Ser mãe significa conhecer o caos absoluto

9 de Maio de 2018
Ser mãe faz com que qualquer mulher fique um pouco “louca”. Ela abandona o mundo racional, passa a viver em um mundo paralelo e se mantém longe das decisões lógicas, dos horários, das obrigações, etc.

Nesse sentido, uma mãe precisa do apoio daqueles que a amam para ajudá-la em um momento no qual o mundo interno e o externo se emaranham no caos absoluto.

Afinal de contas, quando uma mulher se torna mãe, ela se submete a uma rotina desregulada de choros, fraldas, colos e mamadeiras que a fazem se sentir em outra dimensão. Ela não reconhece mais a si mesma e sente que, de certo modo, perdeu o trem da própria identidade.

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O papel de uma mãe

Mesmo que o caos seja evidente no período pós-parto, a primeira fase da vida dos nossos filhos costuma nos levar a olhar o mundo com os olhos de um bebê e a olhar nossas prioridades com base nas necessidades dos pequenos.

As necessidades deles se tornam nossas ao mesmo tempo em que nos sentimos esgotadas, com o pensamento bagunçado, sentimentos desencontrados e uma grande névoa à frente.

Talvez a expressão que melhor define como se sente uma mãe é aquela “estou nas nuvens”.  Ou seja, nesses momentos surge a sensação de estar em um mundo paralelo com outros ritmos e no qual tudo parece estar distorcido ou esfumaçado entre nuvens, noites sem dormir, cólicas e fraldas.

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O apoio emocional da mãe

Em todo caso, é indispensável que cada mãe se permita adentrar nesse mundo onírico, proporcionado pela amamentação, os choros, os conselhos, as recomendações, os horários e os outros aspectos característicos dessa fase.

Para compensar esses momentos de desconexão com “o mundo real” é benéfico buscar referências que se baseiem no aqui e no agora. Um exemplo seria conversar com outras mães que estão passando pela mesma situação.

Dessa forma, poderemos normalizar as situações, sensações, experiências e pensamentos. Pois, assim, nos damos conta de que são parecidas e isso nos deixará mais fortes. Isto é, criar um ambiente no qual aquilo que acontece conosco não só é compartilhado, mas também é recriado e soa positivo.

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Ou seja, mesmo que o caos nessa fase seja um elemento negativo, o fato de dividi-lo com outras pessoas e de nos sentirmos acompanhadas no nosso processo nos ajuda a aceitar de maneira positiva a nossa identidade como mamãe. Mesmo com todo o caos que vem junto.

É normal se sentir diferente e mergulhar na loucura. A quantidade de sugestões, conselhos e experiências contraditórias nos deixa desorientadas e nos leva ao desespero ao tentar encontrar uma maneira correta de ser mãe.

Ficar por perto de outras mulheres que são mamãe ajuda a absorver os sentimentos, aceitar nossas emoções e aumentar a confiança para nos conectarmos com nós mesmas.

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Funcionar como mãe

Funcionar como mãe significa oscilar entre a conexão com nosso aspecto adulto e nosso aspecto bebê. Isso, como é natural, é de certa forma o que nos guia para saber “o que está certo” e “o que está errado”.

É bom para a mãe procurar conexão com outras mães. Isso nos ajuda a saber o que nos convém e como lidar com esse momento.

Os conselhos aleatórios que recebemos não são absorvidos, pois somente aqueles que possuem relação estreita com a história emocional de cada mãe serão úteis e frutíferos. Isso nos fará perceber que a única pessoa que sabe o que nos convém somos nós mesmas. A questão é que uma mamãe às vezes não sabe que sabe tudo aquilo que sabe.

Compreender que cada dia da mãe tem um tempo e um ritmo determinado será a melhor maneira para que, quando chegar o momento, consigamos voltar à normalidade que tememos ter perdido.