Jogos para trabalhar a motricidade em crianças

14 Julho, 2020
Em cada estágio do seu crescimento, a criança requer estimulação e atividades específicas para um desenvolvimento motor adequado. Descubra algumas delas neste artigo.

Os jogos para trabalhar a motricidade em crianças são uma excelente ferramenta. No entanto, não é dado um verdadeiro destaque a eles até a fase escolar. A partir dessa idade, as crianças começam a ser apresentadas ao esporte, porém a partir de uma perspectiva mais focada no talento e na competitividade do que no seu desenvolvimento integral como seres humanos.

Contudo, a motricidade é essencial para o bom desenvolvimento biológico, psicológico e social da criança. Portanto, se esperarmos o início da fase escolar para que ela seja trabalhada, deixaremos no limbo três anos de grande importância na vida da criança.   

O que é o desenvolvimento motor?

O desenvolvimento motor abrange toda uma série de mudanças que ocorrem nas habilidades motoras de uma pessoa. Assim, progressivamente, o indivíduo passa a conseguir executar novas e diversificadas ações motoras de forma eficiente. Além disso, também adquire o domínio sobre o próprio corpo e alcança uma melhor adaptação ao meio físico e social.

A motricidade se desenvolve praticamente desde o nascimento até a idade adulta. No entanto, é importante conhecer os diversos estágios evolutivos pelos quais a criança passa para oferecer a estimulação mais adequada em cada um deles. Para esse fim, vamos agrupar os jogos propostos de acordo com a idade para a qual são destinados.

Jogos para trabalhar a motricidade em crianças

Jogos para trabalhar a motricidade em crianças

3 a 6 meses

  • Coloque a criança sobre um tapete e forneça vários copos coloridos (de um material adequado). Em seguida, incentive a criança a construir torres, colocando os copos uns sobre os outros. Essa atividade simples favorece as habilidades motoras grossas e finas do seu filho, bem como sua coordenação.
  • No berço da criança, coloque um piano musical aos seus pés. Dessa forma, quando ela chutar enquanto estiver deitada, vai tocar nas teclas e o piano vai emitir sons. O estímulo musical promove sua movimentação e a encoraja a continuar. Esse jogo de estimulação favorece o desenvolvimento da motricidade grossa do bebê.

6 a 9 meses

9 a 12 meses

  • Por outro lado, para melhorar o movimento de pinça e também a coordenação olho-mão, podemos trabalhar com pequenas bolas de cores diferentes. Dispondo vários recipientes, podemos desafiar a criança a guardar o maior número possível de bolas no recipiente em um determinado espaço de tempo. Ou então podemos pedir que ela guarde todas as bolas da mesma cor (por exemplo: guarde todas as vermelhas nessa caixa).
Jogos para trabalhar a motricidade em crianças

Jogos para trabalhar as habilidades motoras em crianças de 12 a 15 meses

  • Primeiro, escolhemos para nós um brinquedo pequeno que tenha rodinhas (pode ser um carrinho, um trem, um caminhão) e outro para a criança. Em seguida, sentados no tapete, rolamos nosso brinquedo, fazendo um percurso. A criança, com o seu próprio brinquedo, deve seguir o mesmo caminho. Então, trocamos os papéis e o adulto deve seguir o caminho marcado pela criança. Também podemos usar cartolinas grandes e desenhar nelas o caminho que os brinquedos podem seguir.
  • Se, para seguir um caminho, usarmos brinquedos de arrastar que permitam que a criança fique em pé, estaremos trabalhando a motricidade grossa e, além disso, reforçando a ação de andar.
  • As matrioskas também são um objeto muito útil para ajudar a desenvolver a motricidade fina nessa idade. Basta que o adulto demonstre como elas são usadas e então permita que a criança experimente com elas.

Essas são apenas algumas ideias de intervenções que os pais podem fazer em casa para trabalhar a motricidade dos pequenos. Não devemos esperar até a fase escolar para oferecer a estimulação apropriada.

  • Uribe Pareja, I. D. (1998). Motricidad infantil y desarrollo humano.
  • Morán, A. M. M. (2017). Desarrollo de la motricidad fina y gruesa en etapa infantil. Sinergias educativas2(2), 10-20.