O controle excessivo dos pais: chaves para superá-lo

28 de março de 2019
Ser pai não é fácil. Às vezes exercemos muito controle sobre as crianças sem gerar confiança nelas e esquecemos que elas precisam tomar as próprias decisões.

Como pais, é compreensível que sempre queiramos o melhor para os nossos filhos. Mas como eles não nascem com um manual debaixo do braço, certamente vamos errar muitas vezes.

Tentando controlar tudo no nosso caminho para que tudo corra bem, muitas vezes exercemos um controle excessivo em vez de ajudar. Assim, atrapalhamos o bom desenvolvimento das crianças, o que acarreta vários problemas.

Ser pai não é fácil

Certamente, esta é uma questão muito complicada pois cada criança tem uma personalidade que é moldada conforme elas vão crescendo.

Nesse processo, a influência dos pais desempenha um papel fundamental. Se exercerem um controle excessivo, o desenvolvimento não será inteiramente natural. A questão é que há pais que têm essas atitudes de forma inconsciente, talvez porque também tenham recebido uma formação autoritária desde a sua infância.

Guie-os pelo caminho, não o desenhe

Como pais, o principal a fazer é entender que nossos filhos têm vida própria. E nosso dever é guiá-los por um bom caminho, e não resolver para eles todas as situações que aparecerem. Eles vão crescer e devem saber como resolver cada fase de suas vidas de forma independente.

Ao controlar demais os nossos filhos, sempre buscando a perfeição, não deixamos que eles desenvolvam todas as suas habilidades. E, portanto, em vez de ajudar, estamos atrasando o desenvolvimento deles.

 Guie-os pelo seu caminho, não o desenhe

Também não seja totalmente condescendente

Não se trata de fazer tudo o que nossos filhos quiserem, deixando que eles tomem o controle de nossas vidas. Deve haver um equilíbrio. As crianças devem aprender que existem limites e devem ser capazes de diferenciar quando uma situação é certa ou errada.

A ideia é que haja uma relação de harmonia na qual tanto pais quanto filhos se sintam à vontade e possam apreciar o fato de ter uma família. Nossas atitudes como pais devem sempre ser orientadas com positivismo, agindo com firmeza quando necessário.

O comportamento das crianças diante do controle excessivo dos pais

As crianças geralmente costumam procurar situações de perigo nas quais sintam o prazer de desafiar os pais. São crianças que geralmente têm carências emocionais, sempre sujeitas a muita pressão.

Muitas vezes elas se sentem até mesmo tristes ou deslocadas, o que as leva a desenvolver medos que podem se tornar problemas sérios.

Baixa autoestima

São crianças que geralmente têm baixa autoestima, pois acreditam que não estão de acordo com o nível desejado pelos pais. Elas sentem que não conseguem fazer nada direito, o que tende a afetar os seus relacionamentos interpessoais.

Indecisão

São crianças que não são capazes de tomar decisões por conta própria e que muitas vezes acham difícil aceitar as suas responsabilidades. Elas se escondem de tudo que faça com que se sintam fora da sua reduzida zona de conforto.

 O comportamento das crianças diante do controle dos pais

Construa confiança

Devemos aprender a nos relacionar com os nossos filhos de uma maneira aberta a fim de alcançar um nível adequado de confiança. Então lembre-se de que, se os seus filhos não confiarem em você, eles vão procurar outra pessoa que talvez não seja a pessoa certa e que os leve a tomar decisões ruins.

Enquanto forem pequenos, você pode exercer um controle total, mas à medida que os filhos forem crescendo, eles podem tomar caminhos diferentes daqueles que planejamos para eles.

Tenha em mente que, mais cedo ou mais tarde, o seu filho vai deixar de ser criança e passar para a fase da adolescência. Uma fase temida pelos pais por todas as mudanças que traz.

Além disso, esse momento se torna ainda mais difícil se você for um pai controlador. Seu filho vai se afastar completamente de tudo o que supõe o controle e vai tentar se expressar de um modo totalmente diferente do planejado.

Como pais, temos que entender que os filhos não nos pertencem. Devemos deixá-los crescer no seu próprio ritmo, com seus tropeços, mas mostrando que sempre estaremos ao seu lado.

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