacas, acidentes cerebrovasculares e insuficiência renal.

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