O que são as famílias de acolhimento?

25 de março de 2019
As famílias de acolhimento são uma medida temporária de proteção à criança que não implica que as pessoas que a acolham se tornem pais dela legalmente. Essa é a principal diferença em relação à adoção.

As famílias de acolhimento são aquelas que exercem cuidados temporários de uma criança ou adolescente. Essas pessoas estão comprometidas em proteger a criança e apoiá-la nos aspectos físico, emocional, psicológico e financeiro até que ela possa retornar à sua família biológica.

O acolhimento familiar é uma medida temporária de proteção de crianças menores de idade em situação de abandono. Sua finalidade é manter as crianças dentro do ambiente familiar para que seus parentes mais próximos possam acolhê-las. Caso isso não seja possível, busca-se uma família de acolhimento com a qual não haja nenhum tipo de parentesco.

Quando os pais não podem cuidar dos filhos, eles ficam sob a proteção do Estado. Para cobrir as suas necessidades, as crianças geralmente são enviadas para centros juvenis.

No entanto, com o tempo, descobriu-se que, para o desenvolvimento adequado de um bebê ou uma criança, é necessário que façam parte de uma família. Foi assim que nasceram as primeiras famílias de acolhimento.

A família de acolhimento funciona como a figura de um tutor, que cuida da criança até que a sua situação familiar seja resolvida. O acolhimento familiar não implica que as pessoas que acolham a criança se tornem pais dela legalmente. Essa é a principal diferença em relação à adoção.

Como o acolhimento familiar funciona

A família de acolhimento é responsável por integrar a criança em sua vida e fornecer desenvolvimento pessoal, material, espiritual e educacional até que ela possa retornar à sua família biológica novamente.

Isso acontece quando os pais estão capacitados para cuidar de seus filhos novamente e mostram que superaram as situações de conflito que as separavam deles.

O acolhimento permite que a criança mantenha o vínculo com a sua família biológica. Isso significa que ela pode ver os pais e que as famílias de acolhimento a protegem até que os pais possam estar com ela novamente. Isso não as torna pais da criança.

A convivência é regulamentada por leis que determinam os direitos e as obrigações de todas as partes envolvidas no processo. A legislação também garante o respeito pela criança, sua família de origem e sua identidade cultural.

Como o acolhimento familiar funciona

O acolhimento familiar é diferente da institucionalização e beneficia a criança com uma atenção personalizada através do desenvolvimento dentro de um espaço familiar. É uma experiência vital e enriquecedora para todos os envolvidos.

Essa convivência continuará até que as condições que causaram a separação da criança de sua família de origem sejam restabelecidas. Outra alternativa para a sua resolução é propor uma nova estratégia de saída baseada no seu bem-estar integral.

Requisitos para as famílias de acolhimento

As condições que dão origem à participação das famílias de acolhimento são as mais diversas, e vão desde dificuldades financeiras ou razões de saúde até conflitos entre o casal. Portanto, as resoluções podem ser diferentes.

A criança pode ser acolhida nos casos em que os pais biológicos não podem garantir uma presença constante ao lado da criança, por exemplo, por motivos de trabalho. Então, uma família a acolhe apenas durante uma parte do dia ou por alguns dias da semana.

A convivência é regulamentada por leis que determinam os direitos e as obrigações de todas as partes envolvidas no processo.

Há também a tutela por um período de tempo curto e preestabelecido, que responde a uma necessidade temporária ou a uma emergência. Isso ocorre quando os pais não podem cuidar da criança durante certo período, como por exemplo durante uma internação hospitalar.

Finalmente, a mais comum das situações de acolhimento é a tutela a longo prazo. Isso se aplica aos casos em que não é possível prever quando o bebê ou a criança vai poder voltar a morar com a família de origem.

Acolher uma criança, uma escolha difícil

Os casais casados são os que estão em melhor posição para acolher uma criança. Preferencialmente, opta-se por aqueles com filhos menores de idade, para formar uma família o mais parecida possível com a da criança. Em seguida, estão os casais que não têm filhos e, finalmente, as pessoas solteiras.

Os cuidadores são preparados, avaliados e recebem apoio tanto de serviços de assistência social quanto cuidados médicos. Sua colaboração é fundamental, uma vez que, por ser uma experiência especial, deve ser tratada com o apoio e a assistência de profissionais.

Acolher uma criança com um histórico difícil é maravilhoso, mas representa um desafio. É provável que ela estranhe a família de acolhimento ou se comporte de uma maneira questionável.

Acolher uma criança, uma escolha difícil

Nesse sentido, é importante ressaltar que o principal medo da criança é perder a sua família de origem. Naturalmente, por não conhecer bem a família de acolhimento, a criança sente que não sabe por quanto tempo poderá contar com ela. Portanto, é essencial ser flexível.

A conveniência nesse sistema

As experiências vividas até hoje permitem que crianças de todas as idades cresçam em uma família diferente da sua, embora igualmente hospitaleira e solidária, durante determinados períodos de tempo, de acordo com a necessidade.

A partir dessas experiências, demonstra-se que o acolhimento familiar é um regime possível e viável. Essa escolha afeta não apenas o presente imediato, mas também o futuro a longo prazo.

De fato, a falta de cuidados adequados durante a primeira infância pode ter sérias consequências, às vezes permanentes, na formação do caráter da criança. Em suma, graças às famílias de acolhimento, muitas crianças têm uma infância mais feliz e um futuro melhor.