Meu bebê caiu da cama: o que devo fazer?

· 27 de fevereiro de 2019
Quase nunca é culpa dos pais que os bebês caiam. Na verdade, é mais uma parte do processo de crescimento e independência. É normal que você se sinta culpada, mas precisa superar esse sentimento.

Isso pode acontecer com qualquer um. Se o seu bebê caiu da cama, não entre em pânico e pense no que você deve fazer.

Se seu bebê caiu da cama, primeiramente fique calma

Os ossos dos bebês são muito frágeis, mas fraturas não são frequentes. Em caso de queda, a primeira coisa é manter a calma. Com uma mente tranquila, você pode pensar melhor e agir conscientemente. Dessa forma, você será capaz de determinar se é necessário levar o bebê para a emergência ou se foi apenas um susto.

Ao agir, você deve avaliar vários aspectos. Primeiro, a altura da qual caiu. Foi de uma cadeira, da cama, do sofá? Se, pelo contrário, o bebê caiu enquanto andava, o impacto será menor. Isso será crucial para decidir se você deve ligar para o médico ou ir ao centro de saúde.

Com ou sem sangue

Batidas de cabeça ou nas costas geralmente são as mais delicadas. Nesses casos, existem vários aspectos para analisar. Verifique se há sangue, procure a ferida e limpe-a com gaze, fazendo uma pressão muito suave. Se não parar de sangrar ou se a ferida for muito grande, você deverá procurar o serviço de emergência.

Se a ferida for pequena e a pressão sanguínea ceder, pode demorar mais tempo para se ter uma ideia do quadro. Lembre-se de que muito sangue pode irromper da cabeça mesmo quando o dano é pequeno.

Se não houver sangramento, procure uma colisão ou fissura para determinar a área exata da batida. Na maioria dos casos, será suficiente aplicar gelo na parte afetada, embora você deva permanecer alerta para outros sintomas.

caiu da cama

Vômito e dor

O vômito imediatamente depois da batida é normalmente motivo de ida a um hospital. Mas se o bebê vomitar depois de vários minutos de choro intenso, a razão para você se preocupar diminui.

É normal que quando as crianças choram, a garganta fique irritada. Assim, elas começam a tossir e o vômito aparece. Mas se for repetitivo e sair com grande força, é conveniente procurar ajuda.

A dor também é um indicador. Mais uma vez, se parar logo, a preocupação diminui. Se se mantiver e a criança chorar e gritar muito, é conveniente ir ao pronto-socorro.

Confusão e desorientação

Se a criança ficar confusa, desorientada ou perder a consciência, isso é motivo para ir ao hospital. Se ela sentir muito sono e for difícil mantê-la acordada, também. Convulsões são uma das razões para ir ao hospital imediatamente, bem como dificuldades para se mover, enxergar ou falar.

Quando o sangue flui através das orelhas ou narinas após uma queda, a atenção médica deve ser urgente. Pode ser uma perda de líquido cefalorraquidiano. Você também deve procurar o médico se notar sangue na parte branca do olho.

Deformidades visíveis em alguma parte do corpo, como braços ou pernas desalinhadas ou inflamações no couro cabeludo, também necessitam de assistência médica. Inclui-se nisso alterações do tamanho da pupila ou movimentos incomuns nos olhos.

Após a queda, a criança pode parecer bem e agir normalmente. Nesses casos, a decisão dos pais é geralmente ficar em casa e ver como ela evolui. Essa avaliação deve ser de pelo menos 24 horas para detectar possíveis sintomas.

bebê na pediatra

Como evitar que meu bebê caia

Uma queda nem sempre pode ser evitada, pois faz parte do desenvolvimento das habilidades motoras do bebê. O que você pode conseguir evitar é que essas quedas não sejam sérias.

Para reduzir suas consequências, existem várias medidas que você pode colocar em prática. Comece protegendo os cantos dos móveis, removendo os tapetes ou colocando antiderrapantes em determinados locais. 

É importante colocar grades de segurança no início e no final das escadas, assim como eliminar objetos que possam causar uma queda. Também remova cadeiras e mesas de perto das janelas.

Quando o bebê estiver no trocador de fraldas, ele nunca deve ser deixado sozinho porque pode virar e cair. Da mesma forma, sempre que a criança estiver no carrinho de compras, no carro ou em uma cadeira alta, ela deverá estar protegida por um cinto de segurança.