O mel não é recomendado para bebês por estes motivos

Conhecemos os múltiplos benefícios do mel. É um produto natural e 100% recomendado em muitos casos. No entanto, existem fortes razões pelas quais o mel não é recomendado para bebês menores de um ano.
O mel não é recomendado para bebês por estes motivos

Última atualização: 12 Julho, 2018

O mel, conhecido adoçante natural, obviamente contém açúcar. Além disso, pode ser um alimento perigoso para os bebês porque em alguns casos contém uma bactéria prejudicial aos pequenos.

Muitas famílias consideram que o mel pode ajudar a adoçar naturalmente o leite e os alimentos que o bebê consome. Inclusive, alguns pais podem chegar a colocar mel na chupeta dos filhos. Ele também é usado no tratamento de queimaduras e feridas. Enfim, o mel tem muitos usos. Mas nem sempre é a melhor opção.

Assim, como há muitas razões para consumir o mel, também há muitas outras para restringir seu consumo aos bebês. Sabemos que é um ótimo produto para a saúde humana, útil em muitos casos, além de ser delicioso e nutritivo. Mas há motivos cientificamente comprovados que proíbem seu consumo por bebês menores de um ano de idade.

Devido às propriedades infinitas atribuídas a esse alimento, os adultos não pensam duas vezes antes de considerá-lo adequado aos pequenos. No entanto, segundo pesquisadores, podemos cometer um grave erro sem saber. A seguir, você verá as razões pelas quais devemos nos preocupar quanto ao consumo do mel.

Dar mel aos bebês é perigoso

O mel é um produto natural que contém uma bactéria conhecida como Clostridium botulinum, capaz de causar o botulismo. Essa bactéria pode sobreviver no mel e, quando chega ao intestino do bebê, que ainda não está completamente formado, pode causar alguns problemas.

Essa ameaça afeta somente os bebês menores de doze meses. Assim, o mel é inofensivo para os adultos ou para as crianças mais velhas. O sistema digestivo conta com defesas naturais contra várias bactérias, inclusive essa. Além disso, a acidez do estômago é sua primeira barreira. Entretanto, essas defesas ainda não estão bem desenvolvidas nos bebês.

Outros adoçantes provenientes da cana também podem ser prejudiciais. Pois, a cana está na lista de alimentos que podem favorecer o desenvolvimento do botulismo infantil. Sabe-se que somente há quarenta anos esse problema começou a ser diagnosticado. A bactéria foi encontrada em vários organismos que estão frequentemente em contato com a terra e, em grande parte, com o mel.

Como se sabe, outros elementos não podem ser controlados. Mas o consumo desse alimento pode ser interrompido imediatamente. Por essa razão, uma vez descoberta essa ameaça, foi emitido um alerta de risco para os bebês quanto ao consumo desse alimento.

O mel pode conter a bactéria Clostridium botulinum

Os esporos da bactéria Clostridium botulinum podem permanecer em vários produtos derivados do mel da abelha e também da cana. Essa bactéria é considerada como precursora da doença conhecida como botulismo. O botulismo pode se tornar uma doença muito grave e potencialmente mortal. Ele atinge com mais força bebês a partir de seis semanas até seis meses de idade.

Os sintomas dessa doença aparecem nos primeiros dias em que os esporos da bactéria Clostridium botulinum chegam ao intestino do bebê e podem se desenvolver até um mês depois. A princípio, se manifesta por meio da prisão de ventre. Por isso, muitas vezes é uma doença difícil de distinguir entre outras infecções possíveis.

Outros sintomas que indicam a presença dessa doença são:

  • Fraqueza muscular
  • Dificuldade para manter a cabeça erguida
  • Problemas respiratórios
  • Pálpebras caídas
  • Choro fraco e recorrente
  • Dificuldades para sugar e engolir
  • Falta de tônus muscular
  • Letargia
  • Paralisia ou pouca mobilidade nas extremidades inferiores
  • Perda do reflexo para vomitar

Geralmente, essa doença pode ser efetivamente tratada quando diagnosticada a tempo. Ela é controlada com imunoglobulina botulínica, que faz com que a doença desapareça em um espaço de tempo relativamente curto. Apesar disso, na maioria dos casos a internação é necessária.

O tratamento complementar implica manter uma alimentação adequada e observar se o sistema respiratório está bloqueado ou funcionando adequadamente. De resto, as complicações que podem aparecer estarão relacionadas especialmente com eventuais problemas respiratórios.

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  • Wikstrom S., Holst E., Infant botulism – why honey should be avoided for children up to one year. Lakartidningen, 2017.
  • Rosow LK., Strober JB., Infant botulism: review and clinical update. Pediatr Neurol, 2015. 52 (5): 487-92.