Meu pai é meu herói, meu modelo a seguir

· 22 de novembro de 2018
Sigmund Freud dizia que poucas coisas são tão valiosas na infância quanto sentir a segurança que os pais nos dão. De alguma forma, aqueles que souberam e sabem se responsabilizar por seu papel são vistos por nós como verdadeiros heróis, como modelos que sempre tendemos a imitar.

Sabemos que nosso espaço é dedicado principalmente às mamães.

Além disso, nosso propósito é sempre oferecer estratégias, conselhos e orientações a essas mulheres que enfrentam a gravidez, o período de lactação e que, afinal, têm em suas mãos a importante tarefa de criar, orientar e educar.

Mas agora os pais também fazem parte disso. Atualmente, estamos vendo um fenômeno que nos agrada e que nos anima.

É exatamente essa defesa feita pelos próprios pais através de muitos meios de comunicação e organizações que defendem sua paternidade consciente, constante e próxima.

Esse movimento já recebeu um nome: eles são os “neopais”. Homens das mais variadas idades que participam de oficinas de criação de forma respeitosa e que têm vontade de mudar estereótipos e clichês.

Enfim, homens que estão tão informados quanto as mães em qualquer questão relacionada às crianças e à infância.

São pais vistos como um verdadeiro modelo a imitar. Pais que nos inspiram e que, sem dúvida, marcarão a vida de seus filhos para sempre.

Meu pai: meu herói e minha referência

meu pai

Todos nós temos nossos próprios pais em mente. Afinal, são nossas raízes. Deixaram sua marca nas profundezas de nosso ser, de nossas origens e de nossa identidade.

Sua figura é tão profunda que sofrer a ausência do pai ou experimentar, por exemplo, uma criação baseada em desapego ou frieza afetiva nos obriga a lidar com muitas lacunas.

Nesses casos, surgem alguns traumas e complexidades psicológicas múltiplas que dariam um livro.

Agora, se tivéssemos o privilégio de ter uma figura paterna próxima, significativa e afetuosa, sem dúvida, disporíamos de um verdadeiro tesouro, de uma referência em nossa vida diária.

Porque um bom pai é inspiração e é o leme de muitas famílias, assim como as mães.

O que o bom pai nos mostra

O bom pai nos mostra tanto quanto a boa mãe. São dois pilares. Ou seja, duas árvores que nutrem fortalezas, que protegem com seus galhos e que nos guiam a fim de que possamos alcançar nossos sonhos, desejos e possibilidades.

O bom pai, acima de tudo, serve como modelo de comportamento para a criança. Os pequenos são muito receptivos ao que os pais dizem, ao que fazem ou deixam de fazer.

Assim, é imprescindível que os pais estejam conscientes de cada coisa que realizam ou expressam em voz alta. Nossos filhos são muito receptivos a qualquer estímulo, comportamento, atitude, etc.

O bom pai nos ajuda a tomar decisões. Principalmente decisões que se baseiam em valores, regras, atos de consciência e maturidade que o papai ensinará dia a dia.

O bom pai, além disso, promove a curiosidade das crianças e as ajuda a resolver problemas sendo sempre receptivos.

Por outro lado, é comum que o bom pai seja sempre aquele refúgio que os pequenos buscam quando surge alguma dificuldade.

Eles sabem que o pai é aquela pessoa que dissipa qualquer medo, que não sabe dizer “não”.

É o herói que olha o que está escondido embaixo da nossa cama, que nos distrai quando há trovões e tempestades e que nos faz rir quando temos um dia ruim.

O papai não é uma criança grande, é quem me ajuda a crescer

meu pai

Nossa linguagem coloquial, às vezes oriunda de ideias incorretas, frases vazias e muitos clichês, durante muito tempo causou danos à figura paterna.

Assim, frases como “Meu parceiro me ajuda com meus filhos” ou “Meu marido é como uma criança grande porque meus filhos se divertem muito com ele” são ideias que devemos corrigir e abordar corretamente.

  • Um pai não ajuda na criação, um pai faz parte dela.
  • Um pai não está lá exclusivamente para brincar com os filhos, diverti-los ou entretê-los quando a mãe não está ou quando está ocupada.
  • Um pai brinca com os filhos quando precisar. Mas, acima de tudo, o que ele faz é educar, conhecer, nutrir as emoções, estar perto, saber impor limites quando preciso. Enfim, é ser aquele pai sábio e responsável que faz da criação um ato consciente, responsável e maduro.

Vamos, portanto, cuidar melhor da nossa linguagem e colocar em prática ações integradoras, nas quais as mães e os pais dividem suas responsabilidades.

É preciso desenvolver uma criança na qual não existam diferenças ou preferências e na qual as crianças sejam sempre o mais importante. Todos podemos ser heróis na vida de nossos filhos!