Como prevenir a pré-eclâmpsia na gravidez

· 3 de agosto de 2017

A pré-eclâmpsia é uma condição característica da gravidez, e mesmo que não ocorra em todos os casos, é bastante comum. Apesar de que nosso desejo seja evitar qualquer complicação durante esses nove meses, às vezes as doenças nos surpreendem.

No caso desta doença, certos fatores de risco não podem ser alterados. Por exemplo, se é constatado que é um problema de origem genética, e que a idade também tem a ver com o seu aparecimento. Ainda assim, alguns especialistas consideram que a gestante pode aplicar correções que de alguma forma ajudem a prevenir o problema.

Para contribuir com a eliminação das probabilidades de sofrer da conhecida pré-eclâmpsia, a mulher deve alterar seus hábitos. Para algumas pessoas é mais fácil que para outras, com as que levam uma vida saudável tendo menores problemas para mudar.

Como se desenvolve a pré-eclâmpsia?

O ginecologista Juan Valdivia, explica que pelo menos 5% das mulheres grávidas sofrem desta condição. Acredita-se que as complicações da doença podem levar inclusive à interrupção da gravidez. Sua evolução e sintomas tem a ver com a pressão arterial, afetando principalmente a segunda metade da gestação.

“É uma subida da pressão arterial associada à proteinúria, quer dizer, a perda de proteínas através da urina. Em geral, ocorre na segunda metade da gravidez, desde as 28 semanas da gravidez em diante”

-Juan Valdivia-

Como mencionamos anteriormente, alguns fatores de risco não podem ser evitados. Entre os principais desencadeantes temos por exemplo, a idade. Acredita-se que as mulheres maiores de 35 anos, assim como as adolescentes, são mais propensas a desenvolver a pré-eclâmpsia. Também é comum na gravidez de gêmeos, mulheres que sofrem hipertensão crônica e aquelas com má nutrição.

O desenvolvimento da doença se inicia com níveis de pressão elevados. Outros sintomas são o aumento de peso, inchaço do rosto e extremidades. Do mesmo modo podem apresentar mudanças na visão, dor de cabeça, alteração da função hepática e dor abdominal.

Prevenção da pré-eclâmpsia

Algumas medidas podem diminuir os riscos de sofrer desta doença da gravidez. Ainda que certos fatores não possam ser alterados, estas recomendações podem nos ajudar.

  • Eliminar hábitos como o de fumar. Sabe-se que o tabaco incide no aumento da pressão arterial, porque afeta os vasos sanguíneos
  • Aplicar medidas para manter o peso equilibrado. O sobrepeso e a obesidade se relacionam com o desenvolvimento da diabetes gestacional e também com a hipertensão.
  • Procurar descansar e repousar o suficiente. Ainda que a grávida não tenha maiores limitações é conveniente que repouse de maneira adequada. Sere mais pausada e reduzir a quantidade de atividades é necessário para evitar o estresse
  • Incorporar o pescado azul à dieta. Este pescado, em particular, possui elevados níveis de omega 3 e vitaminas. Os ácidos graxos de omega 3 contribuem na proteção dos vasos sanguíneos.
  • Utilizar complementos de ácido fólico. Este complemento ajuda à reduzir as toxinas no sangue, as quais aumentam com a gravidez. Acredita-se que é especialmente indicado para diminuir o risco de sofrer pré-eclâmpsia, porque ataca as altas concentrações de homocisteína no sangue
  • Consumir cálcio diariamente. A dieta da grávida deve incluir entre duas e três gramas de cálcio por dia, e isso é indicado desde o primeiro trimestre. Até agora não foi determinada a indicação de suplementos adicionais de cálcio
  • Aumentar o consumo de antioxidantes. Muitos alimentos são ricos em antioxidantes, por exemplo, os frutos cítricos e os vegetais de folha verde. A vitamina E e C são potentes antioxidantes, os quais servem para eliminar toxinas no sangue.
  • Regularidade nas consultas pré natais, que garantam o exame geral de nossos sistemas.

Complicações da pré-eclâmpsia

Esta doença é considerada uma das principais causas de morbidade e mortalidade fetal. Isso devido ao fato de que a condição pode chegar a interromper ou atrasar a gravidez. Da mesma forma, se acredita que é a causadora de mais de 300 casos de mortalidade neonatal por cada mil nascimentos. Tais cifras são o dobro daquelas onde não se apresentam complicações como esta.

O desenvolvimento da pré-eclâmpsia, de maneira leve, pode provocar muitas doenças e alterações na saúde da mãe e do filho. No caso que se apresente de maneira severa, as complicações podem ser as seguintes.

  • Aumento da pressão ocular, desprendimento da retina ou fotopsia
  • Desenvolvimento de oligúria, hiperbilirrubinemia e proteinúria
  • Aparição de anemia hemolítica microangiopática
  • Edema pulmonar
  • Atraso no crescimento do feto
  • Surgimento da Síndrome de Hellp
  • Hemorragia cerebral
  • Insuficiência renal
  • Derivação em eclâmpsia, depois de terem existido convulsões.