Pais tecnológicos, filhos tecnológicos

27 de maio de 2018
Videogames, aplicativos, redes sociais e até memes. A versatilidade de alguns pais de hoje em dia chega a surpreender os próprios filhos, que encaram com satisfação a adaptação dos seus pais à época em que vivemos.

A tecnologia dominou cada um dos aspectos da nossa vida. A relação entre pais e filhos não escapa dessa realidade. Os pais tecnológicos contam com uma via a mais para se aproximar de seus filhos. Além disso, essa é uma das formas mais efetivas.

O fato de que as crianças e os jovens amam a tecnologia não é nenhuma novidade. No entanto, isso não é comum para os adultos, que em geral mantêm um pouco mais de distância em relação às novas tendências.

Mas surgiu uma nova “espécie” de pais: os pais tecnológicos, que parecem ter encontrado um ponto comum com seus filhos, do qual podem tirar muitos benefícios para a relação. Como esse vínculo fraternal acontece no século XXI?

Pais tecnológicos e os novos aparelhos

É claro que nem todos os pais de hoje em dia se caracterizam por ter um amplo domínio das tecnologias atuais. No entanto, a grande maioria consegue.

No primeiro grupo, o grupo dos pais que ainda não se entendem muito bem com as novas tecnologias, podemos encontrar pessoas desconfiadas desses aparelhos e da própria capacidade para aprender a lidar com eles. É provável que cedam ao comprar um smartphone, mas já tem em mente que não serão capazes de usar. Com a ajuda dos filhos, conseguem aprender o básico e talvez um pouco mais.

Por outro lado, temos os pais que ignoram – ou tentam ignorar – as novidades tecnológicas. E mais, provavelmente não têm consciência do que seus filhos fazem ou deixam de fazer na internet ou nas redes sociais. Não por desinteresse, mas por desconhecimento dos perigos com os quais lidamos neste mundo.

No outro extremo, encontramos pais que conhecem em detalhes as novas tendências. E o melhor é que sabem tirar proveito delas. Esses pais, que em geral usam as tecnologias nos seus trabalhos, sabem lidar com antivírus, aplicativos e vários tipos de hardware e software.

Também há os intermediários: aqueles pais que têm e gostam de celulares de última geração e sabem usar. Geralmente, os filhos gostam disso, pois seus pais são capazes de responder com memes e sempre estão a par do que acontece nas redes sociais.

pais tecnológicos

Relação entre os pais tecnológicos e seus filhos

Já falamos inúmeras vezes sobre o enorme poder do exemplo sobre as crianças. É a ferramenta de educação mais potente. Se um pai ou uma mãe se comporta de determinada maneira, com certeza a criança vai perceber e, muito provavelmente, vai seguir o exemplo dos pais quando passar por uma situação semelhante.

Com os pais tecnológicos, acontece algo parecido, mas não em todos os casos. Propomos aqui duas situações diferentes:

Pais tecnológicos e filhos tecnológicos

Essa talvez seja a equação mais frequente na atualidade. Ter um pai que compreende e valoriza o poder dos aparelhos tecnológicos é algo que as crianças valorizam. Mais ainda se também puderem aprender com os pais.

A tecnologia é uma aresta inevitável na vida dos jovens hoje em dia. É verdade que tem seus riscos, mas suas vantagens são incomensuráveis. Vão desde o entretenimento à educação, passando pelo banal e pelo profissional.

“Surgiu uma nova “espécie” de pais: os pais tecnológicos, que parecem ter encontrado um ponto comum com seus filhos, do qual podem tirar muitos benefícios para a relação.”

Portanto, o fato de que um pai possa se inserir nessa forma de vida adquire uma importância central.

Não se trata de que as crianças ou jovens vão gostar mais dos pais se souberem usar um computador. E, sim, o contato mais próximo que vão ter porque os pais estão envolvidos no mesmo paradigma. Ambos vão sentir, de certo modo, que vivem os mesmos conflitos.

Os pais que compartilham esses interesses costumam realizar mais atividades com seus filhos. Nesse ponto, estão incluídas atividades como jogar videogame, assistir séries ou filmes ou ainda participar de convenções e eventos sobre tecnologia.

O que acontece com os filhos de pais não tecnológicos?

No entanto, também há os pais que não se interessam ou não conseguem absorver os usos dos novos aparelhos. As razões dessa aversão podem ser diversas: desinteresse, desconfiança, falta de conhecimento, etc.

Isso não significa que a relação com os filhos não terá futuro. Também não significa que esses pais estão falhando em sua missão de tutores dos filhos. Simplesmente, seus interesses serão diferentes.

O lado negativo é que, em muitos casos, esses pais perdem a oportunidade de realizar algumas atividades com seus filhos. Além disso, não são capazes de perceber os riscos e as ameaças da internet.

Mas também há um lado bom. Num mundo em que tudo é virtual e as telas parecer ser a solução para todos os problemas, é positivo quando alguém nos “traz de volta” ao mundo real.

Então, esses pais têm a habilidade de levar seus filhos para passear ao ar livre e ensinar outras habilidades. Cozinhar, arrumar uma bicicleta ou construir uma casinha para o bichinho de estimação são alguns exemplos.

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Conselhos

Se você está tentando se incluir no grupo dos pais tecnológicos para ficar a par das novidades desse mundo, lembre-se dos seguintes conselhos:

  • Informe-se e leia sobre as últimas novidades.
  • Tenha contato com as formas de se divertir e tente se envolver.
  • Esteja atento às redes sociais e ao uso que seus filhos fazem delas.
  • Inclua a tecnologia na sua vida em vez de ficar reclamando sobre “como o mundo está mudado”.

 Num mundo em que tudo é virtual e as telas parecer ser a solução para todos os problemas, é bom quando alguém nos ‘traz de volta” ao mundo real.

Como conclusão, a relação entre pais tecnológicos e filhos tecnológicos pode ser favorecida quando vocês encontram um ponto comum em seus interesses. Além disso, uma atitude positiva dos pais em relação às novas tecnologias pode favorecer ainda mais a relação entre pais e filhos.

Entretanto, essa não é uma condição imprescindível. Podem haver outros tipos de conexões entre pais e filhos. A tecnologia entrou nas nossas vidas, mas ainda há âmbitos em que o contato humano continua sendo vital. Dificilmente isso vai mudar por completo!

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