Parto sem epidural: o que você precisa saber

· 2 de dezembro de 2017

Quando se inicia o trabalho de parto, a mãe tem a opção de avançar com ou sem o controle da dor. A maneira mais comum é aplicando uma anestesia local. No entanto, o parto sem epidural é possível.

A epidural é uma técnica de anestesia que é aplicada para controlar a dor das contrações. A mãe vai continuar a sentir a contração de seu útero, mas sem sofrimento.

A epidural apenas controla as dores associada às contrações. Portanto, não tem efeito anestésico sobre a mulher.

Gerenciar um trabalho de parto sem dor permite que a mãe se concentre em seu trabalho. As técnicas de respiração são mais precisas. E ajuda também o trabalho de empurrar, quando a hora chegar. Por outro lado, a mãe não sofre tanto e sua recuperação é mais rápida.

No entanto, existem casos em que a epidural não é uma opção. Isto se deve, em princípio, a razões médicas. Um parto sem epidural é necessário quando a vida da mãe ou do bebê está em risco.

Razões para um parto sem epidural

  • A epidural não é apenas uma decisão. Em alguns casos, existem mulheres que não podem receber doses dessa substância.
  • Não é recomendável quando a mãe apresenta problemas de coagulação sanguínea. Ou está sob tratamento de medicamentos anticoagulantes.
  • Existem pessoas que são alérgicas à anestesia. Nestes casos, a epidural pode gerar uma reação alérgica extensa ao bebê.
  • Existem situações em que a epidural tem tido efeito de uma anestesia geral. Adormecendo completamente a mãe, sem que essa possa participar do trabalho de parto. O que coloca o bebê em risco.
  • Não deve ser utilizado se a espinha da mãe mostrar qualquer deformação. A área peridural está localizada na parte inferior da coluna vertebral. Para acessá-la, a mãe precisa se sentar e arquear as costas.

  • Em casos de malformações na coluna vertebral, a aplicação desta anestesia se torna mais perigosa.
  • Outra razão para ter um trabalho sem uma epidural é quando o trabalho de parto já está muito avançado. O aconselhável é que a anestesia seja aplicada antes de 4 centímetros de dilatação.
  • Se a mãe entrou em trabalho de parto, as contrações dificultarão a aplicação da epidural. Ou não fará sentido a aplicação. A espera máxima para administrar a epidural é de 8 centímetros de dilatação.

Riscos associados à epidural

Em geral, existe um baixo risco associado à aplicação da epidural. O maior risco supõe problemas no momento da aplicação.

A epidural é administrada através de um cateter instalado na parte inferior da coluna vertebral. Exatamente onde está localizada a dura-máter, a membrana que cobre a medula.

Se o obstetra fizer um movimento repentino durante a aplicação, pode causar lesões na coluna vertebral. Existem casos em que o cateter se move e a recuperação da anestesia é lenta ou parcial. Isso pode causar adormecimento de uma ou ambas as pernas.

No caso do bebê, o risco é ainda menor. Geralmente, a epidural aumenta a temperatura corporal da mãe. Se o parto for prolongado, o mesmo pode acontecer no bebê. Outros efeitos secundários podem ser:

  • Calafrios
  • Dor de cabeça
  • Tontura

Técnicas para um parto sem epidural

Quando se decide ter um parto sem epidural, algumas técnicas são úteis no controle da dor. A primeira coisa que se deve fazer é manter a calma e evitar o estresse.

Os nervos são a primeira causa de angústia na mãe. O que desencadeia a perda de controle sobre seu corpo. O obstetra deve se manter focado nas indicações de trabalho de parto.

Técnicas de respiração

Os padrões de respiração são muito importantes para manter a energia corporal no trabalho de parto. À medida que as contrações avançam, as técnicas respiratórias variam. Se inicia com respirações abdominais, longas e profundas, e se termina com respirações curtas para facilitar o parto.

Partos na água e massagens

Os partos na água são muito comuns para as mães que não desejam a epidural. Um banho em água quente relaxa os músculos e diminui o medo e a ansiedade. Além disso, através desta técnica, o processo de expulsão é mais rápido e fácil.

Por outro lado, as massagens na parte inferior das costas podem ajudar a relaxar a pélvis. Reduzem o desconforto causado pela pressão do bebê. Também se pode fazer uso de compressas quentes nessa área.