O que é o exame de curva glicêmica?

15 de julho de 2018
O exame de curva glicêmica é um exame fundamental para determinar se uma pessoa sofre de diabetes tipo II. Você sabe como esse exame é feito?

A diabetes é uma doença conhecida e temida por muitas pessoas. Sua principal característica é a concentração elevada de glicose no sangue de forma persistente. Isso pode ser a causa de uma produção deficiente de insulina, de um aumento na produção de glicose, de resistência corporal à insulina ou de uma combinação de fatores.

Trata-se de uma doença crônica e degenerativa, não transmissível e que também não tem cura. No entanto, pode ser controlada. As pessoas que sofrem de diabetes podem viver muitos anos com essa doença. As estatísticas indicam que, aproximadamente, 15% da população mundial sofre de diabetes.

Complicações associadas à diabetes

Essa doença está associada a uma série de complicações em vários sistemas do organismo. Por exemplo, pode ocorrer a perda da visão ou a deterioração progressiva dos rins.

Assim como, em casos graves, existe a possibilidade de perder alguma das extremidades inferiores devido a complicações na circulação. Também podem ocorrer algumas infecções cardíacas e cerebrais.

O exame de curva glicêmica

O exame de curva glicêmica é realizado para determinar a presença de diabetes tipo II. Esse exame foi desenvolvido porque muitas vezes esse tipo de diabetes é assintomática. Em outras palavras, a pessoa que está com a doença não apresenta sintomas.

Portanto, com esse exame se pode medir a capacidade do organismo de metabolizar a glicose. No caso da diabetes tipo II, por exemplo, essa capacidade está comprometida. Ao mesmo tempo, também fica prejudicada em pessoas que apresentam alterações no metabolismo relativas à assimilação de carboidratos.

exame de curva glicêmica

Como é feito o exame de curva glicêmica?

A primeira coisa que se deve fazer é realizar um exame de glicemia em jejum. A pessoa deve fazê-lo sem ter ingerido alimentos entre as 8 e 12 horas anteriores ao exame.

No laboratório, colhe-se uma amostra de sangue para determinar a concentração de glicose no sangue – glicemia. Dependendo dos resultados, será administrada uma dose de glicose via oral, dissolvida em 250 mililitros de água. Essa medida pode variar dependendo do peso corporal do paciente.

A regra indica que devem ser administrados 1,75 gramas de glicose por cada quilograma de peso, até o máximo de 75 gramas. Portanto, se uma criança for realizar o exame, a dose de glicose será menor.

Depois de tomar a glicose, serão colhidas amostras de sangue a cada 30 minutos nas próximas 2 horas. Com os resultados obtidos, será elaborado um gráfico expressando a curva glicêmica.

Valores normais de tolerância à glicose

Os valores expressados nos exames de glicemia e de curva glicêmica são muito importantes para determinar a presença ou não de diabetes, assim como o tipo da doença.

Se o teor de glicose no exame de glicemia estiver entre 60 e 100 mg/dL, os valores são considerados normais. Da mesma forma, valores inferiores a 200 mg/Dl na primeira hora e menores do que 144 mg/Dl nas duas primeiras horas também são considerados normais.

exame de curva glicêmica

Valores anormais de tolerância à glicose

Se o teor de glicose no sangue do exame em jejum apresentar um resultado entre 100 e 125 mg/dL, representa um sinal de pré-diabetes. O diagnóstico se confirma com uma concentração de glicose no sangue entre 140 e 199 mg/dL nas duas horas posteriores à ingestão de glicose.

“Os valores expressados nos exames de glicemia e de curva glicêmica são muito importantes para determinar a presença ou não de diabetes, assim como o tipo da doença.”

Valores que indicam diabetes tipo II

Um teor de glicose superior a 125 mg/dL no exame de glicemia é suficiente para desaconselhar o exame de curva glicêmica.

Caso seja realizado, coloca-se a vida da pessoa em risco, podendo causar um choque hiperglicêmico.

Por sua vez, um resultado superior a 200 mg/dL duas horas após a ingestão de glicose indica diabetes tipo II.

Esse é um dos exames mais utilizados para determinar a presença de diabetes mellitus tipo II. Independentemente do caso, se o resultado do exame for desfavorável, a pessoa vai precisar mudar seu estilo de vida. O médico vai indicar como elaborar uma dieta adequada e realizar outras atividades, se for o caso.