A placenta: o órgão que satisfaz seu bebê

· 24 de dezembro de 2017

Em algumas culturas, a placenta é venerada por seu significado de vida. Sua simbologia transcende o meramente fisiológico.

A placenta é um órgão fundamental na gravidez e existe somente nessa etapa. Constitui a conexão vital do bebê com a mãe, já que sua principal função é a de transmitir os nutrientes para o feto, propiciando que cresça e se desenvolva adequadamente.

Seu nome provém do latim e significa “bolo chato”, fazendo referência ao formato que tem nos seres humanos. No mesmo instante em que o embrião adere a parede uterina (na semana que se produz a fecundação) a placenta começa a se formar.

Para que serve a placenta?

A placenta é um órgão de vital importância para o crescimento e proteção do feto. Nos primeiros meses, ainda não está completamente formada e é o endométrio o encarregado de abastecer ao embrião. Até a 18ª semana de gravidez não terá sua estrutura definitiva. Quando começar a cumprir suas funções:

  • Facilita o intercambio de nutrientes e hormônios.
  • Funciona como pulmão fetal, administrando oxigênio ao bebê.
  • Atua como filtro, afastando as substâncias nocivas e desperdícios, que são encaminhados para a corrente sanguínea materna. Em seguida, são eliminados através dos rins.
  • Fabrica os hormônios, entre eles a gonadotropina coriônica humana, que permite a continuidade da gravidez.

Também sintetiza estrógenos, hormônios sexuais femininos. Esses hormônios possuem um papel importante na implantação do embrião, no desenvolvimento das mamas e no lactogênio placentário. Todos esses hormônios colaboram nos momentos em que o corpo da mulher passa pelas alterações necessárias a gravidez.

Ubicación de la placenta dentro del cuerpo femenino.

Como funciona?

A placenta se comunica com o feto através do cordão umbilicalEle é formado por duas artérias. Uma se encarrega de renovar o sangue que flui até o bebê e a outra de transportar os desperdícios ate a mãe.

Todos esses intercâmbios se produzem através da barreira placentária. Trata-se de uma membrana que bloqueia seletivamente grande parte das substancias potencialmente prejudiciais ao feto.

“O bom funcionamento da placenta é fundamental para a saúde e para o correto desenvolvimento do bebê.”

Muitos microrganismos, como bactérias, germes ou tóxicos em geral não conseguem atravessar a placenta. Assim, o bebê fica protegido numa fase em que seu sistema imunológico ainda não está pronto. Contudo, a maior parte dos vírus são capazes de atravessar ou romper essa barreira, por esse motivo é importante prevenir infecções.

Composição e localização

A placenta é formada por várias camadas, que são criadas a partir de um componente materno – uma transformação da membrana ou mucosa uterina – e uma parte de origem fetal, o trofoblasto. Essa parte fetal é composta por centenas de vasos sanguíneos cruzados.

A parcela de origem materna é a mais externa da placenta. Está em contato com a parede uterina, motivo pelo qual é conhecida por placa basal. Consiste também numa combinação de tecido embriônico e tecido materno.

Quanto à sua localização, a placenta está implantada e segura na parede uterina. Normalmente, está na face anterior ou posterior do útero, sem obstruir o colo uterino, por onde vai nascer o bebê. Quando está situada na parte baixa do útero, é chamada placenta prévia.

La placenta protege al bebé durante todo el embarazo.

 A vida da placenta

Como qualquer outro órgão, a placenta possui um processo biológico: nasce, cresce e morre. Entretanto, esse órgão difere dos restantes porque dura somente o tempo da gravidez: aproximadamente 40 semanas.

Cresce durante toda a gestação, com exceção das ultimas semanas, quando seu desenvolvimento estabiliza.

A partir da 41ª semana aumenta o risco de parar de funcionar corretamente. É o que se denomina de placenta velha, envelhecida ou hiper-madura. Nela se formam algumas calcificações, que podem ocasionar que a placenta já não nutra adequadamente ao feto.

Ao acabar a gestação costuma medir entre 1,5 e 3 centímetros de grossura e 15–20 centímetros de diâmetro, pesando em torno de 450–550 gramas. O parto não termina até que a placenta seja expulsa, na fase final do mesmo: o alumbramento ou expulsão da placenta. Nessa fase continuam ocorrendo as contrações.

Uma vez expulsa, deverá ser observada para que ela tenha saído por completo. Isso é necessário porque se ficarem restos da mesma no interior do útero, poderão surgir complicações. Além disso, controlando o estado desse órgão, podem se obter pistas sobre o estado de saúde e desenvolvimento do bebê.