Moleira: “buraco” na cabeça do bebê

· 7 de novembro de 2016

As moleira é muito temida e, por isso, o cuidado em excesso é extremamente necessário. Porém, esses “buracos” na cabeça do bebê são absolutamente normais e necessários para a vida de seu filho.

Seguramente este é o ponto mais temido da maternidade e não é para menos, se consideramos os mitos que circulam ao redor da anatomia do recém nascido. O certo é que as moleiras são absolutamente normais e necessárias para a vida do seu filho.

A moleira é a parte mole da cabeça do bebê e é constituída pela união ou sutura natural dos ossos do crânio, os quais estão separados ao nascer e ficam abertos durante vários meses para permitir o crescimento do cérebro.

Inclusive, seu filho não só terá uma abertura, mas sim seis, nas quais sentirá os batimentos cardíacos. Mas não se assuste, pois depois 18 meses esses curiosos e tão temidos “ossos’ da cabeça do seu filho se fecharão. Saiba aqui os cuidados que deve-se ter e para que servem.

O que é a moleira?

Quando a criatura nasce, o crânio não está formado por apenas uma peça, mas sim por um conjunto de ossos que se unem e funcionam com o tempo. Desta maneira, permitem que a cabeça do bebê cresça o suficiente durante o primeiro ano de vida.

Precisamente, tal como adiantamos, a  moleira é a área da cabeça do bebê onde os ossos do crânio ainda não se juntaram para permitir o alongamento e compressão rápida do crânio e a expansão do cérebro.

Por outro lado, este caráter “incompleto” à nível cranial permite durante o parto que os ossos se movam e inclusive se montem um em cima do outro a fim de que a cabeça do bebê possa descender pelo estreito canal vaginal.

O que acontece se encosto na moleira do meu filho?

Esta é uma das dúvidas mais comuns, pois tocar estes pontos na cabeça do bebê é um dos grandes medos de todo pai. Porém, não há nada para temer, já que a membrana que cobre a moleira é resistente devido a sua alta rigidez, que a torna difícil de penetrar.

Não se esqueça que durante o parto a moleira já está aberta, o que não implicou em mal algum, nem fratura de algum osso da cabeça da criança. Simplesmente se trata de ser delicado com cada movimento que faça com seu filho pois, como já sabemos, bebês são sensíveis.

De fato, em cada visita pediátrica, o médico examinará, medirá e apalpará estes buracos para vigiar seu tamanho e observar se o crescimento está acontecendo dentro da normalidade. Só desta maneira é possível prevenir ou diagnosticar possíveis anomalias no desenvolvimento cerebral do pequeno.

Quando a moleira fecha?

A moleira mais notória para os pais é a que se localiza na parte superior frontal do crânio. Estima-se que ela fecha entre os 7 e 19 meses de vida do bebê.

Mas, como já dissemos previamente, este não é o único espaço que a criança tem na cabeça. Então, o buraco da parte posterior do crânio fecha geralmente entre o primeiro e o terceiro mês do recém nascido.

Dos lados também há espaços: na altura da têmpora e atrás da orelha, na base do crânio. Enquanto as primeiras fecham ao redor dos 6 meses depois do parto, as de trás da orelha só fecham entre os 6 e 18 meses do pequeno.

moleira do bebê

Estão em estado normal ou devo consultar o pediatra?

As moleiras devem ser sentidas firmes e levemente côncavas ao tato. Pode acontecer que, quando o bebê chora, esteja deitado ou vomitando, a moleira pareça momentaneamente protegida. Mas quando a criança se acalma e mantém a cabeça erguida, devem se normalizar.

Estes espaços podem se apresentar tensos ou protuberantes ao se acumularem líquidos na cavidade craniana ou diante de um aumento da pressão cerebral, como em casos de hidrocefalia. Porém, se a moleira se normaliza quando o bebê se tranquiliza e ergue a cabeça, não se preocupe.

Agora, caso note que seu filho apresenta a moleira realmente inchada, e mais ainda, se tal condição é acompanhada por um estado febril ou de letargia, leve-o com urgência ao pediatra do pronto-socorro, já que se trata de uma emergência médica.

Ainda, se ao passar suavemente o dedo pela moleira do pequeno percebe que está afundada, também deve entrar em contato com o pediatra o quanto antes, porque pode ser um sinal de que o bebê está desidratando.

Problemas com a moleira

Em algumas ocasiões as moleiras fecham antes do tempo e, se esse fechamento é total, suspeita-se de uma condição conhecida como craniosinostose, onde além disso a cabeça do bebê tem uma forma anormal.

Portanto, caso se trate de um estreitamento da cavidade craniana capaz de gerar um conflito de espaço, pode se tratar de cranioestenose, outra patologia relacionada com uma anomalia das moleiras do bebê.

Em ambos os casos, dependendo do grau de fechamento dos buracos e quantos estão envolvidos, o doutor pode optar por uma cirurgia para permitir que o cérebro continue crescendo. Por isso, não é necessário temer, mas apenas se manter atenta ao estado das moleiras de seu pequeno tesouro.