O que é a triagem pré-natal não invasiva?

· 4 de fevereiro de 2019
A triagem pré-natal não invasiva é um teste que permite descartar anormalidades cromossômicas que podem afetar a saúde do bebê. O que devemos saber sobre esse teste?

As mulheres grávidas devem ser submetidas a diversos testes para verificar se a gravidez se desenvolve normalmente.

Através dessas várias avaliações, como a triagem pré-natal não invasiva, se faz um acompanhamento tanto da saúde do bebê quanto da mãe. Assim, existe a possibilidade de consultar um especialista em caso de qualquer dúvida ou medo.

Para o controle da gravidez, existe uma série de testes que ajudam a saber o estado de desenvolvimento da criança. Um deles é a triagem pré-natal de não invasiva, que é realizada durante o primeiro trimestre da gestação.

Na triagem pré-natal, o risco é determinado por um algoritmo que leva em conta a idade da mãe, os valores de um conjunto de marcadores bioquímicos, o rastreio da translucência nucal e, em alguns casos, a medição do osso fetal.

A triagem pré-natal não invasiva

É conhecido como triagem pré-natal não invasiva um teste de laboratório que ajuda a calcular a possibilidade de uma trissomia dos cromossomos 13, 18, 21 e Y. Isso é feito a partir do DNA do feto coletado no sangue materno.

Com os avanços nos últimos anos na medicina, esse teste pode ser realizado após a 10ª semana de gravidez. Os resultados são liberados em 7 dias e têm uma segurança de 97% nos resultados.

Além disso, como o nome sugere, é um teste não invasivo. Isso significa que não precisa extrair líquido amniótico, que é o fluido que envolve o bebê no útero, nem introduzir agulhas no abdômen da mulher.

Testes pré-natais durante o primeiro trimestre da gravidez são o ponto de partida para uma gravidez saudável.

“A triagem pré-natal não invasiva foi desenvolvida para ser um teste pré-natal mais preciso em mulheres de qualquer idade e categoria de risco”

Como esse teste é feito?

A fim de realizar a triagem pré-natal não invasiva, é preciso observar uma amostra de sangue células fetais que passaram do bebê para o sangue da mãe.

Através destas células, as principais anomalias cromossômicas podem ser detectadas. Essas incluem: o cromossomo 21, que é responsável pela síndrome de Down; o 18, relacionado à síndrome de Edwards; e o 13, indicando a síndrome de Patau, infertilidade do cromossomo Y ou a síndrome de Jacobs.

Quando o resultado do teste for negativo, há pouquíssimas chances de o bebê ter alguma anomalia cromossômica. Se, no entanto, o resultado for positivo, recomenda-se repetir o teste.

Se, por outro lado, continuar dando resultados positivos, o ginecologista deverá confirmar com uma amniocentese ou uma biópsia de vilo corial.

Em que casos realizar a triagem pré-natal não invasiva

É essencial observar que cada um dos testes realizados na gravidez deve ser realizado sob observação médica e aprovado por um especialista.

Em geral, é recomendável realizar a triagem pré-natal não invasiva em quaisquer dos seguintes casos:

  • Mulheres com gestações anteriores com síndrome de Down ou outra alteração genética.
  • Quando ambos os pais são portadores de doenças autossômicas recessivas. Essa é uma das várias maneiras que um traço, distúrbio ou doença podem ser transmitidos de pais para filhos.
  • Se um dos pais é portador de uma anomalia no cariótipo. Isso se refere à apresentação gráfica dos cromossomos.
  • Idade da mãe igual ou superior a 35 anos.

A principal característica desse teste é que, ao contrário de outros testes de diagnóstico pré-natal, não apresenta nenhum risco nem para a mãe nem para o feto.

Uma vez que a triagem pré-natal não invasiva é realizada, é possível retornar normalmente às atividades diárias.

Resultados do diagnóstico pré-natal

Uma vez que a triagem pré-natal não invasiva é realizada, é possível retornar às atividades cotidianas que não requerem muito esforço. Normalmente, é recomendável não ter relações sexuais por alguns dias.

Seja paciente quando estiver esperando os resultados e não se desespere se o primeiro teste for positivo. Nesse caso, é fundamental procurar manter a calma e repetir o teste.

Também é importante lembrar que, se o resultado for de alto risco, deve ser confirmado com uma amniocentese ou uma biópsia de vilo corial, como indicar o ginecologista.

Ao realizar a triagem é possível saber desde cedo o desenvolvimento de gravidez e a saúde do feto. Portanto, é muito importante fazer para eliminar quaisquer dúvidas que possam aparecer durante todo o processo de gestação. Assim, é possível descartar anomalias e aproveitar esse período sem se preocupar.

  • Devers, P. L., Cronister, A., Ormond, K. E., Facio, F., Brasington, C. K., & Flodman, P. (2013). Noninvasive prenatal testing/noninvasive prenatal diagnosis: The position of the National Society of Genetic Counselors. Journal of Genetic Counseling. https://doi.org/10.1007/s10897-012-9564-0