A perda de peso na infância

· 25 de dezembro de 2017

Descubra como saber se a perda de peso na infância está relacionada a algum problema de saúde e quais poderiam ser as causas.

A perda de peso na infância é um sintoma que nem sempre passa despercebido. Geralmente, a perda de peso costuma ser resultado de outros problemas de saúde. Por isso é essencial aprender a identificar a causa a tempo para tomar as devidas providências o mais rápido possível.

Em geral, os pais tendem a se preocupar demais com alguns detalhes relacionados ao peso das crianças. Se a criança perde peso eles já pensam que se trata de desnutrição, o que na maioria das vezes é um exagero. É necessário saber discernir entre os casos extremos e as variações normais para poder avaliar com clareza se a criança está saudável ou não.

Preocupação com a perda de peso na infância: perigo real ou exagero?

A perda de peso na infância geralmente indica algum problema de saúde ou algum bloqueio no sistema digestivo. Mesmo que a criança não apresente uma diminuição do apetite, a causa da perda de peso pode ser a má absorção de nutrientes.

Uma maneira de verificar a perda de peso é fazer uma comparação do peso atual com aquele que foi registrado na última visita ao pediatra. Uma diminuição súbita de mais de 10% do peso ou apresentar o índice de massa corporal (IMC) abaixo do normal podem ser indicadores de problemas.

Em qualquer caso, o peso de uma pessoa durante o crescimento, isto é, desde a infância até a idade adulta, deve ser sempre indicado por um aumento de acordo com a fase da vida em que se encontra. Exceto em casos de obesidade infantil, a diminuição significativa no peso de uma criança (seja repentina ou progressiva) é um sintoma que requer atenção de um médico.

Não ter apetite resulta na perda de peso na infância

Causas comuns da perda de peso na infância

As causas da perda de peso na infância podem ser tão variadas quanto na idade adulta. E, como nos adultos, pode ser de natureza patológica ou comportamental. Algumas das causas mais comuns pelas quais a criança pode perder peso são:

Patológica

  • Câncer
  • Hipertireoidismo
  • Anemia: pela falta ou má absorção de nutrientes dos alimentos
  • Diabetes: principalmente quando ainda não é detectada
  • Doença celíaca ou intolerância ao glúten. A criança pode rejeitar certos tipos de alimentos pois causam desconforto.
  • Afecções gastrointestinais. Infecções bacterianas, parasitas estomacais, etc…

Causas psicológicas

  • Anorexia e bulimia
  • Episódios intensos de estresse
  • Depressão aguda (principalmente quando um membro da família morre)

Outros

  • Contaminação alimentar
  • Procedimentos cirúrgicos recentes
  • Lidar com situações delicadas que levam à perda de apetite
  • Consumo de remédios, seja com receita ou não

A melhor maneira de descobrir as causas da perda de peso assim como o tratamento, é sempre ir ao médico. No entanto, podemos estabelecer algumas diretrizes para ajudar a identificar o problema e o tratamento para a criança parar de perder peso.

Menino no pediatra para verificar as causas da perda de peso na infância

Episódios de depressão, ansiedade ou estresse

Os episódios de estresse, ansiedade ou depressão, podem ser consequências de vários eventos traumáticos sejam passados ou presentes, como por exemplo, a perda de um ente querido.

Se os pais não sabem o que pode ser a causa da depressão ou do estresse, é preciso considerar outras possibilidades em outros ambientes em que a criança vive, como abuso na escola ou de outros adultos. Dependendo da idade e das atividades cotidianas da criança, é necessário tratar o assunto com delicadeza e fazer as perguntas certas. Dessa forma é possível tentar descobrir qual ambiente tem influência negativa no estado emocional dela.

Dependendo da intensidade do problema é aconselhável consultar um terapeuta. Isso pode evitar que a depressão evolua de forma crônica ou que os episódios intensos de estresse deixem distúrbios maiores como a ansiedade generalizada.

Distúrbios alimentares

Nesses casos, é necessário ter ainda mais atenção. As doenças relacionadas aos distúrbios alimentares podem afetar também as crianças mais novas, anos antes de chegar na adolescência. Elas apresentam os mesmos sintomas que de um adolescente e a incidência é 90% maior nas meninas.

Ao contrário de um transtorno pós-traumático, no qual é possível fazer perguntas que permitem abordar uma solução psicoterapêutica para o problema, no caso de distúrbios alimentares o paciente geralmente tem uma atitude de negação. Em alguns casos se torna um verdadeiro desafio.

Nestes casos, consultar um especialista é fundamental para saber como abordar e resolver o problema pois se trata de uma doença séria. Na maioria dos casos, se trata de algo maior do que simplesmente os pais ou o núcleo familiar tentar corrigir a atitude da criança em relação a comida.