Os sete mitos mais comuns relacionados à educação

1 de junho de 2018
Os relacionados à educação existem em todas as sociedades; são crenças vistas como verdades absolutas no âmbito estudantil e que são transmitidas a todas as gerações.

Muitas vezes achamos que educar é uma tarefa fácil e que existe uma fórmula perfeita que pode nos conduzir direto ao sucesso. Graças a isso, em torno do processo de aprendizagem surgiu uma grande quantidade de mitos relacionados à educação. Eles devem ser expostos para romper paradigmas e alcançar um aprendizado integral.

É de conhecimento geral que a tarefa de educar é árdua, complicada. Tem os seus altos e baixos e o progresso depende da vontade e da motivação demonstrada pelos estudantes. 

Nem tudo é responsabilidade do docente dentro da sala de aula; os pais têm o dever de ensinar aos seus filhos os hábitos e as normas necessárias para um comportamento e desenvolvimento ótimo na escola. 

Um sistema educacional bem-sucedido é aquele que integra como um todo a escola, o lar e a comunidadeDessa maneira, consegue-se atingir um equilíbrio uniforme e estável para o estudante.

Com relação aos mitos, existem diversas opiniões e perguntas sobre eles. A seguir, mostraremos os sete mitos mais comuns relacionados à educação que conhecemos.

Os sete mitos mais comuns relacionados à educação

1.- Os estudantes que vivem em lares com menos recursos econômicos terão o pior rendimento escolar

Cada estudante evolui segundo os seus meios e as suas possibilidades. Eles contam com habilidades e destrezas que desenvolvem o seu ritmo. O tipo de moradia não tem nada a ver com o aprendizado. 

Em muitos casos, os estudantes com baixos recursos financeiros são mais aplicados que os abastados. O motivo é que eles querem melhorar a sua condição de vida, que pode ser alcançada adquirindo uma boa profissão.

Porém o lugar de estudo, a cultura familiar ou aquilo que os seus filhos viram nos seus pais pode influenciar. No entanto, não é algo determinante.

2.- Menos estudantes em aula, maior rendimento

O que realmente importa é a qualidade do docente, não a quantidade de estudantes. É claro que com menos estudantes a atenção é mais personalizada. Por outro lado, se o grupo não se preocupar com a sua evolução, não terá muita importância a quantidade de alunos que estão na sala de aula.

professor dando aula

É preciso investir na busca de profissionais da área da educação que, além de terem qualificações, tenham a vocação de dar aula. Um docente com vocação atenderá melhor um grupo de alunos, seja ele grande ou pequeno. Esse tipo de professor ensinará e amará com empenho e afinco, como se deve fazer sempre.

3.- O estudante mais talentoso será o mais bem-sucedido

Embora algumas pessoas afirmem que o rendimento acadêmico de uma criança dependa da sua herança genética e não do esforço que faça ao estudar, sabemos muito bem que isso não é inteiramente verdade. Todos os estudantes são capazes de alcançar bons resultados ao se empenharem e ao mostrarem dedicação no que fazem. 

O talento que tiverem de forma inata em qualquer âmbito pode ajudá-los nos estudos, mas não garante o sucesso. Isso depende muito da dedicação e da vontade que o estudante terá para obter conhecimentos e resultados dentro de sala de aula.

“A escola tem que edificar o espírito do estudante sobre cimentos de verdade e sobre bases do bem, a coluna de toda sociedade: o indivíduo.”

–Eugenio María de Hostos–

4.- Os estudantes com grande domínio da tecnologia são mais inteligentes

Essa lenda não poderia faltar na nossa lista de mitos mais comuns relacionados à educação. O mundo, a globalização e as modernidades envolvem a todos da mesma forma, independentemente de saber ou não como se virar. No entanto, saber se defender diante dessas novas tecnologias é de grande ajuda para qualquer pessoa.

Apesar de ser verdade que quanto mais rápido adquirirmos esse tipo de conhecimento, mais domínio teremos no futuro, dominar com êxito a tecnologia e os seus avanços não garante a inteligência do estudante. 

Algumas pessoas podem se destacar em diversas áreas, como a Literatura, os idiomas, a Ciência. Isso não significa que aqueles que não sabem mexer com tecnologia carecem de inteligência. Cada indivíduo pode demonstrar a sua inteligência no seu campo de conhecimento favorito. 

Recomenda-se que as crianças que são apaixonadas por tecnologia aproveitem as suas habilidades com essa ferramenta para aprender novos idiomas.

5.- A educação física não é importante na educação dos estudantes

A atividade física tem muitos benefícios para o nosso cérebro. Por exemplo, auxilia na geração de neurotransmissores, como a dopamina e a serotonina, que ajudam a desenvolver a atenção e a motivação do estudante.

Além disso, é uma ferramenta muito útil para os estudantes que sofrem de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), já que os mantém ativos e atentos durante os exercícios. Os exercícios físicos, além de fortalecer o corpo, são capazes de alimentar a mente.

6.- A educação privada é muito melhor do que a pública

Todas as instituições educativas ensinam o mesmo conteúdo, o que muda é o ambiente. A qualidade da educação não depende da infraestrutura. 

A verdade é que a vocação do docente e a vontade de aprender do estudante é o que faz a diferença. Se o estudante quiser aprender, o fará tanto em uma aula com ar condicionado quanto debaixo de uma árvore.

crianças conversando na escola

7.- O Ensino Médio é mais difícil que o Ensino Fundamental

Esse deve ser um dos mitos mais difundido em relação à educação e que se intensifica de geração em geração. Todos os níveis têm seu grau de dificuldade. A diferença está na forma de enfrentá-los, que irá depender do nível de maturidade do estudante.

O Ensino Fundamental costuma ser mais difícil para algumas crianças, já que muitas delas estão acostumadas a passarem o dia todo com os seus pais. Esse choque de sair de casa, de estar rodeada de outras crianças e de ser guiada por uma pessoa que não é o seu pai ou a sua mãe costuma ser traumático no começo.

Além disso, o Ensino Médio tende a ser complicado, já que o estudante começa a apresentar mudanças físicas e de identidade. Fora isso, o fato de não estarem só com um professor e de os deveres escolares se intensificarem à medida que o ano vai passando aumenta ainda mais o estresse das crianças.

O ambiente escolar está rodeado de frases feitas que se repetem sem que sejam necessariamente verdades. Conhecer de verdade os fatores relevantes para esse processo é muito útil para mudar esse quadro.

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