Prolactina e infertilidade

· 6 de maio de 2019
Uma das perguntas que médicos e ginecologistas se fazem se refere à relação existente entre a prolactina e a infertilidade. A prolactina é um hormônio secretado pela glândula tireoide. Será que ela realmente influencia a infertilidade?

O conhecimento das ligações entre a prolactina e a infertilidade tornou possível tratar uma causa frequente de infertilidade. É um fato cientificamente comprovado que o excesso de prolactina pode causar infertilidade.

Durante a gravidez, é normal que os níveis de prolactina aumentem nas mulheres. Mas o problema ocorre quando a mulher não está grávida; a hiperprolactinemia (aumento excessivo da prolactina) inibe a ovulação e causa infertilidade.

Por que a prolactina e a infertilidade estão associadas?

A prolactina é um hormônio secretado pela glândula tireoide; sua principal função é estimular a produção de leite materno. Durante a gravidez, os níveis de prolactina aumentam, os seios crescem e se preparam para amamentar o bebê.

Porém, a produção excessiva de prolactina em mulheres que não estejam grávidas produz alterações no ciclo menstrual. Os ovários diminuem a sua atividade e complicam a produção normal de estrogênio e progesterona.

Essas condições causam esterilidade devido a distúrbios na ovulação e, portanto, a infertilidade. É possível que a mulher que sofre de hiperprolactinemia secrete leite pelos seios, mesmo que não esteja grávida.

Na prática, essa doença também pode afetar os homens, visto que a prolactina também está presente no sexo masculino. O excesso desse hormônio pode causar esterilidade, porque a produção de espermatozoides é reduzida.

Por que a prolactina e a infertilidade estão associadas

Causas desse distúrbio hormonal

A associação negativa entre a prolactina e a infertilidade pode ser tratada a tempo. A produção excessiva do hormônio pode ser corrigida, de modo que retorne aos seus níveis normais. Para iniciar um tratamento corretivo, é necessário conhecer as causas dessa condição.

Existem três razões pelas quais a hiperprolactinemia pode aparecer:

  • Fatores fisiológicos. Às vezes, esses fatores surgem devido a situações eventuais e podem ser transitórios. Estresse, falta de sono e exercício excessivo podem causar uma produção exagerada de prolactina.
  • Existem drogas psicotrópicas que também geram esse distúrbio. Se a pessoa usa medicamentos, é possível que alguma substância que eles contêm esteja influenciando. Medicamentos usados para prevenir vômitos e náuseas podem causar um aumento na produção de prolactina.
  • Algumas doenças do sistema endócrino causam irregularidades na produção de prolactina. Entre elas estão: hipotiroidismo, ovários policísticos, tumor na glândula pituitária.

Sintomas de desequilíbrio na produção de prolactina

Geralmente, surgem sintomas muito evidentes que chamam a atenção da pessoa. O corpo envia sinais, por isso é importante escutá-los e não subestimá-los.

Nas mulheres

  • Os ciclos menstruais se tornam irregulares. Às vezes, a menstruação desaparece devido ao efeito do hormônio.
  • Dores de cabeça e diminuição da libido.
  • Secura vaginal que não é normal.
  • Aumento de pelos no corpo, hirsutismo.
  • Os seios crescem e secretam leite, embora a mulher não esteja grávida.
  • Abortos espontâneos recorrentes.

Nos homens

  • Redução ou desaparecimento do desejo sexual.
  • Aparecimento de problemas de disfunção erétil.
  • As mamas aumentam de tamanho e a massa muscular diminui, principalmente no tórax.
  • A quantidade de pelos aumenta.

O diagnóstico e os exames a serem feitos

Diante do aparecimento desses sintomas, é necessário consultar o médico imediatamente. Dessa forma, danos maiores podem ser evitados, principalmente caso se esteja buscando a maternidade ou a paternidade.

Além disso, o diagnóstico de hiperprolactinemia não é complicado. Por isso, diante da suspeita, realiza-se um exame de sangue; se níveis altos do hormônio se manifestarem, outros exames devem ser feitos para determinar a causa do problema.

Em primeiro lugar, a presença de uma gravidez deve ser descartada. Às vezes, uma ressonância magnética é feita para detectar problemas de hipotiroidismo ou ovários policísticos.

Tratamento da hiperprolactinemia

Tratamento da hiperprolactinemia

Obviamente, o tratamento dependerá da causa. Geralmente, quando a causa é controlada, a produção do hormônio é equilibrada.

  • Se o problema for gerado por algum medicamento, então basta substituí-lo por outro. Dessa forma, depois de um tempo, a produção de prolactina vai retornar aos seus níveis normais e o problema de infertilidade desaparecerá.
  • Quando é o hipotiroidismo que causa o desequilíbrio, o problema é resolvido com a prescrição do hormônio tireoidiano, que é tomado na forma de comprimidos.
  • Em outros casos, ela pode ser tratada com medicamentos por via oral que são muito eficazes.
  • Há situações extremas que podem exigir cirurgia ou radioterapia.

Caso você perceba que a relação entre a prolactina e a infertilidade persiste com o passar do tempo, será necessário ir ao médico, o mais rápido possível, para verificar qual pode ser o tratamento mais adequado. Felizmente, existem diversos métodos que oferecem soluções e permitem que a fertilidade seja garantida.