O que fazer se o meu filho tiver angiomas na pele?

· 7 de maio de 2018
O angioma ou hemangioma é uma lesão avermelhada, superficial ou profunda, que normalmente aparece como uma protuberância vermelha sobre a pele. Algumas crianças nascem com ela e é muito raro que apareça em adultos.

Geralmente os angiomas aparecem nos olhos, no nariz ou na boca. Mas na verdade podem aparecer em qualquer parte do corpo.

Estima-se que entre 8% e 10% das crianças sofram disso, mas não há dados exatos sobre o assunto. Em todo caso, grande porcentagem das crianças que apresentam um angioma no primeiro ano de vida se curam espontaneamente durante os próximos anos da infância.

Em termos mais técnicos, o angioma é um tumor benigno. Os especialistas acreditam que é uma falha no desenvolvimento da criança e que fatores hereditários podem contribuir para a sua formação. O tumor é formado por um grupo de vasos sanguíneos, sejam capilares, veias ou artérias. Tudo isso em conjunto forma uma espécie de bolinha sobre a pele. O angioma nunca se transforma num tumor maligno.

Alguns estudos afirmam que os angiomas são mais comuns em crianças prematuras ou em bebês que nascem com baixo peso. Também garantem que para cada menino que sofre, existem três meninas que apresentam angiomas.

Como tratar angiomas na pele

Tipos de angiomas

O angioma pode ser superficial ou profundo. Se você achar que seu filho pode ter um angioma que faz mal, é melhor consultar um especialista para que ele diagnostique o problema de forma mais precisa e determine seu nível de gravidade.

De acordo com a localização e a forma que evolui com o tempo, os angiomas são classificados em dois tipos:

  • Tumores vasculares. Esse tipo de angioma possui uma protuberância. Inicialmente tem um rápido desenvolvimento, mas logo desaparece paulatinamente sem nenhum tratamento, ou seja, de forma espontânea.
  • Malformações vasculares. Aparecem como manchas na pele sem saliências. Tornam-se mais escuras com a idade e não desaparecem sozinhas. Quase sempre aparecem no rosto e estão relacionadas com malformações capilares.

O angioma típico é o tumor vascular. Ele possui uma fase proliferativa e uma involutiva. Na primeira acontece o processo de crescimento do tumor; é rápida e normalmente ocorre durante os primeiros nove meses de vida.

A fase involutiva corresponde à etapa em que o angioma desaparece. Sabe-se que se dilui em diferentes proporções segundo a idade, dessa forma:

  • Aos 3 anos, até 30% das crianças já não apresentam o angioma.
  • Aos 5 anos, até 50%.
  • Crianças de 7 anos, até 70%.
  • Aos 9 anos, aproximadamente 90%.

Tratamento do angioma infantil

Quando se trata do tumor vascular típico, geralmente nenhum tratamento é aplicado, já que tende a desaparecer por si só. Geralmente esse tipo de tumor não representa nenhum risco para a saúde. Por isso simplesmente aconselha-se deixar o tempo passar, ainda que mantendo uma atitude vigilante.

No entanto, em alguns casos o angioma requer tratamento médico. Basicamente quando ocorrem as seguintes circunstâncias:

  • Se o angioma for muito agressivo e gerar dificuldades psicológicas para o seu filho.
  • Quando gera problemas em outro órgão, como por exemplo aqueles que estão próximo do olho.
  • Quando está localizado na área da fralda, já que pode provocar ulcerações complicadas.
Angiomas na pele

Caso o angioma esteja localizado próximo do olho, pode gerar problemas na visão. Se estiver localizado próximo à boca, geralmente acarreta em dificuldades na ingestão de comida. Quando está próximo da área da fralda, causa ulcerações que são dolorosas e difíceis de eliminar.

O tratamento clássico é a administração de glicocorticoides em diferentes quantidades. O normal é que sejam receitadas doses altas durante algumas semanas. Esse tipo de medicamento possui efeitos colaterais, como dificuldades para conciliar o sono ou transtornos gastrointestinais.

Complicações

Os angiomas superficiais são os mais fáceis de serem tratados e também os mais comuns. No entanto, como mencionamos anteriormente, às vezes são profundos e podem se manifestar como manchas que ocultam protuberâncias debaixo da pele. Nesses casos, é necessário consultar um médico especialista para que ele faça o diagnóstico preciso e indique os passos a serem seguidos.

O habitual é que essas malformações vasculares-capilares sejam tratadas mediante terapias com laser. São procedimentos sem grandes riscos e quase sempre indolores. Além disso, têm a vantagem de que pouquíssimas vezes deixam uma cicatriz na pele.

Por outro lado, apenas 1% dos casos dos tumores vasculares geram complicações severas. Essa porcentagem corresponde àqueles que morrem por efeitos colaterais causados por um angioma típico.