O que não é falado sobre a criação com apego: mitos e verdades

19 de julho de 2018
A criação com apego é uma filosofia centrada no carinho que é dado a um ser humano durante a infância como base para que alcance sua plena maturidade física e emocional no futuro.

A criação com apego explica que o apoio e o amor que a criança recebe nas primeiras etapas irão facilitar o seu desenvolvimento.

Quando uma criança percebe o afeto de seus pais e sente que eles são apegados mutuamente, ela cresce sendo uma pessoa autoconfiante e totalmente independente a nível emocional.

Em contrapartida, o pouco carinho recebido durante a infância pode retardar seu crescimento e desenvolvimento.

A criação com apego permite que a criança estabeleça boas relações com os outros e aprenda a tomar decisões sozinha. Isso vai transformá-la em um adulto com grande poder de autonomia.

Para que você se coloque a par de todos os benefícios da criação com apego e possa esclarecer suas dúvidas, dedicamos esse post aos mitos e às verdades desse tipo de criação.

criação com apego

Como realizar uma criação com apego?

Para criar com apego a primeira regra é dar muito amor à criança e estar junto à ela o maior tempo possível.

Podemos realizar isso:

  • Amando a criança desde quando ela ainda está na barriga. As emoções que mãe e filho compartilham durante a gravidez formam laços inquebráveis. Quando você dá carinho, conversa e canta, favorece o desenvolvimento do seu bebê dentro do útero.
  • Dando carinho e estímulos nas primeiras semanas de vida do bebê. Isso também amplia o desenvolvimento neurológico no cérebro e faz com que a criança se sinta feliz.
  • Propiciando uma casa segura onde se viva em harmonia. Onde não haja violência e sua integridade física não corra perigo.
  • Alimentando com leite materno  sempre que possível.
  • Saciando suas necessidades vitais e ensinando a saciá-las à medida que cresce.
  • Garantindo o sustendo econômico.
  • Protegendo, observando e cuidando das doenças e de qualquer sofrimento que tenha.

O que não é falado sobre a criação com apego: mitos e verdades

Mamãe, você deve saber que existem muitos mitos que são criados em torno da criação com apego que tem tanto defensores quanto opositores. Em seguida, vamos apresentar e esclarecer três deles.

N. 1: É um mito que a criação com apego significa “estragar” a criança

Uma criança só é “estragada” devido a boa ou má educação que tiver. Nunca pelo carinho e apoio que receber por parte de seus pais.

N. 2: É um mito que quando uma criança é criada com apego se interponha no relacionamento amoroso de seus pais

Temos de ser claros de que uma criança não tem nada a ver com o amor que os pais sentem um pelo outro. Portanto, um casal que se ama e se senta sexualmente atraído sempre vai encontrar tempo para estar juntos.

É verdade que com a chegada da criança e o tempo necessário para ela, com a mudança de horários e das rotinas em casa, os amantes devem ser mais criativos para encontrar momentos para ficarem juntos.

Mas essa criatividade pode ser usada como uma ferramenta para acabar com rotinas e manter a relação amorosa em constante renovação.

criação com apego

N. 3: É um mito que se quisermos criar com apego, não devemos deixar que o bebê chore

Para dissipar essa crença devemos lhe dizer que o choro é um comportamento natural de um bebê. Assim, o bebê chora quando quer ou precisa de algo: leite materno, troca de fraldas, carinho, que o carreguem no colo, dormir…

Mas criar com apego não significa correr assim que a criança abrir a boca e emitir o primeiro gemido. Deve ser dada a oportunidade para a criança pequena aprender que através do choro suas necessidades serão satisfeitas. Mas não conseguiremos isso se ficarmos sempre ao lado do seu berço.

Não precisa deixá-la chorar muito. Mas também não se deve privá-la da primeira linguagem que utiliza para se comunicar conosco.

Mamãe, o que não é falado da criação com apego é que ela é tão sacrificada quanto amável. Assim como o parto natural é tão surpreendente quanto doloroso. E o amor de mãe é tão imenso como só ele próprio pode ser.