Principais características de uma criança autista

26 Junho, 2018
Uma criança autista é uma pessoa com capacidades cognitivas e habilidades mais ou menos normais, mas que é sofre de um transtorno que a impede de se relacionar efetivamente com a sociedade.

Pouco se sabe sobre a causa do autismo. Mas sabe-se que se nasce com esse transtorno, ainda que as características da doença possam variar de criança para criança.

Devemos ter em mente que cada criança é única, diferente e se desenvolve no seu próprio ritmo. No entanto, existem padrões de conduta que chamam a nossa atenção e nos alertam sobre o seu comportamento.

Geralmente, esse comportamento diferente começa a se manifestar desde o nascimento, mas é difícil determinar nos primeiros meses. Geralmente, trata-se de ações repetitivas e sem coerência.

É importante ressaltar que existem etapas onde as crianças são mais ativas ou mais suscetíveis conforme crescem. Pode-se considerar que às vezes esses comportamentos são próprios da idade, mas podem estar estreitamente ligado a um conjunto de anomalias.

Ou seja, já não nos parece tão normal e não são superados rapidamente. Isso pode ser um indício de que a criança está sentindo e percebendo o entorno através do Transtorno do Espectro Autista ou autismo.

criança autista

Principais características de uma criança autista

Ainda que a doença possa se manifestar de diferentes maneiras, existem traços gerais que são percebidos em grande parte das crianças autistas. Eles são mais focados no seu comportamento do que em suas capacidades, entre os mais comuns temos:

  • Linguagem limitada ou quase nula.
  • Repetição de frases que escuta.
  • Não reage a certos sons ou se a chamam pelo seu nome. É quase como se não escutasse.
  • Se  interessa mais por objetos do que por brinquedos. É comum que sinta obsessão por certos objetos, mantendo-os sempre nas suas mãos.
  • Evitam manter contato visual.
  • Para pedir algo acompanha a pessoa até o lugar onde está o que quer.
  • Se mantém fixa num determinado ponto.
  • Muitas vezes, balança-se sobre si mesmo.
  • É distraída e não se preocupa com o seu entorno.
  • Não gosta que a toquem.
  • Sente raiva ou ri sem nenhuma razão.
  • Apresenta certa obsessão pela ordem das coisas, organizando os objetos em filas. Também é um pouco intolerante a mudanças de rotina.
  • Se incomoda com certos sons.
  • É hiperativa ou muito passiva.
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Como lidar com as características da criança autista?

Um grande número de crianças que sofre dessa doença não é diagnosticada corretamente. Isso dificulta para os pais lidarem com a manifestação das suas características específicas. Da mesma forma, eles não sabem como enfrentar essa experiência em casa.

Para começar, é preciso pensar na ajuda que queremos proporcionar para as crianças. A seguir ofereceremos uma série de considerações que podem ser úteis para melhorar a convivência.

  • Devemos aprender a nos comunicar com ela, visto que é difícil conviver com uma criança que não reage normalmente às palavras.
  • Começar a identificar as coisas que lhe agradam para moldar a rotina de acordo com as ações que a fazem se sentir segura.
  • Levá-la para passear em lugares adequados para ela. Ou seja, que sejam tranquilos, não barulhentos ou que tenham coisas que possam perturbá-la.
  • Ajudá-la a se comunicar, melhorando a linguagem que utiliza.
  • Ter paciência e autocontrole para administrar os episódios de passividade ou hiperatividade.
  • Saber que é uma condição que a impede de ser obediente e sociável.
  • Tentar integrar aos poucos a criança nas relações sociais. Não forçar, mas também não negar certas atividades. Ou seja, promover a relação com outras crianças, desde que seu filho se sinta tranquilo e disposto.
  • Garantir um tratamento adequado, que seja avaliado por especialistas, e cumprir todas as indicações.
  • Aproveitar todos os momentos de  participação, brincadeiras e harmonia com a criança, já que nem sempre ela estará disposta da mesma maneira.
  • Dar muito amor e ser compreensivos. Esses são os elementos mais importantes para contribuir para melhorar a qualidade de vida de uma criança autista.
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