4 aspectos que você deve saber sobre a Síndrome de Down

· 24 de julho de 2018
Quando você está grávida e o obstetra diagnostica que seu filho tem Síndrome de Down, surgem muitas perguntas e preocupações. Neste artigo, vamos falar sobre as 4 aspectos mais importantes que você precisa saber sobre essa condição.

Durante o período de gestação, todas nós desejamos ser mães de uma criança saudável e na plenitude de suas faculdades. No entanto, a vida às vezes nos apresenta desafios que exigem mais ainda do nosso papel como mãe. Em especial, se nosso filho tem Síndrome de Down.

Primeiramente, você deve se sentir orgulhosa de assumir essa tarefa com amor e total dedicação. Ninguém disse que ser mãe seria fácil. Muito menos quando temos um pequeno especial em casa. Sem dúvida, você terá que se dedicar mais a essa criança e ter o dobro de atenção, paciência e, com certeza, muito amor.

4 aspectos que você deve saber sobre a Síndrome de Down

A causa dessa síndrome é o resultado de um erro genético no espermatozoide ou no óvulo. A seguir, vamos enumerar 4 aspectos que você deve saber sobre a Síndrome de Down:

1. É uma alteração nos cromossomos

O processo de fecundação começa com a união dos 23 cromossomos da mulher com os 23 do homem. Durante esse processo, o sexo e as características físicas do bebê são definidos, levando em consideração os genes dominantes e os recessivos.

Por essa razão, cada célula do corpo humano possui um total de 46 cromossomos. Quando um pequeno apresenta essa síndrome, sabemos que ela é resultante de um erro genético no espermatozoide ou no óvulo. Essa falha tem como consequência o aumento de um cromossomo adicional. Assim, estamos falando de um grupo de 24 cromossomos que se une a outro conjunto composto por 23 cromossomos. Esse fenômeno particular também é conhecido como trissomia do cromossomo 21.

síndrome de down

2. Causa mudanças físicas e alterações no organismo

As crianças com essa condição costumam ser um pouco diferentes daquelas que têm somente 23 pares de cromossomos. Em termos físicos, elas apresentam formato arredondado do rosto, olhos mais puxados e ligamentos frouxos, entre outras características.

Outro aspecto importante é que essas crianças sofrem de déficit de atenção e baixa capacidade intelectual. Isso significa que o processo de aprendizado delas será um pouco mais lento, afetando atividades como a linguagem e a interação social. No entanto, com esforço e ajuda especializada, conseguem aprender tudo. São crianças alegres e obedientes que também possuem talentos inatos.

Algumas doenças e sintomas que costumam aparecer em crianças com SD são: problemas com a tireoide, alterações gastrointestinais, cardiopatia congênita, transtornos endócrinos, problemas de visão, imunodeficiência e suscetibilidade a infecções. Mas se houver um acompanhamento desde cedo, é possível melhorar o sistema nervoso central.

3. Não há tratamentos ou cura

A SD é uma condição congênita, não uma doença. Por isso, não existem medicamentos que possam curar quem tem SD. Mas, por outro lado, existem tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Nesse caso, nós nos referimos às terapias de linguagem, motoras e intelectuais, que ajudam quem vive com essa condição a superar os próprios limites.

A medicina trabalha constantemente para aumentar a expectativa de vida das pessoas que têm SD. Atualmente, a expectativa de vida é de 50 a 60 anos nos países desenvolvidos.

Se houver um acompanhamento desde cedo, é possível melhorar o sistema nervoso central.

4. Mães com mais de 35 anos

Não existem estudos, até o momento, que determinem o motivo que causa essa anomalia nos cromossomos. No entanto, alguns pesquisadores afirmam que mulheres que engravidam com mais de 35 anos correm mais riscos de ter bebês com essa condição.

Isso quer dizer que existe grandes chances de que esse fenômeno esteja relacionado à idade dos pais no momento da fecundação. Mas não significa que não possa acontecer com casais mais jovens.

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O amor não tem condições

Ser mãe de uma criança com Síndrome de Down é um desafio, não um sofrimento. Tudo vai depender das características próprias de cada criança e do esforço dos pais.

Há exemplos bem-sucedidos nos quais os tratamentos especializados aumentam, em larga escala, a qualidade de vida dessas pessoas na vida adulta. Hoje em dia há muitas instituições que oferecem serviços especializados a fim de garantir uma vida normal, cheia de alegrias e bem-estar.

Também existem grupos de pais que cooperam entre si. Portanto, faça parte dessas instituições ou grupos e contribua com o futuro das crianças mais alegres desse mundo.