Medos e fobias nas crianças

· 15 de agosto de 2018
Com pouca idade, nossos filhos podem enfrentar medos e fobias diante de certas circunstâncias. Por isso, é nessas horas que devemos utilizar ferramentas para poder ajudá-los a superar seus medos e suas fobias.

Para algumas mães, pode parecer inacreditável que os seus filhos sejam capazes de sentir ataques de pânico gerados por uma situação ou um objeto em particular. No entanto, especialistas afirmam que, a partir dos cinco anos, as crianças podem desenvolver medos e fobias que, se não forem tratados, podem piorar.

A diferença entre o medo e a fobia é que o medo é uma sensação passageira. Um sentimento que, supostamente, não afeta tanto o estado mental e emocional de quem o sente. 

Por outro lado, a fobia é um transtorno que pode desatar uma série reações que podem ocasionar alteração no ritmo cardíaco, ataques de ansiedade e desmaios. 

Como identificar medos e fobias?

As fobias se caracterizam por serem medos irracionais, recorrentes e de uma intensidade assustadora e inexplicável. Ou seja, uma criança pode se sentir incapaz de se mover ou reagir de forma lógica diante do sujeito ou da situação que desperta o seu temor. 

A fobia é um medo intenso e irracional nos nossos filhos que requer o auxílio de um médico.

Os sintomas mais visíveis são os temores, a aceleração do ritmo cardíaco, o suor excessivo, o aumento da ansiedade, a perda dos reflexos motores (incapacidade de correr), dificuldade para respirar e perda momentânea da lucidez e da consciência (desmaios).

Se você estiver suspeitando que seu filho possa ser vítima de alguma fobia, é preciso levá-lo a um médico para confirmar ou descartar esse diagnóstico.

Caso seja comprovado que se trata de uma fobia, o especialista irá dizer qual é o tratamento mais conveniente. Ele poderá indicar psicoterapias individuais e para o grupo familiar, sessões de relaxamento ou administração de remédios. 

As fobias mais comuns nas crianças

medos e fobias

  • Claustrofobia. Medo específico de ficar trancado em espaços pequenos. Esses episódios ocorrem quando elas andam de carro ou entram em um elevador, por exemplo. Em suma, em um local pequeno.
  • Agorafobia. Refere-se ao medo que aparece quando a criança está em espaços abertos. É uma fobia diretamente associada ao temor de se perder e se sentir desorientado.
  • Coulrofobia. É o medo de palhaços, bobos da corte e mímicos. Geralmente, causado pelo maquiagem que pode causar um nível elevado de desconfiança nas crianças. Existem imagens terríveis de palhaços, como no filme It: Uma obra-prima do medo, que podem desencadear uma fobia.
  • Nictofobia. É assim que se denomina o medo do escuro. Essa é uma das fobias mais comuns entre as crianças de cinco a dez anos. Especialistas afirmam que essa fobia se deve a sensação de vulnerabilidade diante da impossibilidade de enxergar na ausência da luz. É por isso que as crianças e, muitas vezes, os adultos, podem ter alucinações com seres estranhos em um ambiente escuro.
  • Fobia de escola. Esse é um tipo de fobia social que ocorre quando a criança, de maneira involuntária, sofre dores estomacais, febre, vômitos e dores de cabeça para não ir à escola

Assustar as crianças para tentar controlá-las pode desencadear uma série de fobias.

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Os pais contribuem para o aparecimento das fobias?

O desenvolvimento comportamental dos nossos filhos é diretamente influenciado pelo seu entorno e por aqueles que são os seus responsáveis. É por esse motivo que os pais podem ser considerados responsáveis pelos medos e pelas fobias que seus filhos sentem.

Estudos apontam que muitas dessas fobias surgiram devido a temores transmitidos pelos pais para controlar as crianças.

Tudo indica que o temido Homem do Saco, com o qual os pais ameaçam os filhos para que obedeçam e vão dormir, não é uma estratégia inofensiva.

Uma situação similar ocorre com a exposição irresponsável a determinados fatores, como a televisãoSe os pais não supervisionam a programação que seus filhos assistem, é provável que vejam situações de violência que causem fobias específicas ou sociais. 

Diante desse risco, recomenda-se que os pais limitem o uso da televisão em casa a somente algumas horas por dia. Além disso, também é recomendável selecionar de forma adequada os programas que a criança irá assistir. Sempre de acordo com a sua idade, é claro.

Como pais, devemos garantir que nossos filhos cresçam em um ambiente seguro e harmônico. Isso certamente vai proporcionar um bom desenvolvimento emocional e comportamental. Além disso, devemos levar em consideração a importância de reforçar a comunicação durante todas as etapas do crescimento.

Lembre-se de que uma criança que se sente segura e é apoiada pelos seus pais, será uma criança feliz. Consequentemente, ela viverá longe de medos e fobias desnecessárias para o seu crescimento.