Os riscos de engravidar depois dos 35 anos

· 5 de setembro de 2018
Engravidar depois dos 35 anos é cada vez mais comum. No entanto, isso não elimina o fato de que a partir dessa idade os riscos na gravidez aumentem.

Muitas mulheres adiam a maternidade por várias razões, tanto pessoais quanto profissionais. O objetivo deste artigo não é de maneira alguma criticar essa situação. Mas, sim, expor os riscos reais de adiar a gravidez para depois dos 35 anos.

Engravidar depois dos 35 anos

Ao longo do envelhecimento, pode se tornar mais difícil engravidar. E, caso a mulher engravide, a dificuldade em manter uma gravidez saudável aumenta. A fertilidade começa a diminuir entre 32 e 37 anos, com um declínio mais rápido depois dos 37.

Isso ocorre porque as mulheres nascem com determinado número de óvulos prontos. Com o passar dos anos, a quantidade e a qualidade dos óvulos começam a diminuir, principalmente durante a terceira década de vida. Além disso, certas condições como a endometriose ou os miomas se tornam mais comuns com a idade, podendo ter um impacto negativo sobre a capacidade de engravidar.

Na medida em que se torna mais difícil a concepção devido ao aumento da idade, há também uma série de riscos que ocorrem no caso de conseguir engravidar. Esses riscos podem afetar a saúde da mãe e do bebê.

depois dos 35 anos

Os riscos que aumentam na gravidez depois dos 35 anos

Ficar grávida depois dos 35 anos pode aumentar o risco de complicações durante a gravidez, tanto para a mãe quanto para o bebê. Na medida em que as mulheres envelhecem, o risco de desenvolver hipertensão e a diabetes (incluindo a diabetes gestacional) aumentam. Dessa forma, essas condições podem ter um efeito negativo na gravidez.

A presença de hipertensão arterial durante a gravidez aumenta o risco de problemas com a placenta e alterações do crescimento fetal. Já a diabete gestacional pode aumentar o risco de a criança nascer com deficiência ou hipertensão e de ocorrer aborto espontâneo. Também aumentam as chances de ter um bebê maior do que o normal (com peso acima do comum), o que pode causar mais problemas ao dar à luz.

Além de afetar potencialmente a saúde do bebê, a hipertensão e a diabetes irão a afetar a saúde da mãe. Incluindo um aumento do risco de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC). Depois dos 35 anos, as mulheres também apresentam maior risco de ter um bebê com um defeito congênito associado com anormalidades cromossômicas, como a síndrome de Down, por exemplo.

Além disso, as mulheres mais velhas apresentam maior risco de desenvolver as seguintes complicações durante a gravidez:

  • Gravidez múltipla
  • Parto prematuro
  • Ter um bebê com baixo peso ao nascer
  • Cesariana
  • Morte fetal

Os bebês nascidos prematuramente ou com baixo peso ao nascer têm um maior risco de apresentar problemas de saúde em curto e longo prazo. Incluindo a síndrome de dificuldade respiratória, diferentes tipos de infecções e atrasos no desenvolvimento.

Algumas pesquisas sugerem que a idade do pai no momento da concepção também podem afetar a saúde da criança. Embora ainda sejam necessárias mais pesquisas nessa área.

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Dicas para ter um bebê saudável depois dos 35 anos

A partir dos 35 anos de idade, as mulheres podem seguir alguns passos para aumentar a possibilidade de ter um bebê saudável. Estas recomendações devem ser discutidas com o médico, sem se esquecer de que as visitas pré-natais devem ser regulares para acompanhar a saúde do feto e da mãe.

Os fatores importantes sobre os quais se deve conversar com especialistas incluem temas como dieta, exercício e ganho de peso. Embora uma alimentação saudável seja importante para todas as mulheres, manter-se ativa e não ganhar peso durante a gravidez é especialmente importante para as mulheres com mais idade.

Além disso, antes da gravidez, os médicos recomendam que todas as mulheres comecem a tomar 400 microgramas de ácido fólico todos os dias. Começando um mês antes da concepção e mantendo por toda gravidez. O ácido fólico ajuda a prevenir defeitos do tubo neural, como, por exemplo, a espinha bífida.

Naturalmente, as mulheres também devem parar de fumar, beber álcool e usar drogas, caso o façam. É importante também evitar exposição às substâncias tóxicas. Além disso, os medicamentos e suplementos que são tomados devem ser sempre supervisionados por um médico.

Da mesma forma que acontece com todas as mulheres grávidas, muitas vezes se recomenda que as mulheres com mais de 35 anos realizem uma triagem genética para ter conhecimento sobre o possível nascimento de uma criança com alguma deficiência. Isso é particularmente importante devido ao aumento do risco de certos distúrbios para as crianças nascidas de mães mais velhas.

Os exames mais comuns para a detecção de defeitos congênitos incluem:

  • Ultrassons. As ondas sonoras ajudam no exame do feto.
  • Amniocentese. É um exame para detectar defeitos congênitos. Utiliza-se uma agulha para extrair o liquido amniótico que envolve o feto para análise. Entretanto, existe risco de aborto.
  • Amostras de vilosidades coriônicas. São extraídas células da placenta para análise. Contudo, também existe risco de aborto.