Polidrâmnio ou líquido amniótico abundante

· 15 de abril de 2019
Qualquer alteração do líquido amniótico durante a gravidez, como no caso do polidrâmnio, pode trazer complicações e colocar a vida do bebê em risco. 

O polidrâmnio, mais conhecido como líquido amniótico abundante, é um acúmulo de líquido responsável por cercar o bebê durante a gravidez e fornecer todas as proteínas necessárias para o seu desenvolvimento. 

Mas no caso de isso ser exagerado e fora do padrão, pode causar problemas para a mãe ou para o feto.

O que causa o polidrâmnio?

Embora especialistas, por vezes, não conseguem identificar por que essa condição ocorre em algumas mães grávidas, de acordo com suas pesquisas existem certas condições que geram um risco aumentado de uma mulher vir a sofrer de polidrâmnio. Entre elas estão as seguintes:

  • Gestação múltipla. Pode acontecer de um dos bebês ter mais fluido amniótico que o outro.
  • Diabetes materna.
  • Bebês grandes.
  • Problemas neurológicos no bebê – como a hidrocefalia, que pode causar dificuldades para engolir.
  • O bebê ter um batimento cardíaco baixo.
  • Malformações fetais, como defeitos na medula espinhal, obstruções cerebrais ou gastrointestinais e urinárias.
  • Fissura labial no bebê que pode causar problemas de deglutição (engolir) e, consequentemente, um baixo fluído no útero.
  • Incompatibilidade do grupo sanguíneo entre a mãe e o bebê.
bebê no útero

Sinais e sintomas

As mulheres que sofrem de polidrâmnio, muitas vezes não apresentam sintomas, especialmente quando em um estado leve. Mas se entrarem em estado grave, poderão apresentar os seguintes sintomas:

  • Dificuldades para respirar.
  • Dor abdominal.
  • Inflamação da parede abdominal ou extremidades inferiores.
  • Contrações uterinas.
  • Vômitos.
  • Abdômen mais brilhante ou justo, mais do que o habitual para o período pelo qual está passando.

É essencial que o diagnóstico e o tratamento sejam feitos a tempo para, assim, ajudar a gravidez a ter um curso normal.

Como diagnosticar um caso de polidrâmnio?

A melhor maneira para uma mulher grávida saber se tem polidrâmnio é através de um ultrassom que deverá ser feito por um especialista.

Isso lhe dará um índice aproximado de líquido amniótico (ILA), que não deve exceder 25 centímetros durante o terceiro trimestre. Isso porque caso ocorra você estaria apresentando um excesso dele, o que é prejudicial.

Depois de fazer um ultrassom completo para procurar malformações do feto, o médico deverá descartar se a abundância de seu líquido amniótico é devido a causas hereditárias, verificando o histórico familiar. 

Você também poderá fazer exames de tolerância à glicose, hemorragias, anemias e exames sorológicos maternos.

Fatores de risco

Existem sérios fatores de risco que podem aumentar os problemas durante a gravidez devido ao polidrâmnio. Por isso, é importante que a mãe realize todos os exames programados pelo seu médico desde o momento de sua gravidez.

Estes são os agentes:

  • Hemorragia pós-parto. Esse caso se dá por meio de uma hemorragia grave após o parto.
  • Morte do bebê. O polidrâmnio pode causar a morte do bebê após 20 semanas de gravidez.
  • Parto prematuroAcontece quando o bebê nasce antes de 37 semanas de gravidez.
  • Descolamento da placenta. Esse descolamento é considerado grave porque o bebê deixa de receber oxigênio e os nutrientes fornecidos através do útero, o que resulta em um sangramento perigoso.
  • Má posição do feto. Normalmente, o feto está posicionado com a face para baixo e voltado para as costas da mãe. Mas em casos de polidrâmnio geralmente essa posição é alterada. Assim, é preciso considerar uma cesariana como a opção mais segura para o nascimento.
posição fetal

Qual é o tratamento?

No caso de polidrâmnio leve, nenhum tratamento é necessário. Mas, uma vez que o médico informe um caso grave à mãe, é vital agir a tempo.

Entre os tratamentos mais eficazes estão: a redução do líquido amniótico manualmente; uma medicação para fazer o bebê urinar menos; ou o adiantamento do parto, caso a data prevista já esteja próxima.

Da mesma forma, recomenda-se que a vigilância pré-natal tenha início na 32ª semana por meio de um check-up completo, no qual a mãe deverá permanecer calma para obter resultados precisos e livres de alterações. Além disso, se você tem diabetes, cuide dos níveis de açúcar para evitar a morte fetal.

Gravidez sem complicações

Evitar casos de polidrâmnio é um ato impossível porque é algo que aparece sem aviso, seja por alguma anomalia, causas familiares e até sem motivo.

Por essa razão, é importante que as gestantes cuidem de todas as fases da gravidez para que, assim, possam reduzir os riscos que essa condição pode causar ao bebê e à sua saúde geral.

Ter hábitos saudáveis, ficar longe da nicotina e manter uma boa dieta ajudarão a mãe a manter um peso desejado; reduzindo, dessa forma, o risco de diabetes e fornecendo vitaminas importantes para o bom desenvolvimento do feto.

  • Infogen. (2013). Alteraciones del líquido amniótico: Oligohidramnios, polihidramnios. Artículo perteneciente a  Infogen
  • Stanford Children’s Health. Problemas del líquido amniótico/hidramnios/oligohidramnios. Artículo perteneciente a Stanford Children’s Health