O descolamento da placenta durante a gravidez

· 8 de abril de 2019
Entre os incidentes que podem ocorrer ao longo da gravidez, o descolamento da placenta é um dos mais graves. Podem ocorrer vários danos, e um dos mais significativos é que dificultaria o acesso de oxigênio e nutrientes pelo bebê.

O descolamento da placenta durante a gravidez constitui uma das complicações mais graves que podem ocorrer, já que o bebê pode não receber o oxigênio e os nutrientes necessários para estar saudável.

Na prática, esse problema pode precisar de maior ou menor atenção, de acordo com diferentes fatores. Alguns deles são: o tempo de gestação, o lugar e o histórico clínico da paciente.

Por que acontece?

Embora ainda não tenha sido possível determinar qual pode ser a causa exata do descolamento da placenta, já foi possível identificar vários fatores de risco. Entre os mais conhecidos, estão os seguintes:

  • Tabagismo.
  • Hipertensão arterial.
  • Ter mais de 35 anos.
  • Ter uma infecção no útero.
  • Ter uma lesão no abdômen (por traumatismo).
  • Já ter sofrido deslocamento da placenta em gravidezes anteriores.

Manter um estilo de vida saudável, assim como realizar exames médicos regulares, pode ajudar a prevenir ou combater o problema a tempo.

Ao mesmo tempo, é de extrema importância recorrer ao serviço de emergência se for detectada uma hemorragia ou outros sintomas estranhos que impedem a mulher de manter uma vida normal. Sob nenhuma circunstância se deve ignorar os sinais que o corpo envia.

Estima-se que esse problema ocorra em aproximadamente 20% dos casos de gravidez. Esse número é bastante elevado e causa muita preocupação tanto em profissionais da saúde quanto em futuros pais.

O descolamento da placenta

Sintomas do deslocamento da placenta durante a gravidez

Dor abdominal

Quando o descolamento da placenta ocorre, a mulher costuma sentir uma forte dor abdominal, que é descrita como lancinante e aguda. Em alguns casos, também é possível que ocorram contrações; ou seja, o útero endurece.

Sangramento vaginal

Outro dos sintomas mais característicos do deslocamento da placenta é o sangramento vaginal ou a hemorragia. A quantidade de sangue será diretamente proporcional à quantidade de placenta que tiver se separado do útero.

Outros sintomas

Cada corpo é diferente. Por isso, é importante lembrar que nem sempre aparecem os mesmos sintomas. Nem sempre há sangramento ou hemorragia, por exemplo.

Por essa razão, é recomendável consultar o médico perante qualquer sintoma estranho, como contrações do útero ou variações nos movimentos do feto.

Os riscos de acordo com o tempo de gestação

Primeiro trimestre

Quando o descolamento ocorre durante o primeiro trimestre, os riscos costumam ser consideravelmente menores que nas fases mais avançadas da gestação.

Se o especialista identificar atividade cardíaca no feto, o prognóstico costuma ser positivo, visto que em 80 ou 90% dos casos ocorre uma regressão. No entanto, se o problema continuar depois do segundo mês, o prognóstico é menos animador.

Por outro lado, se o médico não identificar atividade cardíaca, a situação é preocupante. A razão é que existem grandes chances de que tenha ocorrido um aborto espontâneo. Nesses casos, o feto costuma ser expulso de forma natural.

O descolamento da placenta

Segundo e terceiro trimestres

Os descolamentos da placenta são mais frequentes no terceiro trimestre da gravidez e a gravidade vai depender da situação clínica que causou o problema. Por exemplo, se se tratar de um hematoma ocasional, não é tão grave. Nesse caso, houve a ruptura de uma veia situada na parte inferior da placenta.

Por outro lado, se ocorrer o descolamento conhecido como hematoma retroplacentário, então se trata de um descolamento prematuro da placenta. A consequência é a falta de oxigênio para o bebê. Se essa condição não for tratada a tempo, o bebê pode vir a falecer.

Existem algumas diferenças importantes em relação aos sintomas desses dois tipos de hematomas. Quando se trata de um hematoma ocasional, a hemorragia costuma ser pouco abundante e sua cor é escura, podendo até mesmo apresentar uma tonalidade preta.

Em contrapartida, quando se trata de um hematoma retroplacentário, os sintomas mais frequentes são: ventre duro, dor abdominal permanente e aguda, hemorragia escura e pouco abundante, fraqueza, náuseas, entre outros.

É preciso se lembrar de que, tanto no segundo quanto no terceiro trimestres, qualquer tipo de hemorragia ou sangramento deve ser examinado pelo médico o mais rápido possível.