Meu filho sofre de estresse na escola. Como posso ajudá-lo?

Para os adultos, a infância parece ser uma época livre de preocupações. No entanto, as crianças também podem ficar sobrecarregadas. A causa mais comum é o estresse na escola. Então, o que podemos fazer?
Meu filho sofre de estresse na escola. Como posso ajudá-lo?
María Alejandra Castro Arbeláez

Revisado e aprovado por a psicóloga María Alejandra Castro Arbeláez.

Escrito por Equipo Editorial

Última atualização: 28 janeiro, 2021

Uma das preocupações de alguns pais frequentemente é: “meu filho sofre de estresse na escola”. Pois bem, não se preocupe muito com isso, já que é muito comum que crianças e adolescentes se sintam dessa forma. Como mãe, você não pode evitar, mas pode ajudá-los a desenvolver maneiras saudáveis de enfrentar e resolver os problemas do dia a dia.

Vale a pena ressaltar que as crianças geralmente não começam uma conversa sobre aquilo que as preocupa. No entanto, elas querem que seus pais as entendam e as ajudem a lidar com a situação. Por esse motivo, é importante saber como ajudá-las.

Meu filho sofre de estresse na escola: 9 maneiras de ajudar

Talvez o horário da escola pareça interminável. Talvez o relacionamento com os colegas não seja satisfatório para ele. Tudo isso, somado às lições e outras atividades, podem ser causas suficientes para provocar ansiedade.

Com essas estratégias, você pode ajudar a criança a lidar com o estresse na escola. Colocá-las em prática vai permitir que ela aprenda a enfrentar as tensões no futuro.

1. Deixe o seu interesse claro

Quando você perceber que algo está preocupando o seu filho, fale com ele. Visto que não é sempre que ele estará acessível, você deve procurar o momento e as palavras certas para fazer isso.

Se, ao contrário, você fizer isso de forma abrupta, ele pode se sentir ainda mais pressionado. Idealmente, espere pela hora do almoço, ou ainda por um momento enquanto estiverem caminhando no parque ou brincando juntos.

pai e filhas

Tenha cuidado para não colocar o seu filho em uma situação embaraçosa. Você só precisa fazer uma observação simples para mostrar que se interessa por ele. Por exemplo, você pode dizer frases como: “Eu acho que você ainda está bravo com o que aconteceu no recreio”.

Além disso, evite o tom próprio do confronto, como por exemplo: “O que há de errado com você?” Use um tom amigável e evite dizer: “Você ainda está bravo com o que aconteceu no outro dia?”. Seu filho vai se sentir como se fosse um estorvo e que tudo o que ele faz só provoca broncas.

2. Escute o seu filho

Depois de fazer a observação para o seu filho, peça que ele conte qual é a preocupação dele e escute com atenção.

Mantenha a calma, mostre interesse com uma perspectiva ampla e evite a tendência de interromper enquanto ele fala. Tente não culpá-lo, julgá-lo ou dar um sermão. A ideia é ouvir qual é o problema para descobrir o que aconteceu.

Escute o seu filho

3. Atribua um nome ao que está acontecendo com a criança

Se a criança ainda não souber explicar os sentimentos, mas parece estar com raiva ou frustrada, use essas mesmas palavras, ou seja, “raiva” e “frustração”.

I sso vai ajudá-la a identificar os seus sentimentos. Atribuir nomes para eles promove a comunicação e ajuda a desenvolver a autoconsciência emocional. Além disso, também ajuda a canalizar o estresse, em vez de manifestá-lo na forma de comportamentos extremos.

4. Mostre que você entende os sentimentos do seu filho

Verbalize os sentimentos que você acha que o seu filho possa estar experimentando naquele momento. Por exemplo, você pode dizer: “Eu entendo. Você deve ter ficado chateado porque não deixaram você brincar no quintal”. Dessa maneira, a criança se sente compreendida e a sua ansiedade tende a diminuir.

5. Ajude a pensar em coisas para fazer

Se o problema consistir em uma situação específica na escola que cause estresse, fale com ele ou ela sobre o que fazer a respeito. Encoraje a pensar em ideias, mas não faça todo o trabalho.

Em vez disso, deixe que a criança participe; isso vai ajudá-la a ganhar autoconfiança. Tente apoiar suas opiniões e pergunte: “Como você acha que isso vai te ajudar?”. Então, se necessário, complemente a ideia.

6. Compartilhe assuntos positivos

Muitas vezes, depois que crianças e adolescentes se expressam e são ouvidos, as frustrações começam a diminuir. No entanto, depois disso, tente falar sobre assuntos que ajudem a diminuir a tensão. Mantenha seu foco em coisas que façam com que a criança se sinta melhor.

7. Reduza atividades que sobrecarreguem o seu filho

Certas atividades podem causar muita frustração. Concentre-se, então, em uma maneira de mudar essa situação. Por exemplo, se as atividades extracurriculares estiverem consumindo muito tempo, reduza-as para aquelas que o seu filho mais gosta ou que sejam relaxantes.

Dessa forma, ele poderá fazer a lição de casa mais tranquilamente. E, acima de tudo, certifique-se de que ele tem tempo para descansar e se renovar. É indispensável respeitar as horas de sono.

8. Mantenha-se sempre disponível

Mantenha-se sempre disponível

Mesmo que o seu filho nem sempre queira falar sobre o assunto, faça com que ele saiba que a opinião dele é importante e que ele sempre poderá contar com você. Se conversar não for a melhor opção no momento, tente iniciar uma atividade que vocês possam fazer juntos.

9. Seja paciente

Não se deixe levar pelo impulso de resolver todos os problemas do seu filho. Em vez disso, concentre-se em ajudar a criança a se tornar uma pessoa que saiba como lidar com as frustrações para que ela possa se acalmar quando for necessário.

Além disso, para que a criança tenha menos estresse, você deve ser capaz de controlar a sua própria impaciência.

Em suma, a solução para o estresse que o seu filho sofre na escola passa por descobrir o que aconteceu e por proporcionar as ferramentas emocionais necessárias para que ele possa resolver o problema sozinho. Ouça-o e faça com que ele sinta que a opinião dele é importante para você.

Além disso, ajude-o a nomear os seus sentimentos; este é o primeiro passo para entender o que está acontecendo conosco. Mantenha-se próxima e seja paciente. No entanto, se apesar de seguir essas recomendações, o estresse persistir e a criança apresentar problemas físicos e emocionais, não hesite em recorrer à ajuda de um profissional. 


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